domingo, 23 de maio de 2010

JESUS NA CASA DE ZAQUEU


"E tendo entrado em Jericó, atravessava Jesus a cidade. E vivia nela um homem chamado Zaqueu, e era um dos principais entre os publicanos, e pessoa rica. E procurava ver Jesus, para saber quem era, e não o podia conseguir, por causa da muita gente, porque era pequeno de estatura. E correndo adiante, subiu a um sicômoro para ver, porque por ali havia de passar. E quando Jesus chegou àquele lugar, levantando os olhos, ali o viu, e lhe disse: "Zaqueu, desce depressa, porque importa que eu fique hoje em tua casa." E desceu ele a toda pressa, e recebeu-o contente. E vendo isto todos, murmuraram, dizendo que tinha ido hospedar-se em casa de um homem pecador. Entretanto, Zaqueu, posto na presença do Senhor, disse-lhe: "Senhor, eu estou para dar aos pobres metade dos meus bens, e naquilo em que eu tiver defraudado alguém, pagar-lho-ei quadruplicado." Sobre o que Jesus lhe disse: "Hoje entrou a salvação nesta casa, porque este também é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que tinha perecido." (Lucas, XIX: 1-10)

No "O Evangelho segundo o Espiritismo", cap. XVI, item 4, encontramos a narrativa de Lucas sobre a visita de Jesus na casa de Zaqueu. Poucos buscam saber quem foi ele. Por isso, perguntamos: QUEM FOI ZAQUEU? Zaqueu foi chefe dos cobradores de impostos, talvez um dos homens mais odiados na cidade. Ficou rico por cobrar abusivos impostos. Mas, quando ouviu falar de Jesus, e que Ele estaria por perto, sabia que precisava vê-lo. Quando Jesus passou por perto de onde Zaqueu estava, Jesus fez "um convite" que se estende até hoje para nós:

- "Ceiarei hoje em sua casa".

E Zaqueu o recebeu com alegria. Aceitou a presença de Jesus, não apenas em sua casa, mas em sua vida. Ele entendeu que não adiantava ser rico de bens materiais e pobre de bens espirituais. Reconhecendo o erro comprometeu-se em dividir metade de seus bens com os pobres e devolver quadriplicado o que cobrou abusivamente do povo. Por isso, Jesus disse:

- "Eis que a salvação entrou nesta casa".

Aqui vemos uma conversão seguido de transformação.

Porque são muitos os que se convertem, mas poucos os que se transformam.
Muitos chegam à religião, submetem-se aos rituais, cultos, dogmas, etc, mas não se transformam, não buscam saber o que Deus ou Jesus esperam delas.

Geralmente, esperam favores Dele, sem esforçarem-se para merecerem.
Porque converter-se não é só a palavra, o conhecimento, converter-se é transformar a palavra, o conhecimento em ação.

Temos que aliar o conhecimento e o sermão ao exemplo.
Porque há muitas pessoas que, na aparência, mostram seguir Jesus, mas, de fato, não o seguem; ao passo que, muitos que parecem não o seguir, estão a caminho com Ele.

Hoje os templos, as igrejas, as casas religiosas estão repletas, mas poucos buscam uma mudança em seus hábitos. Poucos esforçam-se para passar pela porta estreita, porque para passar por essa porta, é preciso deixar para trás a bagagem má, e isso, exige esforço e sacrifício. Mesmo aprendendo a Doutrina do Cristo, o Ser continua maledicente, avaro, egoísta e orgulhoso, nunca tendo complacência de ninguém; diz-se cristão, mas no trabalho, em casa, no trânsito ou na rua é um verdadeiro fariseu hipócrita, que prega a moral e a perfeição, mas longe se encontra do dever.
Portanto, nos perguntemos:

- Se Jesus nos fizesse uma visita, o que Ele encontraria em nossa casa? O que faríamos para agradá-Lo? Ele encontraria tolerância, respeito, carinho, tranqüilidade, abnegação, renúncia, esforço, sacrifício, perdão, ou brigas, discórdia, violência, intolerância, egoísmo, desrespeito?

Que possamos servir o melhor, para que Ele possa dizer:
- Hoje a salvação entrou nesta casa.

Ou seja, os membros desta casa conseguiram se salvar, se libertar, se livrar, dos sentimentos e atitudes que não condizem com os pedidos do Evangelho.

