domingo, 30 de novembro de 2014

POR QUE SOMOS AINDA TÃO INTOLERANTES?

 
Porque ainda vemos o cisco no olho do nosso vizinho e não enxergamos a trave no nosso. Gostamos de comentar só o lado desagradável e desairoso das pessoas, e isso até nos dá prazer. Isto mostra que ainda temos muito que aprender e vivenciar dos pedidos do Cristo. Mostra também o grau evolutivo do intolerante. "Incontestavelmente, é o orgulho que leva o homem a dissimular os seus próprios defeitos, tanto morais quanto físicos". (Allan Kardec).
A intolerância doentia é um sintoma indicativo de que algo muito sério precisa ser corrigido dentro do nosso próprio ser. Por que exigimos perfeição dos que nos rodeiam e somos complacentes com nossos abusos? Sejamos primeiro rigorosos conosco e, então, compreensivos com os outros.
O intolerante não perdoa, nem mesmo atenua as falhas humanas e, por isso, falta-lhe a moderação nas apreciações para com o próximo. Vê apenas o lado errado das pessoas, o que em nada estimula o bem proceder. A fácil irritação é também um aspecto predominante do tipo intolerante. O senso de análise e de crítica é nele muito forte. Na sua maneira de ver, quem erra tem que pagar pelo que fez. Não há considerações que possam aliviar uma falta.
 
 
Ney P. Peres
 
 
OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: O intolerante vive como se ele ou os seus entes queridos nunca errassem. Para seus erros e de seus familiares ele sempre tem uma desculpa. É a trave que Jesus mencionou. Por isso, vemos tanta intolerância com o negro, o índio, o homossexual, etc.
Eles agem como se as pessoas tivessem que ser da cor, da raça que eles querem e que sua opção sexual, religião, pensamento devem ser como a dele. Vivem como crianças mimadas, e como toda criança mimada, egoístas.
Será que o intolerante usa com responsabilidade e respeito sua sexualidade? Não trai, não são promíscuos, não se prostituem, não trocam de parceiros a cada balada ou procuram prostitutas? Será que a cor da pele do intolerante o faz mais honesto, íntegro, respeitoso, caridoso do que os de outra raça? etc etc etc
Portanto, basta de ignorância. Com o fim da ignorância eliminaremos a intolerância.
 
 
 

 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

PODEMOS MUDAR DE RAÇA A CADA ENCARNAÇÃO


Não há porque cultivar discriminações, não só porque temos todos a mesma origem, que se perde na noite dos tempos, mas sobretudo porque a Lei Divina determinará implacavelmente que reencarnemos entre aqueles que discriminamos. Há inúmeros relatos em obras mediúnicas, dando-nos notícias de fazendeiros que judiavam dos negros e retornaram como escravos africanos. Anti-semitas voltam como judeus para sentir na própria pele o que é esse preconceito. Da mesma forma, judeus convictos de que pertencem a uma raça superior, escolhidos por Deus, ressurgem no seio dos povos que julgam inferiores. Enfim, podemos ressurgir na Terra como negra, branca ou amarela, em qualquer continente ou região, de conformidade com nossos compromissos e necessidades.
Aprendemos com Jesus que o amor ao próximo equivale a amar a Deus. Isso significa que é absolutamente impossível reverenciar o Criador discriminando suas criaturas.
(Richard Simonetti)

ENSINE SEU FILHO A NÃO SER PRECONCEITUOSO


 
O preconceito, a intolerância, a agressão física e psicológica sobre alguém é prova que ainda não aprendemos a amar o próximo.
Amar significa respeitar, aceitar, cuidar, ajudar, compreender, amparar aqueles que convivem conosco no mundo.
Os pais devem ter cuidado com os comentários preconceituosos que fazem perto dos filhos.
A educação moral religiosa deles deve começar no lar principalmente através do exemplo dos pais e daqueles que convivem com eles.
Quando nossos filhos vão pela primeira vez na escola devemos conversar com eles explicando que encontrarão coleguinhas de cor de pele, de cabelo, de olhos diferentes, que podem ter defeitos físicos e mentais, enfim, e explicar que são todos filhos de Deus assim como eles são. E que Deus nos faz todos diferentes, mas que devemos tratar todos iguais, sem risos, piadas, humilhações e violência. Que Deus fica muito triste quando deixamos qualquer filho Dele triste. Mais tarde explicar a lei de causa e efeito e, consequentemente, a reencarnação. Só assim entenderão que na próxima encarnação estarão habitando um corpo diferente e este corpo pode ser de cor de pele diferente, pode trazer algum defeito físico, etc.
Devemos, por exemplo, perguntar ao nosso filho: “Você gostaria que seus coleguinhas rissem de você? Que batessem em você?” E aproveitar a resposta dele, que geralmente é "NÃO", para dizer: “Então não devemos fazer ao nosso coleguinha o que não queremos que façam com a gente.”
Que cada pai e/ou mãe explique "em casa", segundo a visão religiosa de cada um, pedindo o mesmo respeito que pedimos aos negros, índios, obesos, enfim, aos "diferentes" de nós. Afinal, também somos diferentes para outras pessoas.
 
