sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

TRANSPLANTE E DOAÇÃO DE ÓRGÃOS NA VISÃO ESPÍRITA


Alguns espíritas recusam-se a autorizar, em vida, a doação de seusAdicionar imagem próprios órgãos após o desencarne, alegando que Chico Xavier não era favorável aos transplantes. Isso não é verdade! É preciso esclarecer que Chico Xavier quando afirmou "a minha mediunidade, a minha vida, dediquei à minha família, aos meus amigos, ao povo. A minha morte é minha. Eu tenho este direito. Ninguém pode mexer em meu corpo; ele deve ir para a mãe Terra", fez porque quando ainda encarnado Chico recebeu várias propostas (inoportunas) para que seu cérebro fosse estudado após sua desencarnação. Daí o compreensível receio de que seu corpo fosse profanado nesse sentido; depois pela sua idade, Chico não poderia doar seus órgãos; e se pudesse, o receptor dos órgãos, talvez fosse idolatrado.
Em entrevista à TV Tupi em agosto de 1964, Francisco Cândido Xavier comenta que o transplante de órgãos, na opinião dos Espíritos sábios é um problema da ciência muito legítimo, muito natural e deve ser levado adiante. Os Espíritos, segundo Chico Xavier - não acreditam que o transplante de órgãos seja contrário às leis naturais. Pois é muito natural que, ao nos desvencilharmos do corpo físico, venhamos a doar os órgãos prestantes a companheiros necessitados deles, que possam utilizá-los com proveito.
A doação de órgãos para transplantes é perfeitamente legítima. Divaldo Franco certifica: “se a misericórdia divina nos confere uma organização física sadia, é justo e válido, depois de nos havermos utilizado desse patrimônio, oferecê-lo, graças as conquistas valiosas da ciência e da tecnologia, aos que vieram em carência a fim de continuarem a jornada. Não há, também, reflexos traumatizantes ou inibidores no corpo espiritual, em contrapartida à mutilação do corpo físico. O doador de olhos não retornará cego ao Além. Se assim fosse, que seria daqueles que têm o corpo consumido pelo fogo ou desintegrado numa explosão?”
COMO SABER SE UMA PESSOA ESTÁ REALMENTE MORTA PARA PODER RETIRAR O CORAÇÃO? Marlene Nobre, médica espírita explica: “há diferença entre morte cerebral e morte encefálica. Na morte cerebral, ainda há uma estrutura cerebral funcionando, como o tronco cerebral ou tronco encefálico. Neste caso, o eletroencefalograma confirma este funcionamento. Então, este é o estado em que ficam as pessoas que estão em coma vegetativo, quer dizer, ainda não estão mortas. Na morte encefálica, porém, nenhuma estrutura do cérebro está em funcionamento. A morte encefálica é a morte dos hemisférios cerebrais e do tronco encefálico onde se localizam os centros vitais do ser humano. O médico precisa esperar a morte encefálica para fazer o transplante. Nela o coração ainda bate, mas há completo silêncio do encéfalo. Nenhuma estrutura do sistema nervoso dá sinal de vida. O eletroencefalograma está plano, isoelétrico. Uma observação: Para que ocorra o transplante de coração, este precisa estar batendo. Se ele parar não volta o funcionamento, e não servirá para transplante. Já no transplante de rim, fígado e outros isso não é necessário.”

E OS PROFISSIONAIS QUE ANTECIPAM A MORTE DO DOADOR? Se existem, estes estão plantando, e os que doam estão aproveitando a ocasião para diminuir débitos, caso não se revolte e queira vingar-se do assassino.
POR QUE EM ALGUNS CASOS HÁ REJEIÇÃO? Talvez ainda não fosse o momento azado e sua prova ainda não tivesse acabado. Mas André Luiz considera a rejeição como um problema claramente compreensível, pois o órgão do corpo espiritual (perispírito) do doador está presente no receptor. O órgão perispiritual provoca os elementos da defensiva do corpo, que os recursos imunológicos em futuro próximo, naturalmente, vão suster ou coibir. André Luiz explica que quando a célula é retirada da sua estrutura formadora, no corpo humano, indo laboratorialmente para outro ambiente energético, ela perde o comando mental que a orientava e passa, dessa forma, a individualizar-se; ao ser implantada em outro organismo (por transplante, por exemplo), tenderá a adaptar-se ao novo comando (espiritual) que a revitalizará e a seguir coordenará sua trajetória.
O TRANSPLANTE NÃO AFETA O ESPÍRITO DO DOADOR? Os Espíritos afirmaram a Kardec que o desligamento do corpo físico é um processo altamente especializado e que pode demorar minutos, horas, dias, meses. Embora com a morte física não haja mais qualquer vitalidade no corpo, ainda assim há casos em que o Espírito, cuja vida foi toda material, sensual, fica jungido aos despojos, pela afinidade dada por ele à matéria. Todavia, recordemos de situação que ocorre todos os dias nas grandes cidades: a prática da necrópsia, exigida por força da Lei, nos casos de morte violenta ou sem causa determinada: abre-se o cadáver, da região external até o baixo ventre, expondo-se-lhe as vísceras tóracoabdominais. Não se pode perder de vista a questão do mérito individual. Estaria o destino dos Espíritos desencarnados à mercê da decisão dos homens em retirar-lhes os órgãos para transplante, em cremar-lhes o corpo ou em retalhar-lhes as vísceras por ocasião da necrópsia?! O bom senso e a razão gritam que isso não é possível, porquanto seria admitir a justiça do acaso e o acaso não existe! Resumindo: a doação de órgãos para transplantes não afetará o espírito do doador, exceto se acreditarmos ser injusta a Lei de Deus e estarmos no Orbe à deriva da Sua Vontade. Lembremos que nos Estatutos do Pai não há espaço para a injustiça e o transplante de órgãos (façanha da ciência humana) é valiosa oportunidade dentre tantas outras colocadas à nossa disposição para o exercício da amor. Mas, só devemos doar se sentirmos preparados para isso. Não podemos esquecer que se hoje somos potenciais doadores, amanhã, poderemos ser ou nossos familiares e amigos potenciais receptores.

Compilação de Rudymara
Maiores informações entre no site www.adote.org.br

OS BONS MORREM PRIMEIRO?


