quinta-feira, 1 de abril de 2010

NA HORA DA CRUZ


Quando o Mestre se afastou do Pretório (tribunal), suportando o madeiro a que fora sentenciado pelo povo em desvario, muitas reflexões lhe assomavam ao pensamento.
Que fez senão o bem?
Que desejou aos perseguidores senão a bênção da alegria e a visitação da luz?
Quando receberão os homens o dom da fraternidade e da paz?
Devotou-se aos doentes com carinho, afeiçoou-se aos discípulos com fervor . . . Entretanto, sentia-se angustiadamente só.
Doíam-lhe os ombros dilacerados.
Por que fora libertado Barrabás, o rebelde, e condenado ele, que reverenciava a ordem e a disciplina?
Em derredor, judeus irritados ameaçavam-no erguendo os punhos, enquanto legionários semi-ébrios proferiam maldições.
A saliva dos perversos maltratava-lhe o rosto e, inclinando-o para o solo, a cruz enorme pesava . . .
“O´ Pai! – refletia, avançando dificilmente – que fiz para receber semelhante flagelação?”
Anciãs humildes tentavam confortá-lo, mas curvado como estava, não conseguia ver seus semblantes.
“Porque a cruz? – continuava meditando, agoniado – porque lhe cabia tolerar o martírio reservado aos criminosos?”
Lembrou as crianças e as mulheres simples da Galiléia, que lhe compreendiam o olhar, recordando, saudoso, o grande lago, onde sentia a presença do Todo-Compassivo, na bondade da natureza . . .
Lágrimas quentes jorravam-lhe dos olhos feridos, lágrimas que suas mãos não conseguiam enxugar.
Turvara-se-lhe a visão e, incapaz de manter o equilíbrio sobre o pedregulho do caminho estreito, tropeçou e caiu de joelhos.
Guardas rudes chicoteava-lhe a face com mais violência.
Alguns deles, porém, acreditando estar ele muito cansado, obrigaram Simão, o Cireneu, que voltava do campo, a auxiliá-lo na condução do madeiro.
Constrangido, o lavrador tomou sobre os ombros o terrível instrumento de tortura e só então conseguiu Jesus levantar a cabeça e contemplar a multidão que se adensava em torno.
E observando a multidão irada, oh! Sublime transformação! . . . Notou que todos os circunstantes estavam algemados a tremendas cruzes, invisíveis ao olhar comum.
* O primeiro que pode analisar particularmente foi Joab, o cambista, velho companheiro de Anás, nos negócios do Templo. Ele se achava atado ao lenho da usura. Gritava, aflito, escancarando a garganta sequiosa de ouro;
* Não longe, Apolônio, o soldado da corte, mostrava-se agarrado à enorme cruz da luxúria, repleta de vermes roazes a lhe devorarem o próprio corpo;
* Caleb, o bajulador, berrava frenético, entretanto, apresentava-se jungido ao madeiro do remorso por homicídios ocultos;
* Amós, o mercador de cabras, arrastava a cruz da enfermidade que o forçava a sustentar-se em vigorosas muletas;
* José de Arimatéia, o amigo generoso, que o seguia, discreto, achava-se preso ao frio lenho dos deveres políticos, e Nicodemos, o doutor da Lei, junto dele, vergava, mudo, sob o estafante madeiro da vaidade.

Todas as criaturas daqueles estranhos ajuntamento traziam consigo flagelações diversas.
O mestre reconheci-as, acabrunhado.
Eram cruzes de ignorância e miséria, de revolta e de grande desejo de bens ou gozos materiais, de aflição e despeito, de inveja e iniquidade.
Tentou concentrar-se em maior exame, contudo, piedosas mulheres em lágrimas acercavam-se dele, de improviso.
- Senhor, que será de nós, quando partires? – gritava uma delas.
- Senhor, compadece-te de nossa desventura! – suplicava outra.
- Senhor, nós te lamentamos! . . .
- Mestre, pobre de ti!
O Cristo fitou-as, admirado.
Todas exibiam asfixiantes padecimentos.
Viu que, entre elas, Maria de Cleofas trazia a cruz da maternidade dolorosa, que Maria de Magdala pranteava sob a cruz da tristeza e que Joana de Cusa, que viera igualmente às celebrações da Páscoa, sofria sob o madeiro do casamento infeliz . . .
Açoites lamberam-lhe a cabeça coroada de espinhos.
A multidão começava a mover-se, de novo.
Era preciso caminhar.
Foi então que o Celeste Benfeitor, acariciando a própria cruz que Simão passara a carregar, nela sentiu precioso rebento de esperança, com que o Pai Amoroso lhe agraciava o testemunho, a fim de que as sementes da renovação espiritual felicitassem a Humanidade. E, endereçando compadecido olhar às mulheres que o cercavam, pronunciou as inesquecíveis palavras do Evangelho:
- Filhas de Jerusalém, não chores por mim! . . . Chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos, porque dias virão em que direis: bem-aventurados os ventres que não geraram e os seios que não amamentaram! . . .– Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará com o lenho seco?