sábado, 22 de maio de 2010

JESUS CUROU NO SÁBADO



Algumas das múltiplas facções em que se dividiu a reforma protestante promovida por Lutero encasquetaram que devem observar a orientação bíblica, guardando o descanso no sábado. O sabatista pretende reviver uma orientação arcaica, superada, que não condiz com a atualidade. Sua intransigência é um atestado dos problemas que o fanatismo ocasiona ao observar literalmente textos religiosos que dizem respeito a outros tempos, outros costumes, sem sabor de perenidade. Foi registrado por Moisés, na Tábua da lei, terceiro mandamento: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há, e o sétimo dia descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.” Segundo a alegoria bíblica, Deus trabalhou duro e edificou o Universo, incluindo a Terra e os seres vivos, em seis dias. A Ciência nos diz que gastou um “pouquinho” mais: perto de cinco trilhões e quinhentos bilhões . . . Então, Moisés impôs a orientação para o sábado, praticamente instituindo a primeira legislação trabalhista, atendendo a justa necessidade de descanso para o servo, o animal, o escravo . . . Ocorre que, como fazia habitualmente, dizia tratar-se de ordem divina. As penalidades eram absurdas. Em Números, um dos livros sagrados do judaísmo, no capítulo 15, um homem foi surpreendido a amontoar lenha no sábado. Imediatamente foi levado à presença de Moisés. Registram os versículos 35 e 36: Então disse o Senhor a Moisés: “Tal homem será morto. Toda a congregação o apedrejará fora do acampamento. Portanto, toda a congregação o levou para fora do acampamento, e o apedrejou até que morreu, como o Senhor ordenara a Moisés.” Pobre Jeová! Tinha costas largas . . . Mas para Jesus, estas disciplinas não passavam de tolices sustentadas pelo fanatismo. Em pleno sábado visitava, curava, ajudava, orientava, viajava. Não tardaram os problemas com o judaísmo dominante. Certa vez, Jesus passava pelas searas com seus discípulos, quando estes, famintos, colhiam espigas que debulhavam e comiam. Os fariseus se escandalizaram, Era sábado! Aqueles galileus atrevidos estavam exercitando uma atividade proibida no dia consagrado ao Senhor. Pacientemente, Jesus explicou: “Nunca lestes o que fez David quando teve fome, ele e os que com ele estavam? Como entrou na casa de Deus, tomou e comeu os pães da proposição, que somente aos sacerdotes era lícito comer, e os deu também aos que estavam com ele?" Na liturgia judaica, pães da proposição eram sagrados ao Senhor, de uso reservado aos sacerdotes. Numa situação especial, David e seus companheiros alimentaram-se deles. E Jesus conclui: “O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado.”
No sábado seguinte Jesus foi à sinagoga, onde encontrou um homem com a mão ressequida (atrofia muscular). Os fariseus, vendo que Jesus se dispunha a ajudá-lo, perguntaram: “É lícito curar no sábado?” E Jesus respondeu: “Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha e, num sábado esta cair numa cova, deixará de esforçar-se por tira-la dali? Ora, um homem vale muito mais do que uma ovelha. Logo, é lícito fazer o Bem no sábado.” Calaram-se os fariseus e Jesus curou o homem partindo em seguida com seus discípulos. Comenta o evangelista Marcos: “Tendo saído, os fariseus tomaram logo conselho com os herodianos contra ele, procurando ver como o matariam.”
A controvérsia do sábado lembra as convenções humanas. São úteis mas, se levada a extremos de intransigência, deixam de servir o homem e passam a escraviza-lo.
Exemplo: Um rapaz budista concordou em casar-se em igreja católica, atendendo às convenções religiosas da noiva. O sacerdote exigiu que os noivos participassem de um curso preparatório e se submetessem a determinados sacramentos. Trata-se uma convenção aceitável para os católicos. Mas para o adepto de outra religião deveria estar contida nos limites da opção, em saudável exercício de fraternidade. Se levada ao pé da letra, com intransigência nada fraterna, gera um impasse. O noivo, então, procurou inúmeros sacerdotes, até encontrar um mais esclarecido que o dispensou daquelas preliminares.
Então, devemos encarar as convenções com espírito aberto, sem condicionamento. Caso contrário, em determinadas circunstâncias, perderemos a iniciativa e seremos dominados por elas, esquecendo que foram feitas para servir o Homem e não para oprimi-lo.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

JESUS FAZ DESOBSESSÃO



Jesus e os companheiros chegaram de barco ao território de Gerasa, cidade de origem grega que fazia parte da Palestina, conforme divisão administrativa estabelecida por Roma.
Ao desembarcarem, veio ao encontro do grupo um homem nu, esquálido, cabelos em desalinho, extremamente agitado. Ele morava num cemitério, nas proximidades. Dormia nos túmulos. Dia e noite gritava pelos campos e montes, agredindo-se e ferindo-se com pedras. Era forte e ameaçador. Por vezes arrebentava grilhões e cadeias com as quais o prendiam. Ninguém conseguia dominá-lo. O povo tinha medo dele. Por isso vivia por ali, isolado.
Quando chegou perto, Jesus percebeu que seu problema era de ordem espiritual, envolvendo a influência de Espíritos.
Então ordenou:
- Espírito impuro, sai desse homem.
O Espírito respondeu por intermédio de sua vítima:
- Que importa a mim e a ti Jesus, filho de Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes!
- Qual é teu nome? – perguntou Jesus.
- Legião é meu nome, porque somos muitos.
Muitos Espíritos obsidiavam aquele homem. Presos às sensações humanas, ávidos das emanações dos seres vivos, sugam suas vítimas. Desvitalizam seus corpos, desajustam seu psiquismo e dominam sua vontade. Doenças mentais, em que o paciente fica fora de si e acaba no hospital psiquiátrico, podem nascer dessa influência.
Nas proximidades pastavam grande vara de porcos. Segundo Marcos, eram dois mil. Os Espíritos vampirizadores imploraram a Jesus que não os expulsasse dali. Que lhes permitisse entrar naqueles porcos. O Mestre concordou. Então, deu-se o inesperado. Assustados os animais precipitaram-se num declive, caíram no lago e morreram afogados. O homem nu, agora vestido, mostrava-se tranqüilo, em perfeito juízo. Jesus lhe recomendou:
- Vai para tua casa e para os teus, e conta-lhes quanto te fez o Senhor, e como teve compaixão de ti.
Segundo relato evangélico, os moradores do lugar pediram a Jesus que partisse. O Mestre considerou que seria melhor retirar-se, a fim de evitar tumultos.
Pode parecer estranha a presença dos porcos (É proibido comer carne de porco, lebre ou coelho - Levítico, 11: 5-7). Pois os judeus eram proibidos de consumir carne de porco. Mas é que a população da região era predominantemente pagã.
E quanto ao estouro da manada, os animais sofreram uma pressão psíquica, que os levaram a saltar para a morte. E a morte deles teve como objetivo ressaltar os poderes de Jesus.
E a reação dos gerasenos, é curiosa. Certamente composta pelos proprietários dos suínos. Mas compreensível. Pois, apesar de conseguirem livrarem-se do homem violento, estavam assustados e mais provavelmente, indignados com os prejuízos ocasionados pela morte dos animais.
Frequentemente cometemos o mesmo engano dos gerasenos. Pensamos primeiro nos prejuízos materiais, sem cogitarmos o ganho espiritual. Ficamos revoltados, aborrecidos, com determinadas situações difíceis e problemáticas que nos afligem. Tempos depois, quando as analisamos sob perspectiva mais realista, constatamos que funcionaram em nosso favor.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

JESUS VISITA AS IRMÃS MARTA E MARIA



“Enquanto caminhava, Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, o recebeu em casa. Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e ficou escutando a sua palavra. Marta estava ocupada com muitos afazeres. Aproximou-se e falou: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda que ela venha ajudar-me!” O senhor, porém, respondeu: “Marta, Marta! Você se preocupa e anda agitada com muitas coisas; porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte, e esta não lhe será tirada.” - (Lucas cap. 10, ver. 38 á 42).