Nem é verdade, nem é justo. Geralmente vemos nosso ente querido como o melhor do mundo, sem defeito algum e quando ele parte, achamos que foi antes do tempo. Se os bons morressem primeiro, a Terra estaria pior do que se encontra. Perguntemos: “Chico Xavier, Madre Tereza, Irmã Dulce não eram bons? Pois morreram com idade avançada.”
Quando uma pessoa malvada escapa de um perigo, frequentemente dizemos: “SE FOSSE UM HOMEM DE BEM, TERIA MORRIDO.” Pois bem, ao dizermos isso, visualizando o lado espiritual, estamos com a verdade, porque, efetivamente Deus concede muitas vezes, a um Espírito malvado, uma prova mais longa. E poderá conceder a um Espírito bom, em recompensa por mérito, uma prova mais curta. Mas quando empregamos esta frase visualizando o lado material, não duvidemos de que estamos cometendo uma blasfêmia.
Se morrer um homem de bem, vizinho de um malvado, logo dizemos: “SERIA BEM MELHOR SE TIVESSE MORRIDO AQUELE.” Cometemos então um grande erro, porque aquele que parte talvez tenha terminado a sua tarefa, e o que ficou talvez nem a tenha começado. Por que, então, queremos que o mau não inicie sua tarefa ou termine antes da hora e que o outro continue preso à luta terrena? É como se desejássemos que o prisioneiro que cumpriu sua pena continue preso.
Quando a morte vem ceifar em nossas famílias, os jovens em lugar dos velhos, dizemos freqüentemente: “DEUS NÃO É JUSTO, POIS SACRIFICA O QUE ESTÁ FORTE E COM FUTURO PELA FRENTE, PARA CONSERVAR OS QUE JÁ VIVERAM LONGOS ANOS, CARREGADOS DE DECEPÇÕES; LEVA OS QUE SÃO ÚTEIS E DEIXA OS QUE NÃO SERVEM PARA NADA MAIS; FERE UM CORAÇÃO DE MÃE, PRIVANDO-O DA INOCENTE CRIATURA QUE ERA TODA A SUA ALEGRIA.” Precisamos compreender que o bem está muitas vezes onde pensamos ver a cega fatalidade. Por que medir a justiça divina pela nossa medida? Como podemos pensar que o Senhor dos mundos queira, por um simples capricho, nos aplicar penas cruéis? Nada se faz sem uma simples finalidade inteligente, e tudo o que acontece tem a sua razão de ser. Se sondássemos melhor as dores que nos atingem, sempre encontraríamos nelas a razão divina, razão regeneradora, e nossos miseráveis interesses ficariam em segundo plano. É preferível, uma encarnação de 20 anos, a ver um jovem em desregramentos vergonhosos que desolam as famílias respeitáveis, ferem um coração de mãe, e fazem branquear antes do tempo os cabelos dos pais. A morte prematura, quando não é antecipada por vícios e tantos outros abusos, é quase sempre um grande benefício, que Deus concede ao que se vai, para preservá-lo das misérias da vida, ou das seduções que poderiam arrastá-lo, ou continuar arrastando, à perdição. Dizemos também que é uma terrível desgraça, que uma vida tão cheia de esperanças seja cortada tão cedo! Mas de que esperanças queremos falar? Das esperanças da Terra onde aquele que se foi poderia brilhar, fazer sua carreira e sua fortuna? Temos sempre essa visão estreita, que não conseguimos elevar acima da matéria! Sabemos, por acaso, qual teria sido o futuro dessa vida jovem tão cheia de esperanças, segundo nosso entendimento? Quem poderia nos dizer que ela não poderia estar carregada de amarguras? Desprezamos as esperanças na vida futura, preferindo as esperanças da vida passageira que arrastamos na Terra? Será que vale mais um lugar entre os homens que entre os Espíritos bem-aventurados? Alegremo-nos em vez de chorar, quando Deus retirar um de Seus filhos deste vale de misérias. Não é egoísmo desejar que ele fique para sofrer conosco? Ah! Essa dor se concebe entre os que não tem fé, e que vêem na morte a separação eterna. Mas nós, espíritas, sabemos que a alma vive melhor quando livre de seu envoltório corporal. Mães saibam que seus filhos bem-amados estão perto de vocês, sim, eles estão bem perto; seus corpos fluídicos lhe envolvem, seus pensamentos lhe protegem, sua lembrança os inebriam de contentamento; mas também as suas dores sem razão os afligem, porque revelam uma falta de fé e constituem uma revolta contra a vontade de Deus.
Habituemos a não censurar o que não podemos compreender, e crer que Deus é justo em todas as coisas. Freqüentemente, o que nos parece um mal é um bem. Mas as nossas faculdades são tão limitadas, que o conjunto do grande todo escapa aos nossos sentidos obtusos. Esforcemos por superar, pelo pensamento, a nossa estreita esfera, e à medida que nos elevarmos, a importância da vida terrena diminuirá aos nossos olhos. Porque, então, ela nos aparecerá como um simples incidente, na infinita duração da nossa existência espiritual, a única verdadeira existência. (Sansão e Fénelon, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap.V, item 21/22)


Compilação de Rudymara





 

FILHOS ADOTIVOS NA VISÃO ESPÍRITA



TODOS SOMOS FILHOS ADOTIVOS?
Pela visão espírita, todos somos adotados. Porque o único Pai legítimo é Deus. Os pais da Terra não SÃO nossos pais, eles ESTÃO nossos pais. Porque a cada encarnação, mudamos de pais consangüíneos, mas em todas elas Deus é sempre o mesmo Pai. Mas, para entendermos melhor a existência desta experiência na vida de muitos pais, é necessário analisá-lo sob a óptica espírita, sob a luz da reencarnação. A formação de um lar é um planejamento que se desenvolve no Mundo Espiritual. Sabemos que nada ocorre por acaso. Assim como filhos biológicos, nossos filhos adotivos também são companheiros de vidas passadas. E nossa vida de hoje é resultado do que angariamos para nós mesmos, no passado. Surge, então, a indagação: "se são velhos conhecidos e deverão se encontrar no mesmo lar, por que já não nasceram como filhos naturais?" Na literatura espírita encontramos vários casos de filhos que, em função do orgulho, do egoísmo e da vaidade, se tornaram tiranos de seus pais, escravizando-os aos seus caprichos e pagando com ingratidão e dor a ternura e zelo paternos. De retorno à Pátria Espiritual (ao desencarnarem), ao despertarem-lhes a consciência e entenderem a gravidade de suas faltas, passam a trabalhar para recuperarem o tempo perdido e se reconciliarem com aqueles a quem lesaram afetivamente. Assim, reencontram aqueles mesmos pais a quem não valorizaram, para devolver-lhes a afeição machucada, resgatando o carinho, o amor e a ternura de ontem. Porque a lei é a de Causa e Efeito. Não aproveitada a convivência com pais amorosos e desvelados, é da Lei Divina que retomem o contato com eles como filhos de outros pais chegando-lhes aos braços pelas vias de adoção. Aos pais cabe o trabalho de orientar estes filhos e conduzi-los ao caminho do bem, independente de serem filhos consangüíneos ou não. A responsabilidade de pais permanece a mesma. Recebendo eles no lar a abençoada experiência da adoção, Deus sinaliza aos cônjuges estar confiando em sua capacidade de amar e ensinar, perdoar e auxiliar aos companheiros que retornam para hoje valorizarem o desvelo e atenção que ontem não souberam fazer. Trazem no coração desequilíbrios de outros tempos ou arrependimento doloroso para a solução dos quais pedem, ao reencarnarem, a ajuda daqueles que os acolhem, não como filhos do corpo, mas sim filhos do coração. Allan Kardec elucida: "Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias".
DEVEMOS ESCONDER QUE ELES SÃO ADOTIVOS? Um dos maiores erros que alguns pais adotivos cometem é o de esconder a verdade aos seus filhos. É importante, desde cedo, não esconder a verdade. Ás vezes, fazem por amor, já que os consideram totalmente como filhos; outros o fazem por medo de perder a afeição e o carinho deles. Quando os filhos adotivos crescem, aprendendo no lar valores morais elevados, sentem-se mais amados por entenderem que o são, não por terem nascido de seus pais, mas sim frutos de afeição sincera e real, e passam a entender que são filhos queridos do coração. Revelar-lhes a verdade somente na idade adulta é destruir-lhes todas as alegrias vividas, é alterar-lhes a condição de filhos queridos em órfãos asilados à guisa de pena e compaixão. Não devemos traumatizá-los, livrando-os do risco de perderem a oportunidade de aprendizado no hoje. André Luiz esclarece-nos quanto a este perigo: "Filhos adotivos, quando crescem ignorando a verdade, costumam trazer enormes complicações, principalmente quando ouvem esclarecimentos de outras pessoas". Identicamente ao que ocorre em relação aos nossos filhos biológicos, buscar o diálogo franco e sincero, com base no respeito mútuo, sob a luz da orientação cristã de conduta. Pais que conversam com os filhos fortalecem os laços afetivos, tornando a questão da adoção coisa secundária. Recebendo em nossa jornada terrena a oportunidade de ter em nosso lar um filho adotivo, guardemos no coração a certeza de que Jesus está nos confiando a responsabilidade sagrada de superar o próprio orgulho e vaidade, amando verdadeiramente e desinteressadamente a criatura de Deus confiada em trabalho de educação e amparo. E, ajudando-o a superar suas próprias mazelas, amanhã poderá retornar ao seio daqueles que o amam na posição de filho legítimo.
É CERTO A ADOÇÃO POR CASAIS HOMOSSEXUAIS? Raul Teixeira responde: “O amor não tem sexo. Como é que podemos imaginar que o melhor para uma criança é ser criada na rua, ao relento, submetida a todo tipo de execração, a ser criada nutrida, abençoada por um lar de casal homossexual? Muita gente assevera que a criança corre riscos. Mas como? Nós estamos acompanhando as crianças correndo riscos nas casas de seus pais heterossexuais todos os dias. Outros afirmam que a criança criada por homossexuais poderá adotar a mesma postura, a mesma orientação sexual. O que também é falso. A massa de homossexuais do mundo advêm de lares heterossexuais. Então, teremos de concluir que são os casais heterossexuais que formam os homossexuais. Logo,não devemos entrar nessa discussão que é tola e preconceituosa. aquele que tem amor para dar que dê.”
Amemos nossos filhos, sem cogitar se nos vieram aos braços pela descendência física ou não, como encargo abençoado com que o Céu nos presenteia. Encerremos com Emmanuel: "Recorda que, em última instância, seja qual seja a nossa posição nas equipes familiares da Terra, somos, acima de tudo, filhos de Deus". 