Jesus é a videira eterna, cheia de seiva divina, espalhando ramos fartos, perfumes consoladores e frutos substanciosos entre os homens, e o mundo não lhe ofereceu senão a cruz da flagelação e da morte infante.
Desde milênios remotos é o Salvador, o puro por excelência.
Que não devemos esperar, por nossa vez, criaturas endividadas que somos, representando galhos ainda secos na árvore da vida?
Em cada experiência, necessitamos de processos no serviço de reparação e corrigenda.
Somos madeiros sem vida própria, que as paixões humanas inutilizaram, em fúria destruidora.
Os homens do campo metem a vara punitiva nos pessegueiros, quando suas frondes raquíticas não produzem. O efeito é benéfico e compensador.
O martírio do Cristo ultrapassou os limites de nossa imaginação. Como tronco sublime da vida, sofreu por desejar transmitir-nos sua seiva fecundante.
Como lenhos ressequidos, ao calor do mal, sofremos por necessidade, em favor de nós mesmos.
O mundo organizou a tragédia da cruz para o Mestre, por espírito de maldade e ingratidão; mas, nós outros, se temos cruzes na senda redentora, não é porque Deus seja rigoroso na execução de suas leis, mas por ser Amoroso Pai de nossas almas, cheio de sabedoria e compaixão nos processos educativos.

Emmanuel: Caminho, Verdade e Vida/ Irmão X: Cartas e Crônicas/Livros psicografados por Chico Xavier


terça-feira, 30 de março de 2010

31 DE MARÇO DE 1869 - DESENCARNAVA ALLAN KARDEC


Há 141 anos desencarnava Allan Kardec. Por isso, colocamos aqui este texto em sua homenagem, escrito pelo espírito Hilário Silva; que está no livro: O Espírito da Verdade; psicografias de: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira


Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, naquela triste manhã de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado.
Fazia frio.
Muito embora a consolidação da Sociedade Espírita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Espíritos Superiores lhe haviam colocado nas mãos.
A pressão aumentava . . .
Missivas (cartas) sarcásticas avolumavam-se à mesa. Quando mais desalentado se mostrava, chega a paciente esposa, Madame Rivail - a doce Gaby -, a entregar-lhe certa encomenda, cuidadosamente apresentada.O professor abriu o embrulho, encontrando uma carta singela. E leu:
"Sr. Allan Kardec;
Respeitoso abraço.
Com a minha gratidão remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para isso. Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital. Há cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal. Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperança, quando, no início deste ano, de modo inesperado, minha Antoinette partiu desta vida, levada por sorrateira moléstia. Meu desespero foi indescritível e julguei-me condenado ao desamparo extremo. Sem confiança em Deus, sentindo as necessidades do homem do mundo e vivendo com as dúvidas aflitivas de nosso século, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante a fatalidade . . . A prova da separação vencera-me, e eu não passava, agora, de trapo humano. Faltava ao trabalho e meu chefe, reto e ríspido, ameaçava-me com a dispensa.
Minhas forças fugiam. Namorara diversas vezes o rio Sena e acabei planejando o suicídio. "Seria fácil, não sei nadar" - pensava. Sucediam-se noites de insônia e dias de angústia. Em madrugada fria, quando as preocupações e o desânimo me dominaram mais fortemente, busquei a Ponte Marie.
Olhei em torno, contemplando a corrente . . . E, ao fixar a mão direita para atirar-me, toquei um objeto algo molhado que se deslocou da amurada, caindo-me aos pés. Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera. Tomei o volume nas mãos e, procurando a luz mortiça de poste vizinho, pude ler, logo no frontispício (fachada), entre irritado e curioso: "Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. - A.Laurent". Estupefato, li a obra - "O Livro dos Espíritos" - ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo às suas mãos abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver."Ainda constavam da mensagem agradecimentos finais, a assinatura, a data e o endereço do remetente.
O Codificador desempacotou, então, um exemplar de "O Livro dos Espíritos" ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseudônimo e na página do frontispício, levemente manchada, leu com emoção não somente a observação a que o missivista se referira, mas também outra, em letra firme: "Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. - Joseph Perrier."
Após a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro . . . Conchegando o livro ao peito, raciocinava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança. Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas . . . Diante de seu espírito turbilhonava o mundo necessitado de renovação e consolo. Allan Kardec levantou-se da velha poltrona, abriu a janela à sua frente, contemplando a via pública, onde passavam operários e mulheres do povo, crianças e velhinhos . . . O notável obreiro da Grande Revelação respirou a longos haustos, e, antes de retomar a caneta para o serviço costumeiro, levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima . . .

Em 31 de março de 1869, desencarnava Hippolyte Léon Denizard Rivail, cujo pseudônimo era Allan Kardec. E a melhor homenagem para honrar-lhe a memória, é que, procuremos nos aperfeiçoar e servir, para que todos reconheçam no Espiritismo a doutrina capaz de modificar o homem para melhor e influir benéfica e poderosamente na sociedade.

Leia Kardec para entender os ensinamentos de Jesus.

segunda-feira, 29 de março de 2010

SOMOS CULPADOS OU INOCENTES?



Assistindo o caso Isabella e o julgamento de seu pai e madrasta, lembrei-me de duas observações feitas por Chico Xavier, que está no livro “O Evangelho de Chico Xavier.” Com isso, não quero justificar a atitude de quem tenha cometido o crime, não sou defensora do casal acusado, mas também não estou condenando. Deixo a justiça a quem compete fazê-la. Os mesmos que condenam, gritam, agridem o casal, o advogado e a família de ambos, se fossem pais, irmãos ou familiares do casal, também estariam em busca de um bom advogado para livrá-los da cadeia. Então, só quero repartir com quem ler este texto a reflexão que fiz e que tenho certeza que muitos também farão.
1ª OBSERVAÇÃO: "JÁ PRESENCIEI ALGUNS CASOS DE OBSESSÃO COM CRIANÇAS, MAS MUITO RARAMENTE ACONTECEM. NO PERÍODO DA INFÂNCIA, O ESPÍRITO CONTA COM A PROTEÇÃO NATURAL QUE O IMUNIZA CONTRA ATAQUES DE SEUS DESAFETOS DESENCARNADOS. MAS, QUANDO O ÓDIO É MUITO ENTRANHADO, QUANDO O COMPROMISSO É RECENTE, O ESPÍRITO OBSESSOR SE MOSTRA IMPLACÁVEL. ENQUANTO NÃO CONSEGUE OS SEUS OBJETIVOS DE VINGANÇA, ELE NÃO ABANDONA A VÍTIMA. POR ESTE MOTIVO, VEMOS CRIANÇAS MORREREM BARBARAMENTE OU, AINDA, SEREM ALVO DE SEQUESTROS, ESTUPROS, PANCADARIA POR PARTE DOS PAIS, COM SEQUELAS CEREBRAIS IRREVERSÍVEIS.”
Esta observação de Chico Xavier nos faz pensar que a criança, que julgamos inocente, nada mais é que um espírito encarnado que traz uma história de outra encarnação que pode ser de maldade, de abusos, de trapaças, vícios e outras mazelas. É apenas um espírito velho em um corpo novo. Aquele que foi lesado por este espírito poderá ter se tornado um obsessor que o acompanha buscando vingança. Quando não consegue atingi-lo diretamente, poderá influenciar os que convivem com ele para atingi-lo. Atenção, não estou afirmando que é o caso de Isabella.
2ª OBSERVAÇÃO: "OS ESPÍRITOS OBSESSORES, MUITOS DELES, SÃO ALTAMENTE TREINADOS NA TÉCNICA DE HIPNOTIZAR: QUASE SEMPRE ELES HIPNOTIZAM AS SUAS VÍTIMAS QUANDO ELAS SE RETIRAM DO CORPO NO MOMENTO DO SONO. POR ESTE MOTIVO, MUITA GENTE ACORDA MAL-HUMORADA E VIOLENTA. SE SOUBÉSSEMOS O QUE NOS ESPERA NO ALÉM, NÃO DORMIRÍAMOS SEM RECORRER AOS BENEFÍCIOS DA PRECE. OS ESPÍRITOS QUE SÃO NOSSOS DESAFETOS NOS ESPREITAM; SE NÃO TIVERMOS DEFESA, ELES FARÃO CONOSCO O QUE BEM ENTENDEREM. HÁ OBSESSÕES TERRÍVEIS QUE SÃO PROGRAMADOS DURANTE O SONO; TODA NOITE É UMA SESSÃO DE HIPNOSE. DE REPENTE, É UMA AGRESSÃO VIOLENTA DENTRO DE CASA, UM CRIME INEXPLICÁVEL.”
Esta outra observação de Chico Xavier nos mostra que, todos nós estamos sujeitos a este assédio. Não sabemos quem fomos ou quem foram nossos entes queridos. Não sabemos se fizemos um inimigo no passado que hoje nos assedia ou assediará. Sabemos apenas que todos temos débitos contraídos nesta ou em outra encarnação e que teremos que reparar, ou seja, não somos vítimas nem inocentes. O único espírito que encarnou neste planeta e não tinha débitos com a lei divina foi Jesus Cristo. Portanto, não julguemos as atitudes alheias. Desconhecemos o motivo que possa ter levado aquela pessoa a cometer uma violência. Não sabemos se nós ou um dos nossos cometeremos algo igual ou parecido. Aprendemos que os obsessores só conseguem nos influenciar através de nossas falhas morais e nossa invigilância. E, como ainda somos espíritos imperfeitos, falíveis e muitas vezes invigilantes, não atiremos pedra no telhado dos outros porque o nosso é de vidro. Como disse William Shakespeare: “Há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia"