O Mestre visitava as irmãs Marta e Maria.
Marta, atarefada e nervosa, ia e vinha, no desenvolvimento de rotineiras tarefas domésticas, que podiam ficar para depois, incapaz de aproveitar o glorioso momento.
Imaginemos uma família recebendo Chico Xavier.
Reúnem-se todos em torno do grande médium, menos a dona da casa.
- Não posso! É dia de faxina . . .
Era mais ou menos isso que Marta fazia.
No entanto, Marta, embora tivesse apreço por Jesus, estava mais preocupada com os afazeres domésticos e se aborreceu com sua irmã Maria, que não a ajudava, porque queria sorver as palavras, colhendo os benefícios do verbo sublime.
Em dado instante, Marta não se conteve.
Aproximou-se e reclamou, numa atitude indelicada, bem própria de quem fala o que pensa, sem pensar no que fala:
- Senhor, não te importas que minha irmã me deixe só no serviço? Diz-lhe, pois, que me ajude.
Daí a observação de Jesus:
- Marta, Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária . . . Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada.
Poucas coisas, realmente, são necessárias, se nos contentarmos com o essencial.
Dentre elas, uma é fundamental, capaz de dar significado às nossas vidas, sustentando-nos o equilíbrio e a paz, com pleno aproveitamento das horas.
Está representada pelos valores espirituais, adquiridos com o cultivo das virtudes cristãs, como a caridade, o amor, a compaixão, o perdão, a tolerância.
Há muitas Martas pela vida, preocupadas com seus negócios, com sua profissão, com sua casa, com seus bens materiais, sem tempo para cuidar do Espírito.
É importante que tenhamos nossa profissão, nosso emprego, nosso sustento, nossa casa, nossos bens materiais, mas quando isso tudo começa a ocupar demasiado espaço em nossa vida, começamos a marcar passo na jornada evolutiva e perdemos preciosas oportunidades de aprendizados e renovação.
Mesmo nas lides espíritas, onde jamais isso deveria acontecer, tendo em vista a clareza e a profundidade da mensagem codificada por Allan Kardec, muitos perdem tempo em busca do que lhes será tirado, perdendo tempo em não buscar valores que lhes enriqueceriam para sempre a existência.
Vivem em função do homem efêmero (passageiro), negligenciando(descuidando)do Espírito eterno.
Chamados a intelectualizar a matéria deixam-se anestesiar por ela.
Variados problemas de relacionamento humano nascem do excessivo envolvimento com situações transitórias, a exagerada preocupação com as rotinas do dia-a-dia.


Há síndrome de Marta, afetando multidões, pessoas excessivamente preocupadas com a subsistência, com a compra do automóvel, com a construção de uma casa, com o futuro da família, com a limpeza do lar, com os negócios . . .
Perturbam-se facilmente, desgastam-se por nada . . .
Vivem estressadas, neuróticas, inquietas, irritadas, abrindo campo a desajustes físicos e psíquicos.
- No entanto, uma só é necessária . . . Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada!
Qual a melhor parte da vida?
O Espiritismo revela que estamos aqui como alunos num educandário, convocados ao aprendizado das leis divinas. Isso envolve o aprimoramento espiritual, a aquisição de virtudes, o desenvolvimento de nossas potencialidades criadoras.
Escolhem a melhor parte as pessoas que orientam suas ações em direção a esses objetivos, alunos aplicados e diligentes.
Desapegam-se dos interesses mundanos.
Conscientizam-se de seus deveres diante de Deus e do próximo.
Abrem espaço em seu cérebro para os valores espirituais.
Abrem espaço em seu coração para as virtudes cristãs.
Adquirem bens imperecíveis de sabedoria e virtude, riqueza inalienável, a lhes garantir bem-estar onde estiverem, na Terra ou no Além.
Imperioso que coloquemos acima de tudo a edificação de nossa alma, buscando os valores mais nobres.
Sem esse esforço, estaremos perdendo tempo, complicando a jornada e acumulando moedas de ilusão, que serão irremediavelmente confiscadas quando a morte conferir nossa bagagem, na alfândega do Além.
Lá chegaremos a mendigar paz, em amargos desenganos.
Importante ressaltar que a edificação de nosso Espírito não só abençoará nosso futuro, como também dará estabilidade ao nosso presente.
Buscando a melhor parte, seremos capazes de conviver com as pessoas, no âmbito doméstico, social e profissional . . .
Buscando a melhor parte, saberemos resolver problemas, enfrentar dificuldades, superar obstáculos e atravessar os períodos difíceis, sem irritações, sem inquietude, capazes de fazer sempre o melhor . . .
Menos para Marta.
Mais para Maria!
Em O Sermão da Montanha Jesus enfatiza esse tema, recomendando-nos que não nos preocupemos demasiadamente com a nossa vida.
Que busquemos em primeiro lugar o Reino de Deus, a se exprimir no esforço do Bem e da Verdade, e tudo o mais nos será dado por acréscimo.