Compilação e algumas observações de Rudymara
(http://grupoallankardec.blogspot.com)








OS ESPÍRITAS PAGAM O DÍZIMO?



O Antigo Testamento mostra que Abraão foi o iniciador do dízimo. Jacó foi o continuador. E, quatrocentos anos depois, com Moisés, o dízimo passou a ser um mandamento considerado sagrado, logo, um dever de todo o judeu.
Já o Novo Testamento não faz profundas referências a respeito do tema. Jesus, por exemplo, dizia sutilmente, (para não chocar os judeus) que mais importante que pagar o dizimo era moralizar as atitudes: "SE, POIS, AO TRAZERES AO ALTAR A TUA OFERTA, E ALI TE LEMBRARES DE QUE TEU IRMÃO TEM ALGUMA COISA CONTRA TI, DEIXA PERANTE O ALTAR A TUA OFERTA, VAI PRIMEIRO RECONCILIAR-TE COM TEU IRMÃO; E, ENTÃO, VOLTANDO, FAZE A TUA OFERTA.” (Mt. 5: 23 a 24). Aqui, por exemplo, vemos Jesus dizendo que antes de fazermos nossa oferta ou doação devemos nos reconciliar com nosso irmão de caminhada. Nada agrada mais a Deus do que ver Seus filhos vivenciando Seus ensinamentos trazidos por Jesus. “DAI A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR (coisas materiais), E A DEUS O QUE É DE DEUS (coisas espirituais).”Disse Jesus: “AI DE VÓS, ESCRIBAS E FARISEUS, HIPÓCRITAS! POIS QUE DIZIMAIS A HORTELÃ, O COENTRO E O COMINHO, E DESPREZAIS O MAIS IMPORTANTE DA LEI, QUE É: O JUÍZO, A MISERICÓRDIA E A FÉ; DEVEIS, PORÉM, FAZER ESTAS COISAS, SEM DEIXAR AQUELAS.” (Mt 23.23a). Aqui Jesus explica que não adianta pagarmos o dizimo, seja de que forma for, se deixarmos de lado o mais importante que é a“reforma íntima”, a moralização de nossos atos, pensamentos e palavras. Mas infelizmente, existem aqueles que exploram a boa fé das pessoas com promessas e recompensas extraordinárias. Ensinando os fiéis a barganhar com Deus. Isto faz com que alguns vejam o dizimo como uma moeda de troca ou obrigação. Além do mais, como podemos barganhar com Deus usando coisas que são Dele? Então, afirmações como: "VOU DAR O DÍZIMO PARA NÃO FICAR DESEMPREGADO; VOU DAR O DIZIMO PARA NÃO FICAR DOENTE; VOU DAR O DÍZIMO PARA FICAR RICO”, são afirmações errôneas e contrárias aos ensinamentos de Jesus. O dizimo deve ser dado com gratidão sem se pensar em qualquer tipo de retorno da parte de Deus e não deve ser dado simplesmente por medo de não ser abençoado. Devemos observar que encontramos pessoas doentes e saudáveis, desempregados e empregados, pobres e ricos em todas religiões, pagando ou não o dízimo.
O apóstolo Paulo também falou sobre o dízimo e explicou que este deveria ser uma ação de amor, generosidade e alegria: "(...) CADA UM CONTRIBUA SEGUNDO TIVER PROPOSTO NO CORAÇÃO, NÃO COM TRISTEZA OU POR NECESSIDADE; PORQUE DEUS AMA A QUEM DÁ COM ALEGRIA (...)"- (2Co 9.6-90). E é esse o entendimento do espírita para o dízimo, uma doação espontânea em dinheiro e/ou trabalho. Sem definição de quantidade (10%) ou obrigatoriedade, as doações devem ser segundo o desejo de cada um pela alegria de ajudar a divulgar o ensinamento do Cristo pela visão espiritual. Os frequentadores e trabalhadores de um Centro Espírita sabem das dificuldades para manter uma casa espírita. Mas a Casa não pede ou obriga ninguém a pagar. Por isso, os que entendem a importância do trabalho que o Espiritismo realiza, contribuem mensalmente com pequenas quantias (R$ 5,00, R$ 10,00 ou mais) que são de grande valor para as contas da casa. Se a doação for em dinheiro, este será usado na manutenção da casa espírita (água, luz, produto de limpeza e higiene, copinhos plásticos, etc.), no material que ajudará na divulgação e entendimento do Evangelho segundo a visão espírita (panfletos, jornais, rádio, TV, etc.), mas principalmente no auxilio aos irmãos mais carentes de qualquer religião (remédio, roupa, cestas básicas, etc.). Ninguém vive do Espiritismo, mas sim para ele. O dinheiro deve ser para a obra de caridade. Os trabalhadores espíritas são voluntários sem remuneração material, só espiritual. Temos como exemplo Chico Xavier. Este viveu do salário de seu trabalho como servidor público. Todo dinheiro da venda dos livros psicografados por ele era e ainda é destinado a obras de caridade. Tudo registrado em cartório. Toda doação e presentes que ele recebia era repassado a instituições e pessoas carentes. Mas lembremos que, se a doação dos frequentadores for através do trabalho, isso significa disponibilizarmos algum tempo em serviço voluntário destinado a Caridade. Mas a Doutrina ensina como devemos fazer doações. Ela pede que, ao nos comprometermos em ajudar, seja com dinheiro ou trabalho, devemos cumprir o quanto possível com o compromisso livremente assumido. Que não devemos começar a fazer algo por empolgação ou assumir dois ou mais trabalhos e faltarmos por qualquer motivo. É preferível escolhermos apenas um e fazer bem feito. Devemos ser assíduos com o trabalho que alimenta o espírito como somos com o trabalho que nos garante o pão do corpo. Afinal, o cristianismo exalta a responsabilidade, o cumprimento da palavra e do dever. Pois a instituição passa a contar com nossa ajuda e se falharmos, sobrecarregaremos alguém seja no trabalho ou na parte financeira. E se o compromisso for em creches, asilos, hospitais, ou seja, onde pessoas aguardam nossa ajuda ou visita, pensemos ainda mais antes de começarmos, para que nossa ausência ou desistência não frustre estes carentes emocionais. Não podemos esquecer que, no trabalho que buscamos o pão espiritual recebemos remuneração espiritual e quando faltamos ou abandonamos não somos punidos, mas adiamos o pagamento de nossas dívidas, porque aprendemos que: “O AMOR COBRE MULTIDÕES DE PECADOS” (I Pedro 4,8), ou seja, todo amor que estendermos ao próximo estaremos quitando multidões de erros, tropeços ou falhas que cometemos quando transgredimos a lei divina, seja nesta encarnação ou na anterior. Exemplo: há mulheres que são estéreis porque geralmente abortaram em outra encarnação, e revertem este carma quando adotam uma criança.
Como vemos, quando ajudamos o próximo, somos os maiores beneficiados. 
Portanto, CARIDADE é o dízimo que Deus espera de nós e é o que os espíritas ofertam (ou estão aprendendo a ofertar) a Ele através do próximo, seja ele espírita ou não. Não esperemos alguém nos pedir, não esperemos a dor nos motivar, usemos nosso discernimento e ofertemos nossa ajuda material e/ou espiritual.