sexta-feira, 26 de março de 2010

"QUEM NUNCA ERROU?" - disse o pastor em defesa dos Nardoni



Adenildo chegou ao fórum por volta do meio-dia. Com um evangelho na mão, iniciou sua pregação. "Quem nunca errou? Apontem aqui quem nunca cometeu um erro na vida. Pode ter até algum ladrão aqui nessa multidão pedindo justiça."
No início, os manifestantes apenas observavam espantados a coragem do pastor de defender o casal, mas aos poucos passaram do espanto para hostilidade e agressões físicas.
Ster Silvano Filante, que trabalha como acompanhante de idosos, mas está na porta do fórum desde segunda-feira, grudou com as duas mãos na lapela do terno do pastor e passou a ameaçá-lo. O gesto dela desencadeou uma onda de agressões por parte de outros manifestantes. O carroceiro Evanderson dos Santos jogou um copo de água em Adenildo.
Uma turma de cerca de 20 pessoas começou a empurrá-lo e persegui-lo para longe do fórum. A polícia demorou agir e, quando chegou ao local, se limitou a tentar tirar Adenildo daquela situação. Em momento algum tomou qualquer atitude contra os agressores – a exemplo do que já tinha feito com advogado e o operador de telemarketing. As hostilidades só pararam quando o pastor foi levado para dentro do quartel da PM que fica atrás do fórum
"Eu não queria agredir. Só queria que ele me ouvisse, mas ele se recusava a me ouvir", justificou Ster. "Esse cara vem aqui dizer que Deus perdoa, ninguém aqui quer o perdão de Deus. A gente quer cadeia para os assassinos. Para mim, ele deve ter recebido alguma coisa dos Nardoni", acusou Evanderson.
Além de pedir a punição do casal Nardoni, os manifestantes aproveitam o julgamento para defender causas como redução da maioridade penal, adoção da prisão perpétua e a pena de morte.
PERGUNTEMOS: "SE ESTE FATO TIVESSE ACONTECIDO EM NOSSA FAMÍLIA, DE QUE LADO ESTARÍAMOS?" "ESTARÍAMOS NA PORTA DO TRIBUNAL AJUDANDO O POVO ENFURECIDO A GRITAR PARA CONDENAR NOSSO ENTE QUERIDO OU BUSCANDO O MELHOR ADVOGADO PARA LIVRÁ-LO?" ENTÃO, AQUELE PEDIDO DE JESUS AINDA ESTÁ ATUAL: "NÃO FAÇAMOS AOS OUTROS O QUE NÃO QUEREMOS QUE OS OUTROS NOS FAÇAM." NOS COLOQUEMOS NO LUGAR DA MÃE DE ISABELLA, MAS LEMBREMOS DAS MÃES DE ALEXANDRE NARDONE E ANA CAROLINA JATOBÁ. SEREMOS MAIS ÚTEIS SE ORARMOS POR TODOS ELES. É UMA ATITUDE MAIS CRISTÃ. DEIXEMOS O RESTANTE A QUEM COMPETE RESOLVER........

quinta-feira, 25 de março de 2010

"AS PORTAS DA IGREJA ESTÃO FECHADAS PARA CHICO XAVIER."



