sábado, 1 de maio de 2010

PAPA DIZ A SACERDOTES: "CARIDADE SÓ PODE SER EXERCITADA EM CRISTO E NA IGREJA"


O papa Bento XVI falou aos sacerdotes católicos, dizendo-lhes que devem doar a vida "aos mais pobres, necessitados, aos últimos" na "profunda convicção" de que só é possível "exercitar a caridade" vivendo em Cristo e na Igreja.

Na audiência geral desta quarta-feira, o Pontífice comentou a vida dos santos italianos Leonardo Murialdo, que criou a Congregação de São José; e João Benito Cottolengo, que fundou a obra de caridade "Pequena Casa da Divina Providencia".
Falando deste último, Bento XVI lembrou que no próximo domingo, durante sua visita a Turim para a exposição do Santo Sudário -- o pano que teria envolvido o corpo de Jesus Cristo após a crucificação, exibido ao público desde o dia 10 pela primeira vez em dez anos --, poderá "venerar as relíquias deste santo e encontrar os hóspedes da Casa".
Já as palavras do Papa sobre São Leonardo Murialdo foram aplaudidas por cerca de 1.300 fieis presentes na Praça de São Pedro que participam da peregrinação promovida em ocasião do 110º aniversário de sua morte.
"Estes dois santos sacerdotes viveram seu ministério em doação total da vida aos mais pobres, aos mais necessitados, aos últimos, encontrando sempre a raiz profunda, a fonte inesgotável das suas ações, no relacionamento com Deus, alcançados por seu amor, na profunda convicção de que não é possível exercitar a caridade sem viver em Cristo e na Igreja", declarou. (Cidade do Vaticano, 28 abr (ANSA)



SÓ A CARIDADE DOS CATÓLICOS TEM VALOR?
FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO" é uma afirmação que ao invés de unir os filhos de Deus, os divide; ao invés de estimular ao amor de seus irmãos, alimenta e aprova a irritação entre os seguidores intolerantes dos diferentes cultos (...)
A máxima: "FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO" é a consagração do princípio da igualdade diante de Deus e da liberdade de consciência; com esta máxima por regra, todos os homens são irmãos, e, qualquer que seja sua maneira de adorar a Deus, eles se estendem as mãos e oram uns pelos outros. Com o dogma "FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO", eles se lançam em reprovação, se perseguem e vivem em inimizade; o pai não ora pelo filho, nem o filho pelo pai, nem o amigo pelo amigo, desde que se julguem reciprocamente condenados para sempre. Esse dogma, pois, é essencialmente contrário aos ensinamentos do Cristo e à lei evangélica. (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XV, item 8)

POR QUE LAURA BUSH PERDEU A FÉ EM DEUS?



Um dos aspectos mais interessantes do livro que Laura Bush escreveu, segundo os excertos já divulgados, relaciona-se com um episódio trágico na vida de Laura Bush, ocorrido quando ela tinha apenas 17 anos, em 1963. Ia ao volante de um carro que colidiu com outro num semáforo, matando o condutor: Michael Dutton, seu colega de liceu e antigo namorado. Laura ficou em estado de choque pelo sucedido. A tal ponto que perdeu a fé "durante muitos, muitos anos".
A mulher de George W. Bush revela nestas memórias que deixou de acreditar em Deus por não terem sido atendidas as suas preces nos momentos que se seguiram ao acidente. "Rezei para que ele não estivesse morto", confessa. Mas estava. "Foi a primeira vez que pedi alguma coisa a Deus, solicitando-lhe que poupasse uma vida humana", escreve Laura Bush. Este facto marcou-a para sempre, embora tenha acabado por recuperar a fé muitos anos depois, por influência do marido.
O episódio é narrado no novo livro de memórias da antiga primeira dama norte-americana, que deve ser lançado no final do próximo mês.


ORAÇÃO ATENDIDA
Será que Deus atende mesmo a todas as orações? Jesus nos afirmou que tudo o que pedíssemos ao Pai em Seu nome, Ele nos concederia.
Mesmo assim, a debilidade da nossa fé, vez ou outra, faz com que nos perguntemos: Será que atende?
Afinal, quantos de nós já fizemos rogativas ao Criador, que jamais foram atendidas?
Será preciso algum detalhe que nos possibilite ser atendidos por Deus?
Os mais revoltados, ante seus problemas não solucionados pela Divindade, chegam a admitir a parcialidade Divina que atende a uns e não atende a outros.
Contudo, não é assim. Ocorre que, inúmeras vezes, não nos apercebemos que Deus nos responde, embora nem sempre da forma que desejamos.
Mas, com certeza, sempre é o melhor que o Pai dispõe.
Recordamo-nos de um soldado americano, ferido durante a Guerra Civil. Após o ferimento, seguiram-se meses e meses de sofrimentos. A sua dor atingiu o auge quando ele se deu conta de que havia se tornado um deficiente físico.
No entanto, a transformação radical em sua vida lhe abriu novos horizontes que ele sintetizou em uma oração.
Oração que talvez se constitua em uma das mais belas páginas escritas por um deficiente físico.
Conforme a tradução livre, do original inglês, diz ele:
Pedi a Deus que me desse forças, para tudo conseguir...
Fui feito fraco para aprender a obedecer.
Pedi a Deus a saúde para realizar coisas grandiosas...
Fui feito doente para realizar coisas difíceis.
Pedi a Deus por riquezas, para comprar felicidade...
Fui feito pobre, para vender sabedoria.
Pedi a Deus que me concedesse poder, para que os homens necessitassem de mim...
Fui feito insignificante, para sentir a necessidade de Deus ...
Pedi a Deus por tudo isso, para poder gozar a vida...
E Deus me deu a vida para poder avaliar seu gozo.
Não recebi nada do que pedi, mas obtive tudo aquilo que esperava ganhar.
A despeito dos meus erros, as preces que não fiz foram atendidas.
E, dentre todos os homens, eu me considero o mais ricamente abençoado.
O entendimento do soldado ferido que se tornou um paralítico anônimo nos dá a tônica de como Deus ouve nossas preces e as atende, sempre de acordo com o que seja melhor para nós.
Afinal, muitas vezes passamos a valorizar as pequeninas e preciosas coisas da vida, quando elas nos são retiradas.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 1, pt. 1 e cap. 5, pt. 2 do livro as Aves feridas na Terra voam, de Nancy Puhlmann di Girolamo, ed. Inst. Beneficente Nosso Lar, SP. Disponível no CD Momento Espírita, v. 2, ed. Fep.Em 13.04.2009.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