Rudymara


SUICÍDIO - Para onde vai o suicida?


PARA ONDE VAI UM SUICIDA?
Cada espírito é uma história.
Alguns suicidas sentem-se presos ao corpo de tal modo que, leva-os a ver e sentir os efeitos da decomposição; outros vão para as regiões umbralinas (região destinada a esgotamento de resíduos mentais); outros ainda, como conta no livro “Memórias de um suicida”, tornam-se presas de obsessores, que as vezes, também foram suicidas, entidades perversas e criminosas, que sentem prazer na prática de vilezas, e que continuam vivendo na Terra ao lado dos homens, contaminando a sociedade, os lares terrenos que não lhes oferecem resistências através da vigilância dos bons pensamentos e prudentes ações. Esses infelizes unem-se, geralmente, em locais pavorosos e sinistros da Terra, afinados com seus estados mentais como: florestas tenebrosas, catacumbas abandonadas dos cemitérios, cavernas solitárias de montanhas muitas vezes desconhecidas dos homens e até antros sombrios de rochedos marinhos e crateras de vulcões extintos. Eles aprisionam, torturam por todas as formas, desde maus tratos físicos e da obscenidade, até a criação da loucura para mentes já torturadas por sofrimentos que já lhes são pessoais, etc.
QUANTO TEMPO OS SUICIDAS FICAM PRESOS AO CORPO FÍSICO?
Não há previsão para o tempo que os suicidas ficam presos ao corpo vendo sua decomposição, vagando nas regiões umbralinas, prisioneiros de obsessores, etc. Isso varia de espírito para espírito. É o tempo que levam para harmonizar sua mente e entenderem o apoio que está sendo dado a ele. Pois, há grupos de socorro para os Espíritos que sofrem. No Vale dos Suicidas, por exemplo, o grupo de trabalhadores é chamado de: Legião dos Servos de Maria, pois o Vale é chefiado pelo grande Espírito de Maria de Nazaré.
TODO SUICIDA VAI PARA O VALE DOS SUICIDAS?
A médium Yvonne Pereira, em seu livro “Memórias de um Suicida”, fala do Vale dos Suicidas. Entretanto, há notícias de outros suicidas que não foram para o referido Vale. O próprio Camilo (personagem principal do livro) diz que não sabe como acontece os trabalhos de correção para suicidas nos demais núcleos ou colônias espirituais.
COMO REENCARNA UM SUICIDA?
Geralmente renascem com defeito ou deficiência no órgão afetado. E o resgate também não é igual para todos. Por exemplo: Jerônimo, personagem do livro “Memórias de um suicida”, que se matou com um tiro no ouvido porque sua empresa faliu, deixando esposa e filhos em situação difícil, reencarnou em família rica, com o propósito de não formar família, montar uma instituição para crianças órfãs, e ir à ruína financeira novamente, para ter que lutar com coragem. Seria um teste para ele; Camilo, personagem principal do livro referido, tornou-se grande trabalhador no Vale dos Suicidas, e após 50 anos reencarnou para cegar aos 40 anos e desencarnar aos 60 anos. Como vemos, ambos deram um tiro no ouvido, mas o resgate foi diferente.
É ERRADO MATAR-SE PARA ENCONTRAR COM O ENTE QUERIDO?
Além de ser errado adiará ainda mais o reencontro com este ente querido. No livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, 2ª parte, capítulo V, há um relato de uma mãe que suicidou-se logo após a desencarnação de seu filho. Sua intenção era acompanha-lo. Mas não aconteceu o esperado.
É ERRADO MATAR-SE PARA SALVAR UMA VIDA?
Sacrificar sua vida para salvar outra, só sem intenção de morrer. Exemplo: bombeiro. Suicídio, nunca! Portanto, deixemos claro que, só Deus tem o direito de retirar a vida. Deus não castiga o suicida, é o próprio suicida quem se castiga, através de sua consciência pesada. O tribunal do suicida (e de todos nós) é a sua própria consciência. Se o ato do suicida é covarde ou corajoso, não podemos precisar, porque há casos de loucura, onde o suicida, por estar em estado de demência, não pode avaliar o crime que está cometendo. No caso de Getúlio Vargas, ex-presidente do Brasil, diz Emmanuel, que ele não foi considerado como suicida, uma vez que evitou uma guerra civil com sua morte. Como vemos, cada caso é um caso. Por isso, aprendamos a não julgar pela aparência. Pois, não sabemos se já fomos ou estamos sendo suicidas indiretos, ou seja, aquele que se mata devagarzinho, todos os dias através de vícios, excesso alimentar, sexo desregrado, etc. Nossos sentidos são primários e não temos direito de julgar. Só há um juiz, perfeito e infalível: DEUS. Para nós cabe a caridade da prece à esses irmãos.
KARDEC COMETEU SUICIDO?
Devemos esclarecer aos que desconhecem sua biografia ou conhecem e tentam denegrir sua imagem que, Kardec não cometeu suicídio, ele desencarnou aos 64 anos, entre 11 e 12 horas no dia 31 de março 1869, devido ao rompimento de um aneurisma, cumprindo, e muito bem, sua missão.

Infelizmente, recebemos notícias, quase que diariamente, sobre pessoas que cometeram suicídio. Porque o suicídio para o materialista, é visto como uma porta de saída para os problemas. Mas, para o espiritualista, ou seja, para quem acredita que a vida continua após a morte do corpo físico, o suicídio é porta de entrada para mais problemas, dores e aflições.
Portanto, lembremos que Deus não nos dá um fardo cujo peso não aguentaremos.
Tenhamos fé e esperança no futuro.

NÃO SE MATE, VOCÊ NÃO MORRE.


Compilação feita por Rudymara



LEIA MAIS TEXTOS SOBRE SUICÍDIO QUE ESTÃO NESTE BLOG:





 

RESUMO DO LIVRO "MEMÓRIAS DE UM SUICIDA"
http://grupoallankardec.blogspot.com/2010/03/resumo-do-livro-memorias-de-um-suicida.html




SUICÍDIO POR AMOR 
http://grupoallankardec.blogspot.com.br/2012/09/suicidio-por-amor.html










DEUS NÃO PERDOA?