Os conflitos com a igreja que o médium Chico Xavier teve ao longo de sua trajetória não acabaram, a produção do filme "Chico Xavier" foi impedida de filmar dentro de um templo no interior de Minas Gerais, onde ele nasceu. “As portas da igreja estão fechadas para Chico Xavier”, teria dito um sacerdote à equipe, segundo lembrou o diretor. A solução foi construir o cenário em estúdio.




OBS.: Chico Xavier acolheu com todo amor mães, pais, filhos, irmãos com cartas consoladoras, alimentos, remédios, dinheiro sem perguntar que religião seguiam e sem impor que elas se tornassem espíritas. Pessoas como Chico Xavier são os legítimos "representantes de Deus na Terra". Apesar do comportamento pouco cristão desse sacerdote, lembramos aqui uma frase de Chico à Igreja Católica: "...À Igreja Católica dedico o meu respeito, sem compartilhar-lhe da militância, na atualidade."

domingo, 21 de março de 2010

INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL COM SÊMEN DE UM DESENCARNADO


O folhetim “Escrito nas Estrelas”, da Rede Globo, promete render polêmicas. Escrita por Elizabeth Jhin, a novela aborda o espiritismo e a tentativa de inseminação artificial com sêmen de um falecido. A apresentação do elenco e do clipe da trama à imprensa aconteceu nesta sexta-feira (19), em um dos estúdios do Projac, no Rio de Janeiro.


Extremamente abalado com a perda do filho Daniel (Jayme Matarazzo), Ricardo (Humberto Martins) descobre que ele havia congelado o próprio sêmen antes de morrer para um estudo e decide gerar um neto, na esperança de ter de volta um sorriso ou um olhar como o de Daniel. Começa, então, uma busca incansável do especialista pela “mulher ideal”, digna de ser inseminada para tornar-se mãe de seu neto.

OBS.: A CIÊNCIA MOSTRA A POSSIBILIDADE DE FAZER A INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL COM O SÊMEN DE UM "MORTO". MAS, SEGUNDO O ESPIRITISMO, O BEBÊ PODERÁ NASCER (OU NÃO) COM CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO "MORTO", MAS O ESPÍRITO QUE IRÁ SE VINCULAR AO CORPO FÍSICO DAQUELE BEBÊ, NEM SEMPRE SERÁ A VOLTA, O RETORNO, A REENCARNAÇÃO DO DONO DO SÊMEN.






sábado, 20 de março de 2010

ESPIRITISMO NÃO FAZ USO DO CHÁ DO SANTO DAIME


Diz o professor de antropologia da Universidade Federal da Bahia Edward MacRae, autor de “Guiado pela Lua - Xamanismo e Uso Ritual da Ayahuasca no Culto do Santo Daime” (ed. Brasiliense):

"(...) Foi mestre Irineu que adaptou o uso da bebida (chá ayahuasca), antes utilizada de forma terapêutica pelos xamãs indígenas, aos cultos, que incorporam elementos do xamanismo caboclo, do catolicismo, do esoterismo e do espiritismo.

‘Umbandaime’

Nas grandes cidades, o chá do Santo Daime passou ainda por um terceiro ciclo de expansão, chegando a comunidades de espiritismo, umbanda e religiões orientais (...)"

Nossa conclusão: "Com todo respeito ao prof. Edward MacRae, mas ele precisa se informar mais sobre o que a Doutrina dos Espíritos prega. Se algum Centro Espírita faz uso desse chá é porque está faltando estudo das obras básicas. Embora muitos aleguem ser natural, por ser chá, lembremos que cicuta tb é da natureza e não deixa de ser veneno. Entendam, não somos contra quem use este chá, somos a favor do livre arbítrio, mas não gostaríamos que dessem informação contrária da que pregamos. Como este blog é espírita, temos obrigação de orientar sobre o assunto segundo a visão espírita. Queremos lembrar que os médiuns espíritas não precisam fazer uso de chás ou outro alucinógino para ter contato com o além.
Perante o corpo : precaver-se contra tóxicos, narcóticos, alcoólicos, e contra o uso demasiado de drogas que viciem a composição fisiológica natural do organismo.
Existem venenos que agem gota a gota. (André Luiz – Conduta Espírita)