(RICHARD SIMONETTI)

terça-feira, 18 de maio de 2010

É NA RELIGIÃO QUE OS HOMOSSEXUAIS SE SENTEM MAIS DISCRIMINADOS



Estudo é apresentado hoje, Dia Mundial da Luta contra a Homofobia.
O insulto é o principal ato de discriminação sentido pelos homossexuais em Portugal. É na religião que se sentem mais discriminados, mas dizem que a reprovação é generalizada. E, por isso, tendem a esconder a orientação sexual, mesmo que, para isso, tenham de se casar ou dizer que são casados.
José Leote, coordenador do Rumos Novos, grupo homossexual católico, faz uma distinção entre o que é percepção e realidade, sublinhando, no entanto, que o sentimento de rejeição não se aplica, apenas, ao catolicismo. "A maioria das religiões condena as práticas homossexuais e não aceita quem tenha essa orientação. A Igreja Católica faz um acolhimento, mas é um acolhimento não praticante. Se a pessoa tiver uma relação homossexual e viver em união de fato, são-lhe vedados todos os sacramentos", diz.
Além da religião, os homossexuais sentem-se mais discriminados pelas forças de segurança e pelos partidos políticos, no trabalho e no acesso ao emprego. Os amigos, os bancos, a saúde e a comunicação social são os sectores que menos discriminam.


SE DUAS PESSOAS DO MESMO SEXO PODEM SE COMPLEMENTAR PSIQUICAMENTE, COMO ENTENDER A QUESTÃO HOMOSSEXUAL À LUZ DO ESPIRITISMO?


RESPOSTA: Duas pessoas que apresentem a mesma morfologia biológica e que psiquicamente se complementam, podem torna-se íntimos e excelentes amigos, sem obrigatoriamente ser excelentes amantes, e aqui nos utilizamos do sentido trivial do termo. (...) No aspecto passional, não nos cabe julgar de nenhum modo o procedimento de quem quer que seja, uma vez que, como estabelece o brocardo popular: "todo corcunda sabe como se deita..." Importante é que saibamos que a lei de sociedade, que regula nossas relações sociais no mundo, está embasada na lei de amor, que, por seu turno, é a energia do Pai Criador fluindo pelos poros de nossa alma.
Lamentávelmente será adotar qualquer posição puritana - quando necessitamos estar na busca da veraz pureza - desejando determinar como é que as pessoas terão que viver, ou o que terão que fazer, o que é feio ou bonito, o que é certo ou errado, só para nos satisfazer o espírito policialesco da conduta alheia, como classificados "voyeurs" da intimidade dos outros, quando Jesus Cristo nos propõe o não julgueis.
Assim, se a complementação psíquica entre pessoas de diferentes ou de semelhantes morfologias biológicas servir de motivação para levá-las a relações passionais, e não só fraternais, cabe-nos a discrição e o respeito ao livre arbítrio alheio, por saber que a Deus cabe tomar contas das ações de todos nós.
Então, reconheçamos no criador a perfeita condição de cuidar das vidas dos Seus filhos, quando, na Terra, ainda faltam os valores da isenção e da harmonia espiritual para o trato dessa questão.


(Do livro: Desafios da vida familiar - pelo espírito Camilo - psicografia de Raul Teixeira)







segunda-feira, 17 de maio de 2010

PARÁBOLA O RICO E LÁZARO – contada por Jesus


Observação de Rudymara: Nesta parábola Jesus mostra que: 1º - não basta crer Nele, tem que seguir seus ensinamentos de caridade e amor, "a cada um segundo suas obras" ; 2º - sofrerá após a desencarnação aquele que sabe o que deve fazer e não faz, "muito será cobrado a quem muito foi dado"; 3º - a salvação não é por religião é pela pratica da caridade, "fora da caridade não há salvação"; 4º - que ninguém ficará dormindo após a desencarnação esperando o juizo final; 5º - só levamos após a desencarnação os bens espirituais, "ajuntai tesouro no céu onde a ferrugem e a traça não corroe e o ladrão não rouba"; 6º - que é possível os mortos (desencarnados) voltarem para falar com os vivos (encarnados), apesar de nem sempre ser necessário.


Jesus contou a seguinte parábola: "Havia um homem rico, que se vestia de púrpura e de linho finíssimo, e que todos dias se banqueteava esplendidamente. E um mendigo chamado Lázaro, coberto de chagas, ficava deitado no seu portão, desejoso de fartar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras. Morreu o mendigo, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico, e foi sepultado. No Hades, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe Abraão e Lázaro no seu seio, e clamou: Pai Abraão, tem compaixão de mim! E manda a Lázaro que molhe a ponta do seu dedo, e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Mas Abraão retrucou: filho, lembra-te que recebeste os teus bens na tua vida, e Lázaro do mesmo modo os males; agora, porém, ele está consolado, e tu, em tormentos. Demais, entre nós e vós, medeia um grande abismo, e de modo que os que querem passar daqui para vós não podem, nem os de lá passar para nós. O rico replicou: Pai, eu te rogo, então, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, para os avisar, a fim de não suceder virem eles parar neste lugar de tormento. Mas Abraão disse: Eles têm Moisés e os Profetas: ouçam-nos. Respondeu ele: Não, Pai Abraão, mas se alguém dentre os mortos for ter com eles, hão de arrepender-se. Replicou-lhe Abraão: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda que algum dos mortos ressuscite".

Abraão foi o Patriarca dos Hebreus, alta personagem do Antigo Testamento, em quem a fé mais se acrisolava, mais viva e rutila se mostrava, a ponto de não vacilar em sacrificar seu filho Isaac, para obedecer às ordens que havia recebido do Alto. Abraão era um crente sincero na Imortalidade: via o Espaço semeado de Espíritos, conversava com os Espíritos daqueles que nós chamamos, indevidamente, mortos, vivia em relações continuas com o Mundo dos Espíritos, que era o seu Seio predileto, que era o seu Paraíso, o seu Céu, a sua delicia, a sua felicidade.
O Hades eram as regiões infernais na Mitologia Grega, correspondente ao Tártaro dos romanos e equivalente ao Inferno aceito pelos católicos e protestantes. Não deve ser entendido como um "lugar", mas como um estado de espírito, isto é, um estado de profundo sofrimento. Quando se diz que o Espírito "entrou no Hades", isto quer dizer, figuradamente, que ele tomou conhecimento de si mesmo, viu-se na sua profunda miséria moral, cuja conseqüência é um indizível sofrimento e a impossibilidade de se aproximar dos Espíritos felizes.