Quem não perdoa é a LEI de Deus, porque perdoar seria anular o mal que foi feito. E na verdade, a lei ama, deixando ao infrator a oportunidade de reparação, ou seja, Deus dá meios para ressarcirmos erros.
Aos espíritas não existe penas eternas. Aqueles que se acham renovados pelo processo da renovação moral, aqueles que conseguiram romper as amarras do passado, pelo Bem que fizeram, naturalmente minimizaram as conseqüências do Mal que realizaram, e muitas vezes são poupados, estão excluídos do débito pelo Bem que fizeram. Exemplo: aquele que reencarna para ficar cego, com o Bem que praticar diminuirá sua dívida com a lei divina. Ele poderá ficar com a visão precisando apenas de óculos.
ENTÃO, PODEMOS MUDAR NOSSO CARMA?
Responde Divaldo Franco: “Sim, podemos mudar o nosso carma a cada minuto. O Bem que eu faço é Bem que me faz Bem; o mal que pratico é desequilíbrio que me faz mal; todo Bem que eu pratico, diminui o mal que eu pratiquei; todo mal que realizo, aumenta a carga dos males que eu já fiz. Então, se eu trago um carma muito pesado o Bem que eu vou fazendo, eu vou diminuindo, porque Deus não é cobrador de impostos, Deus é amor, e na sua lei o que vigora é o Bem. Portanto, uma pessoa que traz um carma áspero, na ação meritória, vai se libertando. Existem muitas pessoas doentes que passaram a dedicar-se ao Bem, e à medida que se afeiçoaram ao Bem, passaram a ter longa vida, sobrevida, libertaram-se de todas as seqüelas de muitas doenças.”
PODEREMOS UTILMENTE PEDIR A DEUS QUE PERDOE NOSSAS FALTAS? Deus sabe discernir o bem do mal; a prece não esconde as faltas. Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas só o obtém mudando seu proceder. A boa ação é a melhor prece, por isso que os atos valem mais que as palavras. Aquele que ofendeu alguém e recebe absolvições por ter orado, repetidamente, certo número de vezes, determinado pelo sacerdote, fica com a estrada livre para novos desatinos. Nesse tipo de perdão, vemos visível estímulo a novos erros, novos enganos, novas ilusões. Como disse Emmanuel: “A concessão paternal de Deus, no que se refere à reencarnação para a sagrada oportunidade de uma nova experiência, já significa, em si, o perdão ou a magnanimidade da Lei.” Então, o perdão que o Espiritismo e os amigos espirituais preconizam em verdade não é de fácil execução. Requer muito boa-vontade. Demanda esforço - esforço continuado, persistente. Reclama perseverança. Pede tenacidade.
O ARREPENDIMENTO SE DÁ NO ESTADO CORPORAL OU NO ESTADO ESPIRITUAL? Mais no estado espiritual; mas também pode ocorrer no estado corporal, quando bem compreendida a diferença entre o bem e o mal. Só o arrependimento não nos concede o perdão. É apenas o primeiro passo na árdua jornada da reabilitação, em favor da qual não bastam penitências, ritos, ou rezas. É de fundamental importância que o mal seja reparado. Podemos definir o arrependimento como a consciência de que fizemos algo errado, de que prejudicamos alguém ou a nós mesmos. Implica em dor moral, tão profunda quanto a natureza de nossas faltas e o grau de nossa maturidade. Quanto mais evoluídos, mais sofre o Espírito, ao avaliar a extensão dos prejuízos que causou a si mesmo ou ao semelhante. Pode ocorrer na Terra, pelo exercício da razão. Exemplo típico: o indivíduo que parte para a violência em face de determinada contrariedade; O marido traído, que mata a esposa; A mãe que fere a criança ao castigá-la. Depois o lamento: “Ah! Meu Deus! Por que não me controlei!”
Mais freqüentemente o arrependimento eclode no Plano Espiritual, quando o Espírito defronta-se com sofrimentos e desajustes decorrentes de suas iniciativas desatinadas. O arrependimento sincero, e a disposição a dar uma guinada existencial, modificando seus rumos, não é fácil. O homem comum distrai-se de suas responsabilidades, sempre pronto a justificar seus desvios com intermináveis frase como estas:
Bebo sim, mas para enfrentar os problemas da existência - explica o alcoólatra, sem atinar para o fato de que se transformou, ele próprio, num grande problema.”;
“Traí meu marido, sim, envolvi-me em aventuras extraconjugais, porque não me dava atenção - afirma a mulher displicente, a justificar sua irresponsabilidade.”

Pessoas assim transitam pela vida de consciência anestesiada pela indiferença em relação aos valores morais, para somente despertarem no Plano Espiritual, quando se habilitam a longas e penosas jornadas de retificação.


DEUS INTERFERE EM NOSSA VIDA?


Deus é imparcial. Há quem imagine que os espíritos, os santos, Deus, Jesus, etc., interferem no resultado de uma competição esportiva, numa prova escolar, num concurso público, na disputa por uma vaga de emprego, etc. É um grande engano. Geralmente é usado o fetiche, objetos, amuletos, promessas, preces repetitivas ou ações que acreditamos ter poderes mágicos. Exemplos: um antigo dirigente de futebol, nos jogos decisivos usava sempre o mesmo terno, convicto de que era fundamental para a vitória de seu time; em plena copa do mundo, há alguns anos, um adolescente foi ao banheiro de sua casa durante um jogo do Brasil. Quando deu a descarga no vaso sanitário, a equipe brasileira marcou um gol. Depois disso, sempre que o jogo estava difícil, o pai recomendava ao rapaz que fosse ao banheiro. Estas pessoas acreditaram ter encontrado um desconhecido e poderoso amuleto da sorte. Os espíritos ou santos evocados para nos ajudar podem nos influenciar inspirando idéias, mas não tem condições para determinar a direção de uma bola ou sugerir ao goleiro que pule no canto certo; não responderão questões numa prova, eles apenas poderão ajudar no sentido de favorecer um ambiente saudável e a estabilidade psíquica, algo muito importante numa competição, para que a pessoa se lembre da matéria que estudou. Então, o peso maior será sempre o da competência, envolvendo habilidade, conhecimento, estudo. Por que alguns países, como o Brasil, se destacam no futebol? Será que os espíritos os ajudam? Na verdade, eles se destacam pela simples razão de que neles o futebol é um esporte nacional, com milhões de praticantes. Quanto mais gente praticando determinada atividade, maiores as possibilidades de formar-se uma grande representação nacional. Os Estados Unidos predominam no basquete e no basebol, porque esses esportes detêm a preferência do povo. A Rússia domina o xadrez, pela mesma razão. Um detalhe importante em relação ao sucesso individual diz respeito à disciplina, ao esforço de auto-aprimoramento físico e técnico. Oscar, o maior jogador de basquete do Brasil em todos os tempos, fazia arremessos tão certeiros, com tão alto índice de aproveitamento, que é chamado de “mão santa”. Haverá algum protetor espiritual fazendo santa a sua mão? Negativo! É fruto do esforço! Por isso, pedir nas orações sucesso, uma vida melhor, como fruto de dádivas divinas, sem empenho de nossa parte, seria pretender que Deus tivesse preferências. Se nós, que somos infinitamente inferiores a Deus não desprivilegiamos um filho para ajudar outro, imaginemos Deus. Então, não podemos dizer que conseguimos o desejado porque rezamos mais que o outro ou dizer que não fomos bem na atividade profissional, no relacionamento amoroso, que não superamos a doença, que não conseguimos o que desejávamos, porque os espíritos ou os santos não são fortes ou não ouviram nossas preces. O que não foi forte foi a falta de empenho e perseverança em relação aos nossos objetivos, em busca do melhor. Por outro lado, é importante saber que os bons espíritos procuram nos ajudar, atendendo nossas orações, dando-nos condições para enfrentarmos nossas dificuldades e resolvermos nossos problemas. “Deus ajuda aos que se ajudam a si mesmos, e não aos que tudo esperam do socorro alheio, sem usar as próprias capacidades: AJUDA-TE, E O CÉU TE AJUDARÁ”, nesta frase, Allan Kardec quis dizer que “este é o princípio da Lei do Trabalho, e, por conseguinte, da Lei do Progresso, porque o progresso é filho do trabalho, e o trabalho coloca em ação as forças da inteligência. Porque Deus nos deu, a mais do que ao animal, o desejo incessante do melhor, e é este desejo do melhor que o estimula à procura dos meios de melhorar sua posição, que o conduz às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da ciência, porque é a ciência que lhe proporciona o que lhe falta. Através das suas pesquisas, sua inteligência aumenta, sua moral de depura; às necessidades do corpo vem depois das necessidades do espírito; após o alimento material, é preciso o alimento espiritual, e é assim que o homem passa da selvageria à civilização.” (O Evangelho segundo o Espiritismo).
Então, podemos dizer que Deus interfere em nossa vida de maneira indireta. Se fosse de maneira direta, nós ficaríamos ociosos, preguiçosos, omissos, esperando que tudo venha de mãos beijadas do Céu. Mas, se buscarmos o aprimoramento moral e intelectual; se revelarmos dedicação e responsabilidade na atividade profissional ou esportiva; se cultivarmos o otimismo e o bom ânimo; se exercitarmos a oração e a reflexão; se desenvolvermos o esforço do bem, enfim, se tudo fizermos, confiantes em Deus, estaremos habilitados ao contato com os bons Espíritos (trabalhadores de Deus na Terra) que nos ajudarão na realização de nossos anseios de felicidade e paz.