UMA PEQUENA OBSERVAÇÃO: O Espiritismo é uma doutrina sem sacerdotes, sem dogmas, sem rituais, não adota em suas reuniões e em suas práticas qualquer tipo de paramentos ou vestes especiais (as vestes brancas devem ser as que nos cobrem o espírito e o nosso perispírito); não utilizamos sal grosso, plantas, amuletos, etc. (porque o nosso coração é nosso escudo, quando nele mora o amor); não adotamos cálice com vinho, bebidas alcoólicas ou alucinógenas (os espíritas não devem alimentar o vício do álcool nem do fumo, porque precisamos estar lúcidos para apreciar a beleza da vida); não utilizamos incenso, mirra, velas (porque são coisas materiais e nós usamos a prece para nos sustentar o espírito); não temos altares, imagens, andores, procissões, pagamento pelos trabalhos espirituais, talismãs, sacrifício animal, santinhos, administração de indulgências, confecção de horóscopos, exercício da cartomancia, quiromancia, astrologia, numerologia, cromoterapia, pagamento de promessas, despachos, riscos de cruzes e pontos, não temos curas espirituais com cortes, orações milagrosas para resolver problemas sentimentais, financeiros, etc.





quinta-feira, 18 de março de 2010

EX PADRE SE DIZ ESPÍRITA E INDIGNA CATÓLICOS EM TERESINA

Padre Tony Batista e Miguel Fernandes


O ex-padre Miguel Fernandes Martins causou indignação ao padre Tony Batista, da Paróquia de Fátima, em Teresina.
Procedente de Brasília, Martins vem a Teresina com frequência, segundo ele, para fazer atendimentos espirituais.
O ex-padre é recebido por membros da Fundação Espírita Bezerra de Menezes.
Ele foi colocado para fora da Igreja Católica sob acusação de praticar mistificação com os fieis ao supostamente simular incorporação de espíritos para fazer curas milagrosas.
Miguel Fernandes Martins diz receber o espírito do frei Fabiano de Cristo.
O ex-padre é crítico da Igreja Católica, que chama de arcaica. Ele acusa padres e bispos
de revelarem segredos obtidos em confissões. Afirma também que a Igreja cobra R$ 40 mil para fazer anulação de casamentos. Ele apareceu em emissoras de tevê da capital fazendo premonições e dando conselhos aos telespectadores. Ele cobra R$ 7 por consulta.
Padre Tony Batista discorda. Entende que ele não tem a capacidade anunciada. Afirma também que ele, se fosse padre mesmo, deveria se apresentar ao pároco local. “A doutrina cristã não tem nenhuma compatibilidade com o espiritismo. Nós convivemos e nos amamos, mas a doutrina é incompatível.”
O pároco de Fátima contesta afirmações de que segredos de confissões estariam sendo revelados. “Isso é algo sagrado para nós, sacerdotes.” Tony Batista não acredita no espiritismo. Ele também não acredita que Miguel Fernandes seja capaz de fazer milagres.

OBS.: A afirmação do padre Tony Batista foi bastante infeliz e demonstra total ignorância no que diz respeito ao Espiritismo. Porque o Espiritismo é sim uma doutrina cristã, já que nossa conduta tem como base o Evangelho do Cristo. E o amor independe de rótulo religioso. Nem todo católico tem conduta cristã, assim como nem todo espírita. Estamos todos buscando seguir o Cristo, mas nem todos conseguem. Por isso, "não julgueis para não serdes julgados."

Assista estes videos e veja que a igreja católica admite a comunicação com os "mortos".

http://www.youtube.com/watch?v=eLoKKx71BtQ

http://www.youtube.com/watch?v=_QqQjM0725U





quarta-feira, 17 de março de 2010

CONFUSÃO ENTRE ESPIRITISMO E OUTROS CULTOS - J. Raul Teixeira


CENTRO DE UMBANDA


CENTRO ESPÍRITA

















Por que no Brasil se confunde Espiritismo com cultos africanistas, com terreiros e coisas assim?