RACISMO NA VISÃO ESPÍRITA


A Doutrina Espírita tem uma valiosa contribuição em favor da extinção dos preconceitos raciais, revelando que somos todos Espíritos em evolução, submetidos à experiência reencarnatória. E que podemos ressurgir na Terra como negros, brancos ou amarelos, em qualquer continente ou região, de conformidade com nossos compromissos e necessidades.
Não há porque cultivar discriminações, não só porque temos todos a mesma origem, que se perde na noite dos tempos, mas sobretudo porque a Lei Divina determinará implacavelmente que reencarnemos entre aqueles que discriminamos.Há inúmeros relatos em obras mediúnicas, dando-nos notícias de fazendeiros que judiavam dos negros. Retornaram como escravos africanos.Anti-semitas voltam como judeus para sentir na própria pele o que é esse preconceito.Da mesma forma, judeus convictos de que pertencem a uma raça superior, escolhidos por Deus, ressurgem no seio dos povos que julgam inferiores.
Aprendemos com Jesus que o amor ao próximo eqüivale a amar a Deus.Isso significa que é absolutamente impossível reverenciar o Criador discriminando suas criaturas. (Richard Simonetti)





Saibamos que Deus não nos distingue pelos corpos.E que todos os homens são iguais na balança Divina e só as virtudes nos distinguem aos olhos de Deus.
Todos os espíritos são de uma mesma essência, e todos os corpos são modelados com igual massa.E nós todos que sofremos injustiças dos homens, sejamos tolerantes para com as faltas de nossos irmãos, lhes dizendo que, eles mesmos, não estão isentos de censura: ISSO É CARIDADE E HUMILDADE.Se nossa conduta é pura, Deus não pode nos compensar?Suportar com coragem as humilhações dos homens é ser humilde e reconhecer que só Deus é grande e poderoso. (O Evangelho Segundo o Espiritismo)










domingo, 25 de abril de 2010

CULTO CRISTÃO NO LAR


O culto cristão no lar é uma reunião singela e fraterna em que os membros da família, juntos em torno de uma mesa, consagra minutos importantes para falar no Cristo, dedicar-se à oração e alimentar a alma, fugindo ao burburinho e correria que diariamente enfrentam pela sobrevivência material, cheios de afazeres e obrigações.

Nele começa a grande obra da família, pois, quando sabemos dedicar energia e tempo para fins superiores, demonstramos boa vontade e fé para recebermos do Mais Alto incumbências preciosas.
Nossa semeadura, mesmo que em momentos breves dedicados aos valores espirituais, reverterá amanhã em fortuna real incorrosível dos sentimentos e virtudes a se aquilatarem em nossos corações.

O culto no lar não é uma reunião eminentemente espírita; os adeptos de qualquer religião podem e devem realizá-lo, pois se fundamenta no Evangelho do Cristo, cuja linguagem de amor e sabedoria é universal.

O que não podemos é deixar a preguiça e as preocupações materiais absorverem-nos, de tal modo, que não sobrem sequer alguns minutos por semana para imergirmos no mar da lição cristã. Temos nossas necessidades espirituais, que somente serão sanadas trabalhando-se a alma, como bem explicou Allan Kardec: "Há um elemento que não se ponderou bastante e sem o que a ciência econômica não passa de teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a moral".

Esta reunião é tão importante, que é utilizada pela Espiritualidade como instante de socorro a espíritos sofredores, como grupo de estudos, de comunhão com as entidades que nos amparam e assistem no dia-a-dia e até mesmo, como posto avançado de trabalho de colônias espirituais, logicamente que tudo isso em lares onde há disciplina evangélica e equilíbrio cristão, o que equivale a dizer onde há sinceridade, esforço e amor ao Cristo.

Para os pais, representa extraordinário recurso educativo, por possibilitar o aconselhamento, a discussão de temas de interesse de toda a família à luz do Espiritismo, a implantação de serenidade no instituto doméstico. E, tendo em vista a responsabilidade dos pais, é excelente, já que se trata de grande dever, conforme inferimos nas palavras de Allan Kardec: "O espírito dos pais tem a missão de desenvolver o dos filhos pela educação; isso é para ele uma tarefa. Se nela falhar, será culpado".