O PASSE ESPÍRITA CURA?


Sim. Quando ministrado e recebido com fé, o passe é capaz de produzir verdadeiros prodígios. Quando Jesus curava dizia: "A tua fé te curou", porque a pessoa estava receptiva para o fluido que Ele estava doando. Então, o passe espírita têm como objetivo o reequilíbrio do corpo físico e espiritual. Mas é preciso esclarecer que a cura não acontece em todos os casos. Ás vezes, o bem do doente está em continuar sofrendo. Por isso devemos explicar, segundo a visão espírita, porque ficamos doentes, porque uns conseguem curar-se e outros não, etc. Para que os que não alcançarem a cura, não saiam decepcionados achando que o Espiritismo é uma religião de charlatães. Os Centros Espíritas precisam, ao lado do passe, propiciar os meios para que frequentadores conheçam a doutrina e se exercitem num trabalho íntimo de evangelização, para a conquista da saúde definitiva. No Cap. 21, do livro "Entre a Terra e o Céu" diz: "Um dia, o homem ensinará ao homem, consoante as instruções do Divino Médico, que a cura de todos os males reside nele próprio. A percentagem quase total das enfermidades humanas guarda origem no psiquismo. Orgulho, vaidade, tirania, egoísmo, preguiça e crueldade são vícios da mente, gerando perturbações e doenças em seus instrumentos de expressão."
Porque com a cura física, muitas pessoas se atiram de novo ao desregramento, voltando a se prejudicarem. Mas quem aprende que precisa se aprimorar espiritualmente na prática do Bem e nisso se empenha, quer alcance ou não a cura do corpo, encontrará o caminho para a cura verdadeira e duradoura, a manutenção do equilíbrio em seu espírito imortal. Portanto, empenhemo-nos em curar males físicos, se possível. Mas lembremos, porém, que o Espiritismo “cura sobretudo as moléstias morais”. Não queiramos dar maior importância à cura de corpos do que ao fim principal do Espiritismo, que é “tornar melhores aqueles que o compreendem.”
CADA CENTRO ESPÍRITA TEM UM MÉTODO DE APLICAR O PASSE? Alguns sim, mas o movimento espírita, como todo movimento é conduzido por humanos, cada qual num grau de evolução, conseqüentemente, a interpretação será conforme seu entendimento. Mas, José Herculano Pires no livro “Obsessão, O Passe e a Doutrinação” explica que: “o passe espírita não comporta as encenações e gesticulações que hoje envolvem alguns teóricos improvisados, geralmente ligados a antigas correntes espiritualistas de origem mágica ou feiticista. Os espíritos realmente elevados não aprovam nem ensinam essas coisas, mas à prece e a imposição das mãos.”
MAS, ANDRÉ LUIZ NARRA EM VÁRIOS LIVROS, COMO POR EXEMPLO “NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE” CAP. 17, A APLICAÇÃO DE PASSES LONGITUDINAIS. POR QUE NÃO FAZER O MESMO? Precisamos compreender que o ângulo de observação de André Luiz é do plano espiritual. Quando ele se refere a outro tipo de passe, os “passistas” são sempre espíritos desencarnados, que podem ver o funcionamento de nossos órgãos, o que para nós, encarnados, não é possível. Além do mais, como disse J. Herculano Pires:“a técnica do passe não pertence a nós, mas exclusivamente aos Espíritos Superiores. Só eles conhecem a situação real do paciente, as possibilidades de ajudá-lo em face de seus compromissos nas provas, a natureza dos fluidos de que o paciente necessita e assim por diante.” Por exemplo: quando tomamos um comprimido para dor de cabeça, este não precisa ir para a cabeça para agir. Assim é o PASSE, que é aplicado no alto da cabeça (coronário), e os espíritos se encarregam em levar os fluidos ao local do corpo necessitado.
O PASSE ESPÍRITA UTILIZA MACA? Não. Este método é utilizado na terapia holística chamada Reiki. Os adeptos desta terapia acham as filas de espera do passe espírita muito impessoal. Por isso, utilizam maca, onde o paciente recebe energia com hora marcada, música relaxante e essências aromáticas.
O PASSE REIKI TAMBÉM CURA? Sim, também faz os doentes saírem física e mentalmente recuperados. Deus não beneficia só os espíritas ou os freqüentadores da casa espírita. Cabe a nós, espíritas, respeitarmos as mais diversas modalidades e formas de cura. São meios úteis de minimizar o sofrimento alheio.
SE É BOM, POR QUE O ESPIRITISMO NÃO ADOTA TAL MÉTODO? Porque o passe espírita também é bom e para ser bom aprendemos que não precisa de recursos materiais. Os espíritas precisam ajudar a renovação das idéias religiosas e não conseguirão isso, se ocultar o que já conhecem e se cederem sempre aos atuais costumes ou novidades. Além do que, o espírita tem o dever de não ficar preso às fórmulas religiosas que nada mais lhe significam como: maca, lâmpadas coloridas, etc., que fazem função de amuletos. Divaldo numa entrevista dada ao Correio Espírita disse: “deve-se evitar, quanto possível, a exposição de lâmpadas coloridas, no pressuposto de realizar-se ação cromoterapêutica.” Vejamos o que disse José Herculano Pires, no mesmo livro acima citado: “Todas essas tolices decorrem essencialmente do apego humano às formas de atividades materiais. O passista consciente, conhecedor da doutrina e suficientemente humilde compreende que ele pouco sabe a respeito dos fluidos espirituais, e o que pensa saber é simples pretensão orgulhosa, limite-se à função mediúnica de intermediário. Muitas vezes os Espíritos recomendam que não façam movimentos com as mãos e os braços para não atrapalhar os passes.”
No livro Opinião Espírita, cap. 25, André Luiz diz: "Muitos, companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia da práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo."
Ultimamente estamos encontrando muitas novidades no meio espírita. Há, por exemplo, quem acredite que a desobsessão e o passe espírita pararam no tempo, conseqüentemente, precisam de ajuda. Perguntemos: ALLAN KARDEC ESTÁ ULTRAPASSADO? J. Herculano Pires responde: “O Kardec superado, dos espíritas pretensiosos dos nossos dias está sempre na dianteira das conquistas atuais. O Espiritismo é a Ciência e acima de tudo a Ciência que antecipou e deu nascimento a todas as Ciências do Paranormal, desde as mais esquecidas tentativas científicas do passado até a Metapsíquica de Richet e a Parapsicologia atual de Rhine e McDougal. Qualquer descoberta nova e válida dessas Ciências tem as suas raízes no O Livro dos Espíritos. Todos os acessórios ligados à prática tradicional do passe devem ser banidos dos Centros Espíritas sérios. O que nos cabe fazer nessa hora de transição da Civilização Terrena não é inventar novidades doutrinárias, mas penetrar no conhecimento real da doutrina, com o devido respeito ao homem (Kardec) de ciências e cientista eminente que a elaborou, na mais perfeita sintonia com o pensamento dos Espíritos Superiores.”).
Então, queremos esclarecer, que não somos contra métodos, técnicas, rituais, etc., adotados por outras seitas, religiões, terapias holísticas ou alternativas. A Doutrina nunca diz ser “contra” alguma coisa, no máximo “não é favorável”. Ela nunca diz “não pode”, no máximo diz “não deve”. Pregamos o livre arbítrio, portanto, temos obrigação de exercê-lo. Mas, não é por respeitarmos que as adotaremos. Não queremos impor aquilo que acreditamos a ninguém, mas não queremos que nos imponham o que não aceitamos. Não gostaríamos de ver implantado na Casa Espírita o que não pertence a ela. Mas aquele que acredita ser certo o que pratica, não deve se melindrar com opinião contrária, “a cada um segundo sua consciência”. Portanto, gostaríamos que todos compreendessem que não escrevemos para criticar, ofender, brigar, até porque este não é o intuito da Doutrina Espírita. Escrever textos espíritas e omitir o que o “Espiritismo” prega para não desagradar este ou aquele, seria covardia da nossa parte e falta de caridade com o Espiritismo. Apenas utilizamos este meio de comunicação para tirarmos dúvidas e divulgarmos a Doutrina dos Espíritos como ela é aos espíritas, não-espíritas, simpatizantes e até não-simpatizantes. “A maior caridade que podemos fazer ao Espiritismo é sua divulgação”, disse Emmanuel. Portanto, a pratiquemos com respeito e responsabilidade.