Raul Teixeira responde: Isso se deve ao fato de termos um grande contingente de pessoas que desconhecem o que seja o Espiritismo e que não se interessam, nem desejam saber o que realmente ele é. Muitos espalham informações sobre o Espiritismo de acordo com o que supõem que seja, demonstrando grande dose de leviandade ou de má intenção. Ainda que o Espiritismo e, por sua vez, os espíritas, não tenham nada contra as práticas e crenças africanistas, é importante que cada coisa esteja no seu lugar, facilitando até a busca e o enquadramento das criaturas que estão procurando novas propostas de vida. Somente por meio das leituras sérias e dos estudos metódicos se conseguirá desfazer a confusão que gera tantos mal entendidos entre os espiritualistas.

  
(Do livro: Ante o vigor do Espiritismo)


OBSERVAÇÃO: O Espiritismo é uma doutrina sem sacerdotes, sem dogmas, sem rituais, não adota em suas reuniões e em suas práticas qualquer tipo de paramentos ou vestes especiais (as vestes brancas devem ser as que nos cobrem o espírito e o nosso perispírito); não utilizamos sal grosso, plantas, amuletos, etc. (porque o nosso coração é nosso escudo, quando nele mora o amor); não adotamos cálice com vinho ou bebidas alcoólica (os espíritas não devem alimentar o vício do álcool nem do fumo, porque precisamos estar lúcidos para apreciar a beleza da vida); não utilizamos incenso, mirra, velas (porque são coisas materiais e nós usamos a prece para nos sustentar o espírito); não temos altares, imagens, andores, procissões, pagamento pelos trabalhos espirituais, talismãs, sacrifício animal, santinhos, administração de indulgências, confecção de horóscopos, exercício da cartomancia, quiromancia, astrologia, numerologia, cromoterapia, pagamento de promessas, despachos, riscos de cruzes e pontos, não temos curas espirituais com cortes, orações milagrosas para resolver problemas sentimentais, financeiros, etc.





domingo, 14 de março de 2010

RESUMO DO LIVRO "MEMÓRIAS DE UM SUICIDA"