E nos lares baldos (desprovidos) de tranqüilidade e paz, precisando de assistência moral e espiritual, o culto no lar abre as portas da serenidade e espiritualidade, pois lhe franqueia conhecer Jesus, sem o qual não há pouso seguro. Thereza de Brito adverte: "O lar sofre a carência do Cristo, vivo e ativo, em suas engrenagens, em processo de emperramento".

"Institua o Evangelho no Lar. Quando nos reunimos para estudar os ensinamentos de Jesus é como se abríssemos as portas de nossa casa aos benfeitores espirituais, da mesma forma que desentendimentos e brigas, gritos e xingamentos, favorecem o assalto das sombras."


terça-feira, 20 de abril de 2010

PRETO VELHO, ÍNDIOS E CABOCLOS NA VISÃO ESPÍRITA

Pretos velhos, índios e caboclos são realmente como se
apresentam?
Therezinha Oliveira - Uma vez desencarnado, o espírito não mais pertence a qualquer das raças humanas terrenas. Não tendo mais corpo físico, o espírito não é amarelo nem negro ou branco. O espírito poderá apresentar em seu perispírito (corpo espiritual) características de alguma raça, se ainda se sentir assim, ou assim se mentalizar.

Devemos acolhê-los ou não em nossas reuniões mediúnicas?
Therezinha Oliveira - Devemos acolher fraternalmente, sem qualquer intolerância ou preconceito, todos os espíritos manifestantes, porque é com a permissão de lei divinas que eles vêm às nossas reuniões.Analisemos, porém, sua natureza e o conteúdo de suas comunicações, como devemos fazer com qualquer espírito que entre nós se manifeste. Pois, esses espíritos, para se comunicarem mediunicamente, não precisariam usar de um linguajar estranho aos médiuns e aos participantes da reunião.
Como atendê-los?Resp.: 1) Se o espírito adota essa aparência ou linguajar momentaneamente, porque assim era conhecido na existência terrena e que comprovar sua individualidade?
A manifestação estará justificada, caso haja quem o possa reconhecer e identificar.
2) Se o espírito se apresenta desse modo porque ainda se sente nas condições em que vivia na sua última encarnação?
Procurar ajudá-lo a se liberar desse indesejável condicionamento:
- esclarecê-lo quanto à sua real natureza de espírito;
- lembrar-lhe que já teve muitas outras existências e em diferentes condições e, portanto, tem um patrimônio espiritual mais amplo;
- mostrar-lhe que não precisa ficar fixado nas condições da existência que findou e que na vida espiritual pode continuar progredindo (inclusive no modo falar).
3) Se o espírito diz que se apresenta assim, porque essa encarnação lhe foi muito grata por lhe haver permitido adquirir virtudes, especialmente e humildade (por não se rebelar nem odiar ante o domínio injusto que sofreu), e o deseja exemplificar?
Dizer que entendemos o seu propósito mas que a humildade não consiste em aparências exteriores nem em atitudes servis; ser humilde é não se considerar melhor ou mais merecedor que os outros, não se colocar jamais acima de ninguém.
4) Se o espírito finge essa aparência e linguajar com o objetivo de nos iludir e perturbar?
Advertir, alertar para a responsabilidade pelos seus atos;
Se não atender, usar de firmeza para que se afaste, rogando, se necessário, o amparo dos dirigentes espirituais.

Por que há tantos espíritos que se apresentam dessa maneira no Brasil?
Therezinha Oliveira- Pretos-velhos, índios e caboclos são figuras apreciadas na cultura popular brasileira e a Umbanda, em que a manifestação de espíritos que assim se apresentam é bem aceita e até estimulada, mais incentivou a crença neles. Muitas pessoas supõem que pretos-velhos, índios e caboclos sejam inferiores e estejam, ainda, numa condição de serviçais, para lhes atenderem aos pedidos. Outras acreditam que eles tenham poderes misteriosos, capazes de resolver de modo mágico os problemas dos consulentes. Parecem, também, julgá-los venais, já que aceitariam agir em troca de algum “pagamento” ou compensação. Evocação por rituais específicos convidam e condicionam certos espíritos a se apresentarem como preto-velhos, índios ou caboclos. E muitos espíritos, às vezes até os benévolos, assumem essa aparência porque sabem que, assim, as pessoas do meio em que se vão manifestar aceitarão mais facilmente a sua presença e mensagem.Se não oferecermos esse condicionamento, muitos espíritos deixarão de se apresentar assim, passando a se comunicarem em seu modo próprio e natural.

Não seria para comprovar a identidade deles que falam assim?
Therezinha Oliveira- Estudiosos da cultura africana, indígena e cabocla, analisando-lhes a linguagem, usada quando se comunicam nas reuniões mediúnicas, tiram alertadoras conclusões: 1) A fala de pretos velhos não costuma corresponder aos diletos africanos, mesmo levando-se em conta a mescla com o idioma português. É mais uma algaravia (confusão de vozes) sem significado ou ligação com o que os africanos falavam;
2) Índios brasileiros não poderiam jamais se denominarem “Caboclos 7 Flexas” (não tinham noção de número além dos cinco dedos da mão, nem contavam um, dois, tres, quatro e cinco mas chê po = minha mão). Também não se denominariam “Flecha Ligeira”, “Nuvem Branca” etc., como o fazem os índios norte-americanos, os quais o cinema vulgarizou entre nós. (Mediunismo e Antroponomia, Sylvio Ourique Fragoso, Revista Internacional de Espiritismo, setembro/1981).