COMPILAÇÃO DE RUDYMARA



MACUMBA NÃO É PRÁTICA ESPÍRITA


MACUMBA PEGA?
Antes de mais nada, macumba é um instrumento africano de percussão e macumbeiro é quem toca este instrumento.

Mas, no sentido de trabalho espiritual, precisamos esclarecer que mediunidade não é propriedade dos espíritas. Há médiuns espíritas e médiuns que não são espíritas. Esse tipo de “trabalho” não se encontra nas Casas Espíritas, e sim em algumas casas espiritualistas. Seria incoerente falar de Jesus que ensinou a perdoar, amar o próximo e o inimigo, etc. e prejudicar alguém.
Espiritismo deve ser entendido como a Doutrina surgida na França, cujo ensinamentos foram trazidos pelos Espíritos e organizados por Allan Kardec nos 5 livros: "O Livro dos Espíritos", "O Evangelho Segundo o Espiritismo", "O Livro dos Médiuns", "A Gêneses", "O Céu e o Inferno".
O Espiritismo não tem: dogmas, rituais, vestes especiais, cálice com vinho ou qualquer bebida alcoólica, incenso, mirra, fumo, altares, imagens, andores, velas, procissões, trabalhos espirituais, talismãs, amuletos, sacrifício animal, santinho, horóscopo, cartomancia, quiromancia, astrologia, numerologia, pagamento de promessas, despachos, riscos de cruzes e pontos, não tem curas espirituais milagrosas, fórmulas mágicas para resolver problemas sentimentais ou financeiros, etc.
O que o Espiritismo explica, em relação a este tipo de "trabalho" é que, os agentes das sombras (espíritos malfazejos), contratados para fazer o mal, não têm o poder de criar o mal. Apenas alimentam o mal que há na pessoa.
Ninguém faz mal para ninguém, porque o mal só nos atinge porque está dentro de nós.
Jamais seremos induzidos à violência se conquistamos a mansuetude.
Por exemplo: Se um chefe de família envolve-se com uma jovem bela e volúvel que o seduziu, e que pretende afastá-lo do lar. Imaginemos esta moça, contratando um “despachante do além”, com a ajuda de um médium habituado a evocar Espíritos para empreitadas menos dignas. Foi acertado que o alvo seria “amarrado” num emaranhado passional (relativo à paixão). A jovem, age de maneira egoísta, porque não está nem um pouco preocupada com o fato de que, atingindo seu objetivo, destruirá um casamento, traumatizando crianças e deixando uma esposa infeliz. Pensa nela mesma, na satisfação e nos benefícios que possa colher naquela relação indigna. O chefe de família foi envolvido. Mas nem a jovem, nem o médium, nem o Espírito evocado exerceram influência irresistível sobre este homem, ou seja, os espíritos não criam o adultério ou obrigaram o homem a adulterar. Apenas exploram a tendência da pessoa (do chefe de família) à infidelidade.
Imaginemos alguém à beira de um precipício. Nenhum Espírito vai jogá-lo no abismo. Apenas poderá sugerir dizendo: “Salte! Veja como é bom! Você experimentará a sensação de voar! Um prazer indescritível!” Infelizmente, muitos, aceitando convites assim, de desencarnados e de encarnados, mergulham em paixões e viciações. Experimentam, passageiramente, prazeres e alegrias, nos domínios das sensações. Invariavelmente, entretanto, “esborracham-se” no fundo do abismo, comprometidos em renitentes perturbações e angústias que lhes amarguram a existência.
Mas, a esposa não é vítima nesta trama? Aparentemente, sim. Mas, sob a óptica espiritual, onde está a realidade, podemos considerar que há sempre um componente cármico em nossas dores. O que nos parece um grande mal pode ser apenas o resgate de débitos relacionados com o passado. Quem sabe terá ela própria destruído lares alheios, em existências anteriores. Ninguém sofre injustamente. Mal legítimo, é o que fazemos de errado, contrariando as leis divinas, com o que contraímos pesados débitos. O que fazem contra nós, impondo-nos sofrimentos, converte-se em crédito no resgate de nossas dívidas, se bem administrado, ou seja, podemos diminuir nossas dívidas do passado se soubermos sofrer. Normalmente, numa situação dessa natureza, a esposa deixa-se dominar pelo ódio. Pensa em matar o marido. Matar a intrusa. Matar-se. Exige satisfações. Briga. Exaspera-se. Arma escândalo. Sobretudo, sente-se profundamente infeliz. Entra em estado de angústia e ansiedade. Desorienta-se. Fica doente. Reação muito humana, mas nela está a origem de seus desajustes, e de mais comprometimento com a lei divina. O que recomenda Jesus ante os males que nos façam? Todos sabemos. Está contido em pequeno verbo de grandioso alcance: Perdoar. Então, o que devemos fazer para evitar o nosso envolvimento com o mal? Jesus nos legou a fórmula perfeita para evitar o envolvimento com o mal: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.” É preciso exercitar constante vigilância, não no próximo, mas em nós mesmos. Vigiar nossos impulsos, as idéias que surgem em nossa mente, nossos desejos, tendo por parâmetro a moral evangélica que nos oferece o roteiro ideal para uma existência equilibrada e feliz. Em qualquer atitude que tivermos de tomar, perguntemos: "O que cogitamos é compatível com o Evangelho?" Se a resposta for negativa, detenhamo-nos imediatamente em oração, rogando a Deus forças para resistir à tentação. E Deus, que criou o Bem, nos ajudará para que ninguém, aqui ou no além, induza-nos a fazer o que não deve ser feito. Deus não interfere em nosso livre arbítrio. Ele deixa para nós escolhermos o caminho que desejarmos trilhar. Isto chama-se livre arbítrio. Então, "macumba" pega se deixarmos pegar.