Esta parábola narra a sorte de dois Espíritos após uma existência terrena, em que um escolhera a prova da riqueza, e o outro a da pobreza.
O primeiro, como em geral acontece a todos os ricos, esquecido das leis de amor e fraternidade que devem presidir às relações dos homens entre si, empregou seus haveres exclusivamente na ostentação, no luxo, no prazer pessoal, demonstrando-se insensível e indiferente à miséria e aos sofrimentos do próximo;
O segundo, faminto e doente, relegado ao mais completo abandono, suportou humildemente, sem revolta, as dores e privações que lhe martirizaram a existência.

Afinal, fazem a passagem para o outro lado da vida, onde a situação de ambos se modifica por completo.
O rico, porque vivera egoisticamente e fora desumano, deixando que um pobre enfermo passasse fome à porta de seu palácio, enquanto se regalava com opíparos jantares regados a vinhos e licores, começou a ser torturado por um profundo sentimento de culpa, enquanto Lázaro, por haver sofrido com paciência e resignação as agruras da vida misérrima que levara, gozava, agora, indizível ventura em elevado plano da espiritualidade.
Nessa conjuntura, suplica o rico seja permitido a Lázaro ir amenizar-lhe a sede que o atormenta. Evidentemente, sede de consolação, sede de misericórdia, pois, como Espírito, não iria sentir necessidade de água material.
É-lhe esclarecido, então, o porquê de seu atual padecer e o da felicidade de Lázaro, situação essa impossível de ser modificada de pronto, em virtude do "abismo" existente entre ambos. Como facilmente se percebe, também aqui não se trata de abismo físico, mas sim moral. Havendo triunfado em sua provação, Lázaro alcançara um estado de paz interior que o mau rico não poderia experimentar, e este, em razão de seu fracasso, sentia-se angustiado e abrasado de remorsos, coisas que o outro, logicamente, não poderia sentir, pois os estados de consciência são pessoais e impermutáveis.
Lembra-se o rico, então, de pedir fosse o espírito de Lázaro enviada à presença de seus irmãos para avisá-los do que lhe sucedera, a fim de se corrigirem a tempo e evitarem iguais padecimentos, post-mortem.
A negativa de Abraão, ao dizer: "Eles têm lá Moisés e os profetas: que os escutem", foi muito lógica, pois ninguém precisa de orientação particular para nortear sua conduta, quando já tenha conhecimento dos códigos morais vigentes.
O mau rico insiste, porém, no pedido em favor de seus irmãos, argumentando que, ante a manifestação de um morto, eles haveriam de penitenciar-se do personalismo egoísta que também os caracterizava.
Retruca Abraão, fazendo-o sentir a inutilidade dessa providência, pois se eles não praticavam os preceitos de solidariedade humana ensinados por Moisés e pelos profetas, cuja autoridade era reconhecida por todo o povo judeu, muito menos haveriam de ouvir e atender ao que lhes fosse dito pelo espírito de Lázaro.

Como se vê, esta parábola confirma plenamente dois pontos básicos da Doutrina Espírita:

Primeiro, o de que as penas ou recompensas futuras são consequentes aos feitos de cada um, e não baseadas em questões de fé, como se diz por aí.
Segundo, o de que as comunicações de além-túmulo são possíveis, fazendo parte da crença universal desde aqueles tempos, conquanto pudesse haver, como ainda hoje os há, incrédulos sistemáticos, que as neguem.

Rodolfo Calligaris







sábado, 15 de maio de 2010

JESUS FOI TENTADO OU TESTADO?

Evangelho de Mateus, capítulo 4: " 1 - Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 - E, tento jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; 3 - E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. 4 - Ele, porém, respondendo, disse: Não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. 5 - Então o diabo o transportou à cidade santa, e o colocou sobre o pináculo do templo. 6 - E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo, porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordem a teu respeito; e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. 7 - Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. 8 - Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. 9 - E disse-lhe: Tudo isso te darei se, prostrado, me adorares. 10 - Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. 11 - Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviram. "