Um verdadeiro preto ou preta velha pode ser guia espiritual?
Therezinha Oliveira - SIM, se por suas palavras e atos mostrar que é digno desse título, que tem conhecimentos superiores para nos orientar e verdadeiro amor para nos exemplificar. NÃO, se demonstrar pouca evolução espiritual e muito apego ainda às sensações materiais (como o fumar e o beber, por exemplo).
OBSERVAÇÃO: A maioria das comunicações de pretos-velhos como guias espirituais não passa de fruto da sugestão, do animismo, fraudes e mistificações.Houve, certamente, bons espíritos que se encarnaram entre os escravos para liderarem aquele povo sofrido, de modo sábio e amoroso, durante o seu cativeiro.
Alguns deles, depois de desencarnados, talvez tenham podido voltar à retaguarda terrena, por amor aos próprio crescimento espiritual no serviço do bem.
Mas não devem ter sido muitos, pelo contrário, serão bem poucos, porque a maioria dos africanos escravos eram como nós: espíritos de mediana ou pouca evolução.
Será que, arrancados de seu país e de seu lar, privados da liberdade, agredidos cruel e impiedosamente anos a fio, foram capazes de se resignarem e sublimarem os sentimentos em relação aos seus senhores e algozes?
Pouquíssimos espíritos terão, nessas expiações e provas, triunfado desse tão duro, embora todas tenham tido ensejo de algum aprimoramento intelecto-moral. Entretanto, aí estão incontáveis espíritos de pretensos pretos e pretas-velhas, a se comunicarem e querendo assumir a posição de orientadores espirituais da humanidade, sem demonstrarem condições para tanto.

Do livro: Reuniões Mediúnicas
De: Therezinha Oliveira


Por que é que, comumente, não vemos comunicações de pretos velhos ou de caboclos, nas sessões mediúnicas espíritas? Isso se deve a algum tipo de preconceito?

J.Raul Teixeira
– A expressão da pergunta está bem a calhar. Realmente, a maioria dos participantes não vê os espíritos que se comunicam, mas eles se comunicam. O Espiritismo não tem compromisso de destacar essa ou aquela entidade, em particular. Se as sessões mediúnicas espíritas são abertas para o atendimento de todo os tipos de espíritos, por que não viriam os que ainda se apresentam como preto-velhos ou novos, brancos, amarelos, vermelhos, índios, ou caboclos, e esquimós?
O que ocorre é que tais espíritos devem ajustar-se às disciplinas sugeridas pelo Espiritismo e só não as atendem quando seus médiuns, igualmente, não as aceitam.
Muitos espíritos que se mostram no além como antigos escravos africanos, ou como indígenas, falam normalmente, sem trejeitos, embora as formas externas dos perispíritos possam manter as características que eles desejam ou as quais não lograram desfazer.
Talvez muitos esperassem que esses desencarnados se expressassem de forma confusa, misturando a língua portuguesa com outros sons, expressando-se num dialeto impenetrável, carecendo de intérpretes especiais, que, na maioria parte das vezes, fazem de conta que estão entendendo tal mescla. Se o espírito fala em nagô, que seja nagô de verdade. Se se apresenta falando guarani, que seja o verdadeiro guarani. Entretanto, não sendo o idioma exato do seu passado reencarnatório, por que não falar o médium em português, pois que capta o pensamento da entidade e reveste-o com palavras?
Não há portanto, preconceito nas sessões espíritas. Entretanto, procura-se manter o respeito às entidades, à mediunidade e à Doutrina Espírita, buscando a coerência com a Verdade que já identificamos.

Do livro: Diretrizes de Segurança

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A IGREJA AINDA CONDENA?



Uma pessoa que intitulou-se "Pe. Oscar Quevedo"
deixou um comentário sobre a postagem "A BÍBLIA CONDENA O ESPIRITISMO?"


Observação: O trecho em letra minúscula na cor preta é o comentário do "Pe. Quevedo" e em letra maiúscula e cor vermelha é nosso comentário.

Escreveu ele: Por que a Igreja condena o Espiritismo?
Diz a Bíblia: "Não deixarás viver os feiticeiros". (Ex 22,18) Não vos voltareis para os necromantes (médiuns espíritas) nem consultareis os adivinhos, pois eles vos contaminariam. Eu sou Iahweh vosso Deus" (Lv 19,31). "Aquele que recorrer aos necromantes e aos adivinhos prostituindo-se assim com eles, voltar-me-ei contra esse homem e o exterminarei (fica afastado, excomunhão) do meio do seu povo"(Lv 20,6) – Quando entrares na terra que Iahweh teu Deus te dará, não aprendas a imitar as abominações daqueles povos. Que em teu meio não se encontre alguém... que faça presságio, oráculo, adivinhação ou magia ou que pratique encantamentos, que interrogue espíritos ou adivinhos, ou ainda que evoque os mortos; pois quem pratica estas coisas é abominável a Iahweh, e é por causa dessas abominações que Iahweh teu Deus os desalojará... As nações que vais conquistar ouvem oráculos e adivinhos. Quanto a ti, isso não te é permitido por Iahweh teu Deus"(Dt 18,9-14).