(Texto baseado no texto de Richard Simonetti)


Observação: O Espírito evocado não exerce uma influência irresistível sobre uma pessoa, ele apenas explora a tendência da pessoa, ou seja, se a pessoa gosta de bebidas alcoólicas, este Espírito irá "sugerir" que esta pessoa beba sempre, até causar um mal á saúde dela ou á vida dela; se uma pessoa é negativa, só fala em se matar, este Espírito só irá "sugerir" que esta pessoa se mate. Então, o mal que devemos temer, é o mal moral, que ainda se encontra em nossa vida. Os Espíritos farejam as chagas que se encontram em nossa alma. Muitos acham mais fácil pagar para alguém "afastar" o Espírito obsessor do que esforçar-se para mudar de atitude. O certo é criar o hábito de orar, de manter o pensamento e atitude no bem do próximo e no nosso bem. Quando soubermos que alguém tentou nos fazer mal, oremos por ela, é uma pessoa ignorante no assunto "amor ao próximo", está afastada de Jesus. Nós temos, infelizmente, a facilidade em acreditar no poder do mal do que no poder de Deus que é maior que qualquer força negativa. Mas, lembremos Deus não nos livra do Mal, Ele apenas mostra como devemos nos livrar desse mal. Deus não é babá de ninguém. Se Ele fizesse tudo por nós, ninguém se esforçaria para melhorar suas atitudes.




CURAS ESPIRITUAIS



André Luiz, conta no livro “Missionários na Luz”, cap. 12, a história de um Espírito que, em sua última encarnação, cometeu revoltante crime, assassinando um pobre homem a facadas na região do estômago. Este ato impensado levou este Espírito a grandes aflições, porque a vítima desencarnada o obsedou dia a dia até sua desencarnação. E após sua desencarnação, além do remorso natural, foi para regiões umbralinas, sofrendo ali grandes aflições também. Depois de muito tempo, quando estava consciente do erro que cometeu, ajudou sua vítima "diminuindo" assim seu débito. Então, para reparar de vez o crime, ele pediu que, na sua nova encarnação, desencadeasse nele, uma úlcera de importância que começaria a incomodá-lo logo que chegasse à maioridade física. Carregaria a própria ferida, conquistando, dia a dia, a necessária renovação. Sofreria e lutaria incessantemente, desde a eclosão da úlcera até sua desencarnação.

Imaginemos então, este Espírito já encarnado. Devido ao esquecimento ao reencarnar, provavelmente, procurará a cura para sua doença na medicina e não encontrará. Então, certamente dirá: “Estes médicos, não sabem nada, porque são todos mercenários!” Ele talvez, procurará fazer promessas na Igreja Católica, e nada . . . Talvez fará oferta no templo protestante, e nada . . . Talvez tomará passes na Casa Espírita, e nada também. Se for adepto da saúde, não fumando, não bebendo, ingerindo alimentos saudáveis, fazendo exercícios físicos, etc., alguém dirá: "Tá vendo! O que adiantou cuidar da saúde? Por isso, fumo, bebo, como de tudo . . ."
Esta atitude é comum, para quem não vê além da matéria.
Muitas vezes, o Centro Espírita mal orientado se dedica quase que inteiramente à tentativa das curas físicas pela ação mediúnica, sem considerar que:
· as enfermidades não acontecem por acaso; elas refletem condições espirituais; guardam relação com o estado evolutivo do ser; revelam carências, lesões, perturbações espirituais com origem nesta ou em existências anteriores; serve de freio ou de prova para evoluir mais rápido e, portanto, nem todos os doentes poderão ser curados. Se não explicarmos estes detalhes aos que procuram a cura nas Casas Espíritas, corremos o risco de sermos chamados de charlatães, por aqueles que não alcançarem o almejado.
· a Casa Espírita existe não para tratar de corpos mas de almas, porque o Espiritismo cura, sobretudo, os males morais.
Quando Joanna de Ângelis diz que "não há doenças, há doentes", ela quis dizer que a doença só aparece porque somos doente da alma. Porque ainda abrigamos ódio, rancor, mágoa, revide, abusamos da alimentação, das bebidas alcoólicas, etc. E estas transgressões, refletem no corpo físico através de doenças.
Divaldo Pereira Franco, no Livro “Diretrizes de Segurança”, recomenda que: “Não devemos trazer para o Espiritismo o que pertence aos outros ramos do conhecimento. A missão de curar é do médico. O espiritismo não veio competir com a ciência médica. Não devemos pretender transformar a casa espírita em nosso consultório médico.”
Mas afinal, porque há Centro Espírita que tem trabalho de cura espiritual e outro não?
Na verdade, todo Centro Espírita possui um trabalho de cura muito bem montada através da FLUIDOTERAPIA, que são os passes e a água fluidificada.
O magnetismo tem poder de cura, o próprio Allan Kardec nos fala na Revista Espírita e nas obras da codificação. Antes de estudar fenômenos espíritas, ele estudou magnetismo por mais de 30 anos. O Espiritismo não faz milagres; unicamente descobriu algumas leis que regem os fluidos e as aplica em benefício da humanidade sofredora.
Os médiuns curadores irradiam fluidos de alto poder magnético, dos quais os espíritos curadores se utilizam para a produção das curas e manipulação dos remédios fluídicos.
Os que estão recebendo o passe deverão ligar seu pensamento ao alto, para ajudar a receptividade. De pensamento elevado, o magnetismo penetra mais facilmente. E de pensamento negativo, dificulta a penetração dos fluidos. Os doentes incuráveis (sabemos que nem todos receberão a cura) encontrarão profundo alívio no passe e na água magnetizada.
Vejamos o que diz Marlene Nobre, médica e presidente da AME-Brasil e do jornal Folha Espírita, dirigente do centro espírita Cairbar Schutel-S.P sobre cirurgias espirituais dentro das casas espíritas: “Nos centros espíritas que verdadeiramente estudam Kardec as pessoas não tem o aparato das cirurgias espirituais, elas tem, com certeza, assistência gratuita de todos os serviços e a mesma cura, quando são “merecedoras” disso. Pelo que se tem visto, é preferível os trabalhos de FLUIDOTERAPIA dos centros espíritas. Quanto às cirurgias espirituais executadas com cortes e introdução de objetos, não são aceitas pela AME (Associação Médica Espírita), acredita-se que a intervenção (a cura) pode se dar sem esses objetos.”
Quanto às terapias alternativas (cromoterapia, cristalterapia, fitoterapia, aromaterapia, florais de Bach e outros), podem ter alguns pontos concordantes com o conhecimento espírita, caberá à ciência definir; não são, porém, atividade própria do centro espírita, porque, além de curar corpos não ser o objetivo primordial do Espiritismo, essas terapias requerem profissionais habilitados e locais apropriados e, no centro espírita, estariam desviando finalidades.
Existiu uma época que houve curas espirituais que tinham a função de atrair e convencer os descrentes da existência de um mundo espiritual. Mas agora o ser humano despertou a consciência para essa vida espiritual.


Rudymara