Os profetas do antigo testamento anunciavam a vinda do Filho de Deus. Então, todos esperavam ansiosos por sua chegada. E quando este chegou, todos o procuravam, desejando reconhece-lo por algum sinal maravilhoso por algum "milagre", por alguma obra capaz de os impressionar. Por isso, o "diabo" (um espírito) pediu que Jesus transformasse pedra em pão.
Certamente o Diabo não teve por fim tentar o Filho de Deus, mas, sim, reconhece-lo, embora os evangelistas pensassem que o objetivo do Diabo era fazer o Filho de Deus falhar com o dever.
Na vida popular de Jesus vemos que os "diabos" que representavam o governo, também pediam milagres, pediam sinais, para apreciarem melhor se, de fato, Jesus era o Messias; e aqueles que receberam provas demonstrativas de que Jesus, com efeito era o Cristo, se converteram. Vemos, por exemplo, a de Zaqueu; vamos dizer também a de Nicodemos e outras. Contudo, a maioria não teve senão provas morais, porque o Mestre não dava "nem um sinal" à geração perversa.
Jesus não podia ser tentado pelo Diabo, nem Deus podia submeter o Seu Eleito, o Seu Enviado, o seu Escolhido, a essa humilhação. O Diabo não teve por objetivo tentar a Jesus, mas, sim, testar, investigar, examinar, observar se Jesus era, com efeito, o Messias que se esperava, o Filho de Deus.
Jesus, "tentado" por Satanás, tinha, por outro lado, os anjos para O servirem. Deus, quando permite o convívio dum espírito inferior conosco, é certamente para que ele progrida, e, não, para que nos prejudiquem; por isso envia também espíritos superiores para nos auxiliarem.
O que é preciso é que nos tornemos inflexíveis no cumprimento da Lei. Já que "nem só de pão vive o homem" (nem só do pão do corpo vive o homem, mas também do pão espiritual, que são as leis de Deus), e "só ao Senhor nosso Deus pertence o culto e a adoração" (há cultos a pessoas, a dinheiro, a sexo, etc., o mais importante é a vivencia dos ensinamentos divino) , para que tiremos bom proveito na nossa tarefa terrestre cumpramos esses mandamentos, e Satanás nos deixará, quiçá, a renunciar às suas pompas, que tanto o fazem sofrer.
Muitas pessoas, para justificar seus erros, dizem: "Até Jesus foi tentado . . ." Sim, Ele foi testado, mas não caiu na tentação. Por isso, devemos pedir à Deus a força de resistir às sugestões dos maus Espíritos que tentarem nos desviar do caminho do bem, em nos inspirando maus pensamentos. Lembrando que, a causa primeira do mal está em nós, e os maus Espíritos não fazem senão aproveitar nossas tendências viciosas, nas quais nos mantém, para nos tentar.
Cada imperfeição é uma porta aberta à sua influência, ao passo que nada podem, e renunciam a toda tentativa, contra os seres perfeitos. Tudo o que poderíamos fazer para os afastar é inútil se não lhes opusermos uma vontade inabalável no bem, e uma renúncia absoluta ao mal. É, pois, contra nós mesmos que é preciso dirigir os nossos esforços, e então os maus Espíritos se afastarão naturalmente, porque é o mal que os atrai, enquanto que o bem os repele.
Portanto, os espíritos não criam o mal. Apenas exploram a tendência da pessoa. Imaginemos alguém à beira de um precipício. Nenhum Espírito vai jogá-lo no abismo. Mas poderá sugerir dizendo: “Salte! Veja como é bom! Você experimentará a sensação de voar! Um prazer indescritível!” Infelizmente, muitos, aceitando convites assim, de desencarnados e de encarnados, mergulham em paixões e viciações. Experimentam, passageiramente, prazeres e alegrias, nos domínios das sensações. Invariavelmente, entretanto, “esborracham-se” no fundo do abismo, comprometidos em renitentes perturbações e angústias que lhes amarguram a existência.

Joanna de Ângelis diz que “Ninguém cresce, moral e espiritualmente, sem a presença mortificadora da tentação. As tentações são pedras da estrada, criando impedimentos à movimentação dos viajantes do progresso; são os espinhos cravados nas carnes do coração ferindo, a cada contração muscular . . . A vida, sem tentações ou testes de avaliação moral, perderia o seu colorido e as suas motivações de crescimento. Mesmo Jesus, o Sábio por excelência, foi tentado, ensinando-nos que, se a tentação é fenômeno humano, a resistência contra o mal é a conquista divina.”
Como vemos, a tentação é um teste. Como estamos nos saindo neste teste?











sexta-feira, 14 de maio de 2010

CASAMENTO - visão espírita



QUE FORMA SOCIAL OU RELIGIOSA DEVEM OS ESPÍRITAS DAR AO SEU CASAMENTO? Deve estar faltando orientação sobre isso nos centros espíritas porque, quando chega o momento de casar, muitos espíritas ainda não se sentem suficientemente esclarecidos ou convictos a respeito. Examinemos, portanto, a questão. Faremos o estudo por etapas, pois apresenta diversos aspectos.
QUANDO OS NOIVOS SÃO, AMBOS, ESPÍRITAS: O casamento civil sempre será observado, pois o Espiritismo, seguindo o evangélico preceito “daí a César o que é de César”, recomenda obediência às leis humanas que visam à ordem social.
Mas nenhuma cerimônia religiosa deverá ser programada, pois o Espiritismo – que procura nos libertar das exterioridades para nos ligar diretamente à vida espiritual – não tem sacramentos, dogmas ou rituais quaisquer nem sacerdócio organizado para efetuá-los.
Isto não quer dizer que falte ao espírita, em seu casamento, o aspecto espiritual. Pelo contrário, a espiritualidade estará presente em tudo.

O casamento de Mário e Antonina, ambos espíritas, contado por André Luiz, no seu livro Entre o Céu e a Terra, psicografado por Chico Xavier:
- houve cerimônia civil;
- não houve cerimônia religiosa;
- a comemoração espiritual não foi realizada em centro espírita (para não dar o caráter de cerimônia religiosa oficial);
- a prece foi proferida por um familiar dos noivos (para fazê-la não é preciso convidar um presidente de centro, um orador espírita, um médium, nem é preciso que um espírito se comunique para “dar a bênção”);
- houve intensa participação espiritual dos noivos, dos familiares e convidados, bem como dos amigos desencarnados.