NOSSO COMENTÁRIO: ACHO QUE VC NÃO LEU DIREITO O TEXTO......O ESPIRITISMO NASCEU EM 1857 E A BÍBLIA COMEÇOU A SER ESCRITA EM 1571 ATÉ O ANO 98 d.C........PORTANTO, A BÍBLIA NÃO PODE CONDENAR O Q NÃO EXISTIA.......E SÓ PARA LEMBRAR, O ESPIRITISMO NÃO TEM FEITICEIROS, NECROMANTES, ADIVINHOS, ORÁCULOS, MAGIA, ENCANTAMENTOS, HORÓSCOPOS, PESSOAS VIVENDO DA VENDA DA PALAVRA DE JESUS (DÍZIMO) OU CONSULTAS COM ESPÍRITOS.....ACONSELHO Q VC LEIA O TEXTO "PODEMOS CONSULTAR OS ESPÍRITOS?" PARA QUE VOCÊ SAIBA O QUE PENSAMOS SOBRE O ASSUNTO......E LEMBRE-SE: JESUS EVOCOU DOIS MORTOS NA TRANSFIGURAÇÃO, UM DELES O DONO DA LEI QUE PROIBIA A "EVOCAÇÃO DE MORTOS"........ENTÃO, PARA CONDENAR É PRECISO CONHECER...........VC JÁ VIU CHICO XAVIER FAZENDO ADIVINHAÇÃO, MAGIA, FEITIÇO, ETC????...........

Contra Saul que pretendeu evocar o espírito de Samuel (1Sm 28, 7-25), sentencia o Livro das Crônicas "Saul pereceu por se ter mostrado infiel para com Iaweh... Interrogara e consultara uma necromante. Não consultou a Iahweh" (1 Cr 10,13) – "Rejeitaram todos os mandamentos de Iahweh seu Deus... praticaram a adivinhação e a feitiçaria..., provocando Sua ira. Então Iahweh irritou-se sobremaneira..." (2Sm 17,17) – "Se vos disserem: ide consultar os espíritos e os adivinhos... acaso não consultará o povo ao seu Deus, há de falar com os mortos acerca dos vivos"? (Is 8,19-20).

NOSSO COMENTÁRIO: SAUL NÃO "PRETENDEU" EVOCAR........ELE "EVOCOU" O ESPÍRITO DE SAMUEL E ESTE RESPONDEU.......E SAIBA QUE O ESPIRITISMO É CONFUNDIDO, POR PESSOAS SEM INFORMAÇÃO, COM ALGUMAS RELIGIÕES "ESPIRITUALISTAS"........REPITO: LEIA MAIS SOBRE O ASSUNTO.........PQ ESPIRITISMO NÃO TEM CARTOMANCHE, NECROMANTE, ADIVINHO, FEITIÇARIA, VELAS, ETC.......SE FALAMOS DE DEUS E JESUS, COMO PODEMOS FAZER FEITIÇARIA P/ ALGUÉM? NÃO SERIA INCOERÊNTE?...... AFINAL, SE VOCÊS ACHAM QUE NÓS ESPÍRITAS TRANSGREDIMOS A LEI DE MOISÉS QUE VOCÊ CITOU NO INÍCIO DESTE TEXTO, NÓS PERGUNTAMOS: "VOCÊS QUE NOS CONDENAM, SEGUEM AS OUTRAS LEIS?" POR EXEMPLO: "Os filhos desobedientes e rebeldes, que não ouçam pais e se comprometam no vício, serão apedrejados até a morte (Deuteronômio, 21: 18-21); Quem trabalha no sábado será morto (Êxodo, 35:2); O homem que se deitar com outro homem (homossexualismo) será punido até a morte (Levítico, 20: 13); Deficientes físicos estão proibidos de aproximar-se do altar do culto, para não profaná-lo com seu defeito (Levítico, 21: 17-23.); Os adúlteros serão apedrejados até a morte (Deuteronômio, 22: 22) – QUANTAS IGREJAS E TEMPLOS ESTARIAM VAZIOS SE SAÍSSEMOS APLICANDO ESTAS LEIS, NÃO É? ALIÁS, QUEM TERIA MORAL PARA APLICÁ-LAS? E SE ACHÁSSEMOS QUEM AS APLICASSEM, ELA NÃO ESTARIA TRANSGREDINDO UMA DAS LEIS DOS 10 MANDAMENTOS: "NÃO MATARÁS"?

Na primeira sessão ordinária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, se denuncia:a) O Espiritismo não nega apenas uma ou outra verdade da Religião Católica. Mas todas elas, destruindo o Cristianismo pela base;

NOSSO COMENTÁRIO: ME DESCULPE, MAS OS BISPOS DEVERIAM ESTAR PREOCUPADOS COM OS PRÓPRIOS CATÓLICOS.....E QUEM ESTÁ DESTRUINDO O CRISTIANISMO SÃO OS QUE COLOCARAM PESSOAS NA FOGUEIRA, ARRANCARAM UNHAS, VAZARAM OLHOS, EMPALARAM, ETC. NA "SANTA INQUISIÇÃO"......E NOS DIAS DE HOJE NÃO PRECISO CITAR AS MANCHETES NEM UM POUCO CRISTÃ DOS QUE SE INTITULAM "REPRESENTANTES DE DEUS NA TERRA"........

b) A propaganda espírita tem no entanto, a fingida cautela de apresentar sua doutrina como cristã, de modo a deixar a católicos menos avisados, a impressão erradíssima de ser possível continuar católico e aderir ao Espiritismo.