A história do livro (Memórias de um Suicida) começa no século XVII, quando nasce um jovem em terras portuguesas numa família pobre, mas que sonhava ser rico, culto e poderoso.
Este jovem procurou um pároco e contou seu sonho. O pároco então, passou a ensinar-lhe quanto sabia.
Diante das suas ambições, o jovem despertou a vontade de ser um sacerdote. Mas o pároco, disse que o rapaz não tinha vocação para o sacerdócio, e aconselhou-lhe que exercesse o sublime sacerdócio construindo um lar, com respeito, justiça e amando sempre o próximo.
O conselho do pároco calou fundo, e os planos foram adiados.
O jovem então, apaixonou-se por Maria Magda com fervor. Ambos faziam planos matrimoniais, quando Magda conhece um outro rapaz, Jacinto de Ornelas y Ruiz, apaixona-se, casa-se e muda-se para Madrid.
O jovem sentiu-se humilhado, cheio de ódio, rancor, despeitado e jurou vingança. Diante do desgosto, ele reativou a ideia de ser sacerdote e a realizou.
Serviu às leis de Inquisição. Perseguia, denunciava, caluniava, fazia intriga, mentia, condenava, torturava e matava.
Quinze anos depois do casamento de sua amada Maria Magda, o sacerdote vai para Madrid a mando da Igreja. O acaso então, os colocou novamente frente a frente, trazendo muito ódio à lembrança, mas sentindo que ainda a amava.
Tentou cativa-la, mas não conseguiu. Ela resistiu com dignidade. Jacinto, percebeu o assédio do sacerdote à sua esposa. Preparou-se para deixar Madrid, buscando refúgio no estrangeiro para si próprio como para a família. Pois, o medo do oficial do Santo-Ofício era grande.
Mas, o sacerdote descobriu, denunciou Jacinto de Ornelas ao tribunal, com muitas acusações.
Jacinto foi preso, processado e entregue ao sacerdote, por ordem dos seus superiores.
Jacinto foi levado à masmorra infecta, onde passou martirizantes privações e torturas: arrancaram-lhe as unhas e os dentes, fraturaram os dedos, deslocaram os pulsos, queimaram a sola dos pés.
Maria Magda, sofria pensando o que poderia estar acontecendo ao marido. Por isso, procurou o sacerdote entre lágrimas, suplicou trégua e compaixão.
Ele então, prometeu o marido de volta com uma condição, de que ela se entregasse à ele.
Ela relutou, mas acabou aceitando. Pois sabia que se não fizesse o acordo, seu marido seria morto.
Dias depois do pacto, Magda vai à sala de torturas, contempla o marido, desespera-se, e não consegue ocultar o ódio pelo sacerdote.
Ele notou o desprezo, sentiu-se cansado em lutar por um bem inatingível, pois não conseguia entender aquele sublime amor que cobria as mãos de Jacinto com beijos e lágrimas.
E por não conseguir o amor de Magda, a inveja, o despeito, o ciúme, tomou-lhe o coração. As tendências maléficas do passado, vieram-lhe na lembrança, quando no ano 33 gritou junto ao povo para condenar Jesus de Nazaré em favor da liberdade do bandoleiro Barrabás. Ele então, vazou os olhos de Jacinto perfurando-os com pontas de ferro incandescido.
Jacinto inconformado com a situação, não querendo tornar-se estorvo à querida companheira, suicidou-se dois meses depois de obter a liberdade.
Magda voltou para a terra natal com os filhos, desolada e infeliz. Nunca mais viu o sacerdote ou obteve notícias.
O arrependimento não tardou iniciar ao mesquinho ser do sacerdote. Não dormia com tranqüilidade, vivia nervoso e a imagem de Jacinto o atordoava. Ele passou a evitar cumprir as tenebrosas ordens de seus superiores, até que mais tarde foi levado ao cárcere perpétuo.
Da Segunda metade do século XVII até o século XIX, ele começou a expiar, na Terra como homem e na erraticidade como Espírito, os crimes e perversidades cometidos sob a tutela do Santo-Ofício.
Na Segunda metade do século XIX, reencarnou em Portugal, como escritor famoso, Camilo Castelo Branco, para a última fase das expiações inalienáveis: a cegueira.
O mesmo horror que Jacinto de Ornelas sentiu pela cegueira, ele também sentiu. Diante da inconformidade, imitou a gesto, deu um tiro no ouvido, tornando-se em 1890, suicida como Jacinto o fora em meado do século XVII.
A cegueira era uma expiação, mas o suicídio não.
O suicídio foi uma escolha dele, que perdeu a oportunidade que Deus estava dando para que ele reparasse sua falta do passado. Ele fez mal uso do livre arbítrio.
Camilo Castelo Branco lança neste livro, através da médium Yvonne A . Pereira (que também foi uma suicida na sua encarnação passada) um alerta para aqueles que pensam que a vida termina no túmulo.
Camilo conta a experiência dele e de outros suicidas como:
Jerônimo que deu um tiro no ouvido porque era rico e não suportou a ruína dos negócios comerciais;
Mario Sobral perdeu-se nos instintos inferiores, influenciado pela beleza física, a vaidade, a sedução, que pediam cada vez mais prazeres. Quando percebeu que estava perdendo sua esposa para outro, tentou encontrar-se e reconduzir sua vida, mas não conseguiu. Sua esposa não o aceitou. Ele então, à matou estrangulada e logo após enforcou-se;
Belarmino era um professor conceituado, diante de uma tuberculose, resolveu acabar com o sofrimento, cortando os pulsos;
João era viciado em jogo, perdeu tudo, inclusive a honra e a própria vida, envenenou-se.
É preciso prestar atenção no seguinte: resgate não é igual para todos. Por exemplo: Jerônimo, o amigo de Camilo, que se matou com um tiro no ouvido porque sua empresa faliu, deixando esposa e filhos em situação difícil, reencarnou em família rica, com o propósito de não formar família, montar uma instituição para crianças órfãs, e ir à ruína financeira novamente, para ter que lutar com coragem; Camilo tornou-se grande trabalhador no Vale dos Suicidas, e após 50 anos reencarnou para cegar aos 40 anos e desencarnar aos 60 anos. Como vemos, ambos deram um tiro no ouvido, mas o resgate foi diferente.


(Resumo feito por Rudymara de Paula) - O livro “Memórias de um Suicida”, buscou ajudar aqueles que, em desespero, tentaram ou pensam tentar contra a própria vida, comprometendo severamente a evolução espiritual que todos buscamos. Este livro foi escrito pela psicografia da médium Yvonne Pereira - ditado pelo espírito Camilo Castelo Branco, extraordinário romancista e poeta português, que contou sua lamentável atitude (em vidas passadas), disparando um tiro de revólver na cabeça e consequências. Peço que todos aqueles que lerem este resumo leiam também o texto "PARA ONDE VAI O SUICIDA" que se encontra neste blog. Ele complementa o assunto: SUICÍDIO.


http://grupoallankardec.blogspot.com/2010/01/para-onde-vai-o-suicida.html
Leia também a apostila que está neste link