Os noivos que forem verdadeiramente espíritas – mesmo que suas famílias não o sejam e queiram dar outra opinião – já sabem como se casar perante a sociedade e a espiritualidade.
E nenhum centro ou sociedade verdadeiramente espírita deverá realizar casamentos (quer em sua sede, quer em casa dos noivos ou outro local), pois o Espiritismo não instituiu sacramentos, cerimônias, rituais ou dogmas.
QUANDO O PAR ESCOLHIDO FOR DE OUTRA RELIGIÃO Parece-nos que deverá logo na fase de namoro, buscar o entendimento religioso com o futuro cônjuge; se houver possibilidade, traze-lo ao entendimento espírita; não havendo essa possibilidade, analisar se apesar da divergência religiosa, levará ao casamento. Se a resposta for positiva, então o(a) espírita se defrontará com a questão da forma ou maneira de realizar esse casamento. Quando o(a) parceiro(a) não-espírita tiver sincero fervor na religião que professa, a ponto de sentir-se “EM PECADO” e com traumas morais sem a cerimônia que o seu credo estabelece, parece-nos que o(a) espírita (que está mais livre de injunções dogmáticas) poderá aceitar a forma externa do casamento segundo o costume da religião do seu cônjuge. Que “pecado” poderá haver, do ponto de vista espiritual, em comparecermos a uma igreja qualquer e partilharmos de uma prece, feita ela deste ou daquele modo? Esta tolerância, porém, tem seus limites. Só se justifica diante de uma verdadeira necessidade espiritual do(a) parceiro(a) e não quando ele(a) for apenas um(a) religioso(a) de rótulo (religioso não-praticante), por convenção social ou quando a exigência é feita pela família dos noivos, sem qualquer necessidade espiritual destes. Também não irá a tolerância chegar ao ponto de o(a) espírita aceitar os sacramentos individuais (batismo, confissão, comunhão) para a realização da cerimônia. Somos livres para acompanhar o(a) cônjuge à cerimônia indispensável para ele(a), mas, também, somos livres para não aceitar imposições pessoais, a que só com hipocrisia poderíamos atender. Caberá a outra parte conseguir a dispensa dos sacramentos individuais para o(a) espírita.
O QUE SIGNIFICA O CASAMENTO PARA O ESPÍRITA? Para os espíritas, casamento é mais que uma simples cerimônia, ele é visto como: UM PROGRESSO NA MARCHA DA HUMANIDADE, representando um estado superior ao da natureza em que vivem os animais. Um exemplo é a eliminação do egoísmo. O que antes dizíamos “meu quarto”, “minhas coisas”, depois de casados dizemos “nosso quarto”, “nossas coisas”; UMA UNIÃO NÃO DEVE SER APENAS FÍSICA OU MATERIAL (por beleza, atração sexual ou interesse financeiro, já que estes podem diminuir ou acabar), mas de caráter e implicações espirituais, pois: ATENDE À AFINIDADE (que unem os semelhantes pelos gostos, pelo modo de pensar, etc.); A EXPIAÇÕES, uniões para resgatar ou corrigir erros cometidos, a maioria ocorrem por afinidade ou sob a orientação dos mentores mais elevados (caso os Espíritos reencarnantes não estejam habilitados para esta escolha) ou A MISSÕES (uniões que regeneram e santificam). RESULTA DE RESOLUÇÕES TOMADAS NO PLANO ESPIRITUAL (antes da encarnação), livremente escolhidas e assumidas (caso os Espíritos reencarnantes já saibam e possam fazê-lo).
ALLAN KARDEC propôs aos Espíritos a seguinte questão: - "Será contrário à lei da Natureza o casamento?" Eles responderam: "É um progresso na marcha da Humanidade". Sua abolição seria regredir à infância da Humanidade e colocaria o homem abaixo mesmo de certos animais que lhe dão o exemplo de uniões constantes. Em outro item do mesmo livro Kardec anotou: "A poligamia é lei humana cuja abolição marca um progresso social. O casamento, segundo as vistas de Deus, tem que se fundar na afeição dos seres que se unem. Na poligamia não há afeição real: há apenas sensualidade" (O Livro dos Espíritos, 695, 696 e 701). Segundo os Espíritos, há no homem alguma coisa mais, além das necessidades físicas: há a necessidade de progredir. "Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros. Eis por que os segundos constituem uma lei da Natureza. Quis Deus que, por essa forma, os homens aprendessem a amar-se como irmãos." O relaxamento dos laços de família traria como resultado a recrudescência do egoísmo (cf. O Livro dos Espíritos, 774 e 775). Allan Kardec, examinando o tema em outra obra, assim escreveu: "Na união dos sexos, de par com a lei material e divina, comum a todos os seres viventes, há outra lei divina, imutável como todas as leis de Deus, exclusivamente moral - a Lei do amor. Quis Deus que os seres se unissem, não só pelos laços carnais, como pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se transmitisse aos filhos, e que fossem dois, em vez de um, a amá-los, cuidar deles e auxiliá-los no progresso" (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 22, item 3).
E O VESTIDO BRANCO? Vestir-se a noiva de branco faz parte dos costumes e tradições de nosso povo, mas, a rigor, não é obrigatório nem mesmo na igreja católica. Case-se com esse traje a jovem que assim o quiser, usando-o no civil ou na festa familiar, sem precisar querer uma cerimônia religiosa só para vestir o seu vestido branco, pois essa moda nada tem que ver com a religião ou espiritualidade.
E A ALIANÇA (anel) ? Esse anel, aliança, surgiu entre os gregos e os romanos, provavelmente vindo de um costume hindu e de usar um anel para simbolizar o casamento. Os romanos acreditavam que no quarto dedo o da mão esquerda passava uma veia (veia d'amore) que estava diretamente ligada ao coração, costume carregado culturalmente até os dias de hoje. No início a aliança era tida como um certificado de propriedade da noiva, ou de compra da noiva, indicando que a mesma não estava mais apta a outros pretendentes. A partir do século IX, a igreja cristã (católica) adotou a aliança como um símbolo de união e fidelidade entre casais cristãos. Muitas crenças nasceram então, como exemplo o fato de que os escoceses dizem que a mulher que perde a aliança está condenada a perder o marido. Mas, para o espírita, é mais um culto externo, um simbolismo, um objeto material dispensavél sem significado nenhum. A única importância que damos é ao significado da palavra ALIANÇA: no sentido de "pacto", "acordo", entre duas pessoas objetivando a realização de fins comuns.
MORAR JUNTOS É CASAMENTO?
Tem casal que vai morar junto para julgarem se é conveniente ou não o casamento imposto pela religião e pela lei. Mas, desde que se proponham morar juntos já estão casados perante a lei divina. Por pensarem assim, vemos muitas pessoas trocando de parceiros(as) como quem troca de roupa. Pois, pensam não ter um vinculo de responsabilidade, para eles é apenas um teste. 
Na época de Moisés era normal o homem casar-se com várias mulheres assim como era normal livrar-se dela quando bem desejasse. As mulheres não passavam de escravas do marido, objetos de seus caprichos. Talvez sejam estes espíritos que estejam entre nós achando que podem ter várias mulheres. Daí o grande número de infidelidade. Só mudaremos isso quando ajustarmos nossas atitudes aos ensinamentos de Jesus.      