NOSSO COMENTÁRIO: OS CATÓLICOS QUE ADEREM AO ESPIRITISMO SÃO AQUELES QUE ESTÃO APRENDENDENDO A PENSAR POR ELES PRÓPRIOS......A FÉ CEGA PASSOU A SER FÉ RACIOCINADA PARA ELES......E A RELIGIÃO DE DEUS É O "AMOR"......ELE ESTÁ EM TODAS AS RELIGIÕES E FORA DELAS TAMBÉM.......ELE NÃO É PROPRIEDADE DESTE OU DAQUELE TEMPLO, CASA OU IGREJA......ELE ESTÁ ONDE SEUS FILHOS PRECISAM DELE.......ESTA FOI A EXPLICAÇÃO DE JESUS ÀQUELA SAMARITANA NAQUELE POÇO NA SAMARIA.......LEMBRA?

Com efeito, o Espiritismo nega a inspiração divina da Sagrada Escritura, a autoridade do Magistério Eclesiástico, a infalibilidade do Papa, a instituição divina da Igreja, a suficiência da Revelação Cristã, o mistério da Santíssima Trindade, a união substancial entre o corpo e a alma espiritual, a divindade de Jesus Cristo, os milagres de Cristo e em geral todos os milagres divinos, a nossa Redenção por Cristo, a graça divina, a possibilidade do perdão dos pecados, todos os sacramentos e seu valor sobrenatural, destacadamente nega a eficácia do Batismo, a presença de Cristo na Eucaristia, o valor da Confissão, a indissolubilidade do vínculo e a graça do Matrimônio, o Sacerdócio; o Espiritismo nega a unicidade desta vida, o Juízo Particular e Universal, o Purgatório, o Céu, a possibilidade de condenação, a Ressurreição do homem, etc.

NOSSO COMENTÁRIO: O ESPIRITISMO NÃO É CONTRA, MAS NÃO ACEITA COISAS QUE FORAM INVENTADAS PELO HOMEM......PERDEU-SE MUITO TEMPO ACHANDO ESTES CULTOS, RITUAIS, ETC., MAIS IMPORTANTE QUE REFORMAR-SE MORALMENTE........PURGATÓRIO NEM ESTÁ NA BÍBLIA, TANTO QUE O PAPA QUER EXTINGUIR.......PURGATÓRIO FOI INVENÇÃO DO CATOLICISMO POR INTERESSE PRÓPRIO (BUSQUE NA HISTÓRIA)............NÃO SOMOS A FAVOR DO DIVÓRCIO, PELO CONTRÁRIO, ENFATIZAMOS A IMPORTÂNCIA DO CASAMENTO, MAS, PIOR QUE O DIVÓRCIO É TER ATITUDE POUCO DIGNA DENTRO DO CASAMENTO, EXEMPLO: "ADULTERAR".......VCS ACHAM IMPORTANTE COMERCIALIZAR A CERIMÔNIA DO CASAMENTO E DO BATISMO MAS ESQUECEM DE ENSINAR O RESPEITO DE UNS PELOS OUTROS.......E ACEITAR QUE VIVEMOS SÓ ESTA VIDA É IR CONTRA A CIÊNCIA QUE PROVA O PLURALIDADE DA EXISTÊNCIA........

A doutrina espírita é a negação completa e total da doutrina cristã. É a sistematização irracional das heresias do passado, desde os primeiros séculos cristãos até os nossos dias.

NOSSO COMENTÁRIO: BUSQUE A HISTÓRIA DE SUA RELIGIÃO E A DO ESPIRITISMO E VERÁ QUEM É A NEGAÇÃO DO CRISTIANISMO.......E NÓS NÃO EXISTIMOS DESDE OS PRIMEIROS SÉCULOS.......EXISTIMOS DESDE 1857 (SÉC XIX)........SE SUA RELIGIÃO FOSSE TÃO BOA O MUNDO DEVERIA ESTAR MELHOR, JÁ QUE PREGA O CRISTIANISMO DESDE OS "PRIMEIROS SÉCULOS"......VEMOS CATÓLICOS INDO NAS MISSAS, BATIZANDO, CASANDO-SE NAS IGREJAS, COMUNGANDO, ETC., E FORA DO TEMPLO RELIGIOSO COMETENDO OS MAIS ABSURDOS ABUSOS.......PARA NÓS ESPÍRITAS A MELHOR RELIGIÃO É AQUELA QUE CONSEGUE TRANSFORMAR A PESSOA PARA MELHOR......O QUE VOCÊS ESTÃO ENSINANDO? .......O QUE VOCÊS ESTÃO DANDO DE EXEMPLO AOS FIÉIS?.......ONDE VOCÊS ERRARAM OU ESTÃO ERRANDO?......PERGUNTEM-SE........REPENSEM E MUDEM ANTES QUE SEJA TARDE.......