 
Rudymara
 
 
 
 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

MÉDICO SE VESTE COMO MENDIGO PARA CUIDAR DA SAÚDE DE MORADORES DE RUA


O doutor Jim Withers, fundador da “medicina de rua”, elevou o nível de benevolência humana e carinho com o próximo. Há vinte anos, esse médico cuida das vidas de quem mais precisa de ajuda: moradores de rua.
De acordo com sua filosofia, a melhor forma de tratar  essas pessoas é no lugar onde elas vivem. Por isso, seu objetivo não é esperar em seu consultório por visitas e sim ir ao encontro de quem carece de ajuda pelas ruas de Pittsburgh. Para isso, ele enche uma mochila com remédios e mantimento, mas o tradicional jaleco branco dá lugar roupas surradas, tudo para ficar mais próximo dos moradores de rua, segue ao encontro desses seres humanos carentes todos os dias.
O Street Medicine Institute é uma organização sem fins lucrativos que coordena e avoluma as atividades como a do doutor Withers. Empresas do ramo farmacêutico patrocinam o instituto, melhorando as práticas médicas de rua.
OBSERVAÇÃO: "Tudo o que fizerdes a um destes pequeninos, a mim fizerdes" disse Jesus.
"O médico verdadeiro não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto. O que não atende por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou tempo, ficar longe, ou no morro; o que sobretudo pede um carro a quem não tem como pagar a receita, ou diz a quem chora à porta que procure outro – esse não é médico, é negociante de negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros os gastos da formatura. Esse é um desgraçado, que manda, para outro, o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vaivens da vida" disse Bezerra de Menezes, o médico dos pobres.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA


Jesus contou esta parábola:

“Um pai de família empregou vários trabalhadores, em várias horas do dia, uns pela manhã, outros à tarde, e ainda outros no final da tarde que estavam sem fazer nada. No fim do dia, pagou para todos a mesma quantia. Os que trabalharam desde cedo reclamaram e o pai de família disse:
- Acaso teu olho é mau, porque sou bom? (Ele quis dizer: “Por acaso, você está com inveja, porque estou sendo bom?)
E Jesus termina a parábola dizendo: “Assim os últimos serão os primeiros e os primeiros serão últimos.”
"Á primeira vista, pode parecer que Jesus, nesta parábola, esteja consagrando a arbitrariedade e a injustiça. Já que o senhor da vinha pagou mais para quem trabalhou menos horas e pagou menos para quem trabalhou mais horas.
Mas, Jesus quis mostrar que, Deus não faz questão da quantidade do trabalho, mas sim da qualidade. Os que trabalharam na vinha, desde a manhã até à noite, não mereceram maior salário que os que trabalharam uma hora, dada a qualidade do trabalho.
Esta parábola, em parte, dirige-se muito bem aos espíritas. Quantos deles por aí andam, sem estudo, sem prática, sem orientação, fazendo obra contrária ao que se pretende e ao mesmo tempo abandonando seus interesses pessoais, seus deveres de família, seus deveres de sociedade!
Chega-se a encontrar médiuns mistificadores que exploram a saúde pública; ora são os “gênios” capazes de abalar os céus para satisfazer a curiosidade dos ignorantes. Há uma outra ordem de espíritas que encerram-se entre quatro paredes, não estudam, não lêem, e passam a vida a doutrinar espíritos. Há Centros que se orgulham de ter muitos assistidos buscando cestas básicas todos os meses. Mas o importante é saber se não estamos viciando estes assistidos na ociosidade, na preguiça, na acomodação, no vício. Pois, não é a quantidade que importa, mas a qualidade da caridade que fazemos. Enfim, são muitos os que trabalham, mas poucos os que ajuntam, edificam, tratam como devem a vinha que foi confiada à sua ação.
Há espírita que está há anos no Centro Espírita e pouco ou nada faz dentro e fora dele e, o que faz, muitas vezes, não condiz com a doutrina dos espíritos. Outros chegam e em pouco tempo realizam trabalhos grandiosos. Qual salário que ambos trabalhadores receberão? “A cada um segundo suas obras.” Isto serve também a trabalhadores de outras religiões. A lei divina exalta a qualidade e não a quantidade.
Como vemos, a remuneração igual, aqui, é de inteira justiça."
(Cairbar Schutel)