QUANDO OS CÔNJUGES SOUBEREM RESPEITAR SEU COMPROMISSO: Só terão a ganhar espiritualmente, pois: Tolerando-se e ajudando-se mutuamente, além de terem triunfando em suas provas ou expiações e de bem haverem cumprido seus deveres junto aos filhos, terão desenvolvido ou solidificado entre si laços de confiança e estima (invisíveis, mas duradouros) que os unirão de modo amigo e feliz, aqui e na vida do Além. Quem cumpre fielmente seu papel espiritual e material no casamento, mesmo que seu cônjuge não cumpra bem sua parte, ficará liberado, no plano espiritual, da obrigação que o trouxera a esse casamento aqui na Terra.




Compilação de Rudymara


 
LEIA O TEXTO: "CASAMENTO ESPÍRITA" NESTE MESMO BLOG http://grupoallankardec.blogspot.com/2011/01/como-e-o-casamento-espirita.html








quarta-feira, 12 de maio de 2010

PARÁBOLA DOS TALENTOS


Jesus contou a parábola dos talentos (talento era o nome da moeda da época): “Um homem rico distribuiu sua riqueza para 3 servos antes de sair em viagem: para o primeiro ele deixou 5 talentos, para o segundo 2 talentos, e para o terceiro 1 talento. Quando este homem volta da viagem, chama os servos e pergunta o que fizeram com os talentos. O primeiro que recebeu 5 talentos, negociou honestamente e ganhou mais 5 talentos, dobrou o valor recebido. O homem chama este homem de servo bom e fiél. O segundo que recebeu 2 talentos, devolveu o recebido e mais 2 talentos, ele também dobrou o valor confiado. O homem também o chamou de servo bom e fiél. E o terceiro, que recebeu 1 talento, devolveu ao homem o mesmo talento, pois com medo de negociar, enterrou o talento no quintal da sua casa. O homem chamou o servo de mal e preguiçoso."


Conclusão: Na verdade, este homem da parábola é Deus, os servos somos nós. Portanto, Deus empresta para uns mais valores, para outros mais ou menos, e para outros menos. Mas, cada um tem possibilidade de dobrar os valores confiados por Deus em bençãos no céu. Uns tem o talento de ensinar, outros de limpar, outros de cozinhar, outros de contar histórias, outros tem o talento da benevolência, humildade, amor, coragem, fé, entendimento, perdão, paz, tolerância, caridade, compaixão, mediunidade, etc. Todos temos algum talento, e são com estes talentos que buscaremos a prosperidade espiritual que tanto nos pediu Jesus. Não enterremos nosso talento, como fez o último servo da parábola, com a desculpa que não faz o bem porque não tem dinheiro ou tempo para fazê-lo. O bem não se faz apenas com o dinheiro, mas também com os outros talentos que Deus nos empresta como: as mãos, a inteligência, a palavra, uma atitude de carinho, de solidariedade, etc.
Os que não usam seu talento para o Bem, estão enterrando os talentos que Deus emprestou e retornarão ao plano espiritual (ao desencarnar) como aqui chegaram (no nascimento), sem ter feito bom uso deles em prol do próximo e deles mesmo, por egoísmo e preguiça. Lembremos que seremos cobrados não só pelo que fizemos, mas também pelo que deixamos de fazer.
Pensemos: Ao retornarmos ao plano espiritual como o HOMEM RICO irá nos chamar? De servo bom e fiel ou de servo mau e preguiçoso?
Nos perguntemos: COMO ESTAMOS USANDO NOSSO TALENTO?

 

"Todo homem tem na Terra uma missão, grande ou pequena; qualquer que ela seja, sempre lhe é dada para o bem; falseá-la em seu princípio é, pois, falir ao seu desempenho."

(O Evangelho Segundo o Espiritismo)
 
 
 
 






terça-feira, 11 de maio de 2010

OS PROFETAS


Não podemos falar da religião dos israelitas sem abordar os profetas, que vamos encontrar atuando em paralelo ao sacerdócio organizado, em toda a história do povo hebreu, e cujos escritos, conservados junto com os livros da Lei, eram lidos e explicados ao povo, também.
Profeta - que fala por alguém, como intérprete ou anunciador; no caso, "em nome de Deus".
Eram médiuns superiormente inspirados, chamados por Deus para transmitir ao povo as instruções divinas, a fim de que entendessem a vontade de Deus e a cumprissem, corrigindo desvios.
Para que o povo tivesse certeza de que Deus os autorizara a falar em seu nome, os profetas não só explanavam os ensinamentos divinos; também, produziam sinais (fenômenos de efeitos físicos ou intelectuais, inclusive predições, anúncio de acontecimentos futuros).
Mesmo assim, muitas vezes foram rejeitados, incompreendidos e, até, perseguidos e mortos.
Mas foi por intermédio deles que a orientação espiritual superior se manteve constante e atuante entre os hebreus, sem cair no domínio e subjugação da organização religiosa do templo ou do governo judaicos.
Em sentido lato, todos os israelitas que receberam de Deus "a palavra" (mensagem a ser transmitida ao povo) foram seus profetas (anunciadores, porta-vozes). Assim, Adão, Abraão e Moisés o teriam sido.
Em sentido restrito, o ministério profético começa com Samuel, passando por Elias, Eliseu e Davi.
Entretanto, somente mais tarde as mensagens divinas começaram a ser registradas por escrito.
Classificando, então, esses profetas conforme a extensão dos seus escritos, teremos:
Profetas maiores: Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel;
Profetas menores: Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
São, ao todo, 16 profetas. Se entre os maiores admitimos Baruc (que é livro deuterocanônico) serão 17.
Vale a pena citar que houve também profetisas, porém, sem livros escritos: Maria (irmã de Moisés); Débora; Ana (uma das primeiras pessoas a reconhecer Jesus como o Messias).

624. Qual o caráter do verdadeiro profeta?
O verdadeiro profeta é um homem de bem, inspirado por Deus. Podeis reconhecê-lo pelas suas palavras e pelos seus atos. Impossível é que Deus se sirva da boca de mentiroso para ensinar a verdade. (O Livro dos Espíritos).