Concluímos com São Paulo: "Se alguém, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu (quanto mais os espíritos!) vos anunciar um evangelho diferente do que vos anunciamos, seja anátema. Como já vô-lo dissemos, volto a dizer agora: se alguém vos anunciar um evangelho diferente do que recebeste seja anátema"(Excomungado, maldito, amaldiçoado) (Gl 1,8). Algo parecido repete em 2Cor 11,4; At 20,21-31; Tm 4, 1-4; TT 3,10-11

NOSSO COMENTÁRIO: "Pe. QUEVEDO", O NOSSO EVANGELHO É O DE JESUS COM EXPLICAÇÕES SOB A VISÃO ESPÍRITA........E TEM MAIS COISA E PESSOA PARA SER EXCOMUNGADO, MALDITO, AMALDIÇOADO QUE UM EVANGELHO QUE SÓ FALA DE DEUS, JESUS, ENFIM, DE CONDUTA MORAL......ENTÃO, PEÇO-LHE, ENCARECIDAMENTE QUE INFORME-SE MELHOR ANTES DE ESCREVER SOBRE QUALQUER ASSUNTO.........AINDA BEM QUE NÃO SÃO TODOS OS CATÓLICOS QUE PENSAM COMO VOCÊ.......VAMOS SUBSTITUIR ESTA ENERGIA NEGATIVA DE CONDENAÇÃO PELA ENERGIA POSITIVA DO TRABALHO CRISTÃO AO PRÓXIMO E A NÓS MESMOS......... QUE DEUS NOS ILUMINE!


Pe. Oscar Quevedo, SJ

terça-feira, 13 de abril de 2010

COMO NASCERAM OS LIVROS DA CODIFICAÇÃO?

O primeiro livro espírita a ser codificado por Allan Kardec foi “O Livro dos Espíritos”, que apresenta-se na forma de perguntas e respostas, totalizando 1.019 tópicos. Foi o primeiro de uma série de cinco livros editados pelo pedagogo sobre o mesmo tema. As médiuns que serviram a esse trabalho foram inicialmente Caroline e Julie Boudin (respectivamente, 16 e 14 anos à época), às quais mais tarde se juntou Celine Japhet (18 anos à época) no processo de revisão do livro. Após o primeiro esboço, o método das perguntas e respostas foi submetido a comparação com as comunicações obtidas por mais de dez médiuns franceses, cujos textos psicografados contribuíram para a estruturação de O Livro dos Espíritos, publicado em 18 de Abril de 1857, no Palais Royal, na capital francesa, contendo 550 itens. Só a partir da segunda edição, lançada em 16 de março de 1860, com ampla revisão de Kardec mediante o contato com grupos espíritas de cerca de 15 países da Europa e das Américas, aparecem as atuais 1019 perguntas e respostas. Este livro está dividido em quatro (4) partes, e de cada parte nasceram os demais livros da codificação.
1ª PARTE : DAS CAUSAS PRIMÁRIAS: deu origem ao 5º livro "A GÊNESE" (1868). Este livro, além de representar a maturidade do pensamento kardequiano em torno da Doutrina Espírita, traz de forma lógica e reveladora, considerações acerca da origem do planeta Terra; explica a questão dos milagres, a natureza dos fluidos, os fatos extraordinários e as predições contidas no Evangelho;
2ª PARTE: DO MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS: deu origem ao 2º livro "O LIVRO DOS MÉDIUNS" (1861). Também conhecido como guia dos médiuns e dos evocadores, o livro dá seqüência ao “O Livro dos Espíritos”. Ele trata do tema central da Doutrina: a atuação dos médiuns e o relacionamento deles com os Espíritos desencarnados. Trata também da Ciência espírita e apresenta uma série de definições para as atuações e tipos de médiuns, bem como para os Espíritos que podem apresentar imperfeições, uma vez que nada mais são do que humanos sem corpo físico;
3ª PARTE: DAS CAUSAS MORAIS: deu origem ao 3º livro "O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO” (1864). Kardec entendia que as seitas, cultos e religiões se preocupam mais com a parte mística do que com a parte moral. Explica ele que, apesar da moral evangélica ter sido sempre admirada, trata-se mais de um ato de fé do que compreensão verdadeira, uma vez que o novo testamento é de difícil entendimento para a maioria dos leitores. Os preceitos morais contidos no Evangelho foram escritos repletos de parábolas e metáforas, dificultando o entendimento. Assim, para tornar as “passagens obscuras” do texto, mais claras, o Evangelho Segundo o Espiritismo traz explicações sobre como aplicar os ensinamentos de Cristo na vida. Desta maneira, com a ajuda dos Espíritos, Kardec introduz o que ele chama de “chave” para decifrar o conteúdo do Evangelho;
4ª PARTE: DAS ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES: deu origem ao 4º livro "O CÉU E O INFERNO” (1865). Este livro trata das causas do temor da morte; fala obviamente sobre Céu e Inferno, e traça paralelos entre as crenças cristãs existentes e a espírita (uma nova crença cristã) a respeito do limbo, das penas eternas, dos anjos e origem dos demônios. Na parte em que apresenta depoimentos, surgem narrações de desencarnados em condições razoáveis de evolução, bem como Espíritos infelizes, sofredores e suicidas. Traz um exame comparando sobre a passagem da vida material para a espiritual, falando sobre as penalidades e recompensas, anjos e demônios.

Portanto, O Livro dos Espíritos é uma obra monumental, antídoto do materialismo, bússola que nos orienta à viagem para nosso interior.





segunda-feira, 12 de abril de 2010

NOSSA HOMENAGEM À GERALDO GUIMARÃES

Deixamos aqui nossa homenagem a Geraldo Guimarães que desencarnou no dia 11 de janeiro de 2010, na cidade do Rio de Janeiro, um dos mais requisitados expositores espíritas do Brasil, que, nesta encarnação, foi esposo de outra notável expositora espírita, a Ana Guimarães.
Geraldo é conhecido no Brasil inteiro, bem como no exterior, porque sempre foi um dos palestrantes escolhidos para falar nos grandes eventos, haja vista a sua cultura espírita, a sua oratória e a sua história como trabalhador espírita dedicado, durante várias décadas, inclusive como membro do Lar Fabiano de Cristo, onde vinha atuando, nos últimos anos, com dedicação integral.
Atua no campo da divulgação doutrinária há mais de 45 anos, desde a juventude.
Já esteve aqui em Taubaté trazendo seu conhecimento espírita.
Oremos juntos por essa nobre alma que retornou à espiritualidade, levando consigo nosso carinho e o passaporte do seu grande coração e sua extensa folha de serviços prestados ao bem!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

JESUS NÃO É DEUS





Nos primeiros 3 séculos de Cristianismo, não se fala de Jesus como Deus. A ideia de divinização de Jesus firma-se sob o século IV, ao tempo do Imperador Constantino, após a célebre controvérsia entre Alexandre e Arrius.
Alexandre, patriarca da Alexandria, pregava um Jesus igual a Deus. Arrius, presbítero de uma das igrejas, procurava demonstrar Jesus como filho de Deus, mas não igual a Ele. Entretanto, Arrius é que foi considerado herético e a divindade de Jesus foi proclamada pela Igreja Católica.
No século VII, se aprovaria o dogma da Santíssima Trindade.
Imposta à cristandade, a divinização de Jesus não foi aceita sempre e nem por todos. De vez em quando, aqui e ali, surgem tentativas de reapresentar Jesus como um ser humano. Tentativas que, às vezes, resvalam para o erro de ir ao extremo oposto e querer fazer de Jesus não apenas um ser humano, mas um homem comum demais, com as fraquezas e inferioridade dos humanos pouco evoluídos. Podemos citar a fantasiosa estória do livro Código Da Vinci. É mais fácil tentar justificar nosso erro do que corrigi-lo. É mais fácil tentar trazer Jesus para nosso nível evolutivo, buscando erros em Sua conduta, do que buscarmos alcançar o nível Dele. É mais fácil copiar erros, que supomos ter Ele cometido, do que copiarmos os acertos . . .
Entretanto, no que se refere à natureza de Jesus, os Evangelhos são absolutamente concordantes e coerentes, não dando lugar a qualquer equívoco.
Kardec examina exaustivamente o assunto em "Um Estudo sobre a Natureza de Jesus" (em "Obras Póstumas"). As palavras do próprio Jesus são o maior argumento contra a pretensa natureza divina, que lhe quiseram atribuir posteriormente; elas evidenciam dualidade e desigualdade entre Jesus e Deus, que não há entre eles quaisquer identidade nem de natureza nem de poder, pois: um é o Criador, outro a criatura; um é o Senhor, outro o seu enviado e submisso executor de sua vontade. Eis algumas dessas afirmativas:
"Meu Pai, que me enviou, foi quem me prescreveu, por mandamento seu, o que devo dizer e como devo falar." - (Jo 12:49/50)
" . . .as obras que MEU PAI me deu o poder de fazer (...) dão testemunho de mim" - (Jo 5:36)
"se me amásseis, rejubilaríeis, pois que vou para meu Pai, porque MEU PAI é maior do que eu." - (Jo 14:28)
"PAI, tudo te é possível." (Mc 14:26)
"Se QUERES, afasta de mim este cálice" - (Lc 22:42) "Todavia, não seja como eu quero e, sim como TU queres" - (Mt 26:39)
"PAI, nas TUAS mãos entrego o meu Espírito." - (Lc 23:46)
Mesmo após a sua morte e ressurgimento espiritual, Jesus continua a demonstrar, com suas palavras, que permanece a dualidade e desigualdade entre ele e Deus: "Subo para MEU PAI e vosso Pai, para MEU DEUS e vosso DEUS." - (Jo 20:17)
Deus criou o Universo e todos os seres que nele habita. Nós fomos criados por Ele e Jesus também. Jesus evoluiu em outro planeta. Quando ele estava num grau elevadíssimo de evolução Deus o incumbiu de acompanhar o nascimento do nosso planeta Terra. Desde então Ele toma conta dele. Por isso o chamamos de Governador da Terra. Portanto, Jesus não é Deus, ele é apenas um dos muitos trabalhadores de Deus.


Compilação de Rudymara







 

COMO INTERPRETAR O ANTI-CRISTO? - Emmanuel


Podemos simbolizar como Anticristo o conjunto das forças que operam contra o Evangelho, na Terra e nas esferas vizinhas do homem, mas, não devemos figurar nesse Anticristo um poder absoluto e definitivo que pudesse neutralizar a ação de Jesus, porquanto, com tal suposição, negaríamos a previdência e a bondade infinita de Deus.

Do livro: O Consolador, questão 291