Explicação de Rudymara: O pai de família é Deus; a vinha somos nós, a Humanidade; e o trabalho, é a conquista das virtudes que devem enobrecer nossas almas. Para alcançarmos estas virtudes, uns utilizam menos tempo, outros mais, para cumprir seus deveres perante a lei divina. O prêmio é um só: a conquista do Reino dos Céus, ou seja, a alegria espiritual porque conquistamos a evolução. Este texto está nos mostrando a importância da reencarnação: Todos somos trabalhadores da vinha do Senhor. Todos nós estamos sendo chamados a trabalhar nesta vinha a muitas encarnações. Os trabalhadores da 1ª hora são os que não souberam aproveitá-las, perdendo as oportunidades que lhes foram concedidas para se regenerarem e progredirem. Os trabalhadores contratados posteriormente simbolizam os espíritos que, em menor número de encarnações, fizeram melhor uso do livre arbítrio, caminhando em linha reta, sem se perderem por atalhos e desvios, sem errar tanto. Jesus quis mostrar que, Deus não faz questão da quantidade do trabalho, mas sim da qualidade. Os que trabalharam na vinha, desde a manhã até à noite, não mereceram maior salário que os que trabalharam uma hora, dada a qualidade do trabalho. Assim se explica porque os primeiros poderão ser os últimos, e os últimos os primeiros. Exemplo: Matriculam-se numa escola vários alunos na 1ª série, que são preguiçosos, faltosos. No outro ano matriculam-se outros alunos também na 1ª série, mas que são estudiosos, disciplinados. Os preguiçosos que entraram primeiro na escola foram repetindo o ano e ficaram para trás. E os últimos, que são estudiosos e esforçados passaram de ano e receberam o diploma antes dos outros que entraram antes deles. Os que entraram por último na escola foram os primeiros a receber o diploma, e os que entraram primeiro foram os últimos.
Portanto, estamos sendo chamados a cada encarnação a este trabalho. Uns desde pequeno, outros na juventude; outros na maturidade; e outros na velhice. Qualquer tempo é oportuno para cuidarmos do aperfeiçoamento de nossas almas, e, mesmo que estejamos velhinhos, desde que aceitemos, com boa disposição, o convite para o trabalho, haveremos de fazer merecer ao salário divino, que é o Reino dos Céus (paz interior), já que o reino está dentro de nós, como disse Jesus.
Ex: Allan Kardec, que iniciou seu trabalho de Codificar a Doutrina Espírita aos 50 anos.

sábado, 1 de novembro de 2014

VISITAR CEMITÉRIO

 
 
O hábito de visitar os mortos, como se o cemitério fosse sala de visitas do Além, é cultivado desde as culturas mais remotas. Mostra a tendência em confundir o indivíduo com seu corpo. Há pessoas que, em desespero ante a morte de um ente querido, o "VISITAM" diariamente. Chegam a deitar-se no túmulo. Desejam estar perto do familiar. Católicos, budistas, protestantes, muçulmanos, espíritas - somos todos espiritualistas, acreditamos na existência e sobrevivência do Espírito. Obviamente, o ser etéreo não reside no cemitério. Muitos preferem dizer que perderam o familiar, algo que mostra falta de convicção na sobrevivência do Espírito. Quem admite que a vida continua jamais afirmará que perdeu alguém. Ele simplesmente partiu. Quando dizemos "perdi um ente querido", estamos registrando sérios prejuízos emocionais. Se afirmarmos que ele partiu, haverá apenas o imposto da saudade, abençoada saudade, a mostrar que há amor em nosso coração, o sentimento supremo que nos realiza como filhos de Deus. Em datas significativas, envolvendo aniversário de casamento, de morte, finados, Natal, Ano Novo, dia dos Pais, dia das Mães, sempre pensamos neles.
 
PODEMOS CHORAR? Podemos chorar, é claro. Mas saibamos chorar. Que seja um choro de saudade e não de inconformação e revolta. O choro, a lamentação exagerada dos que ficaram causam sofrimento para quem partiu, porque eles precisam da nossa prece, da nossa ajuda para terem fé no futuro e confiança em Deus. Tal comportamento pode atrapalhar o reencontro com os que foram antes de nós. Porque se eles nos visitar ou se nós os visitarmos (através do sono) nosso desequilíbrio os perturbará. Se soubermos sofrer, ao chegar a nossa vez, nos reuniremos a eles, não há dúvida nenhuma.
 
ENTÃO OS ESPÍRITAS NÃO VISITAM O CEMITÉRIO? Nós espíritas não visitamos os cemitérios, porque homenageamos os “vivos desencarnados” todos os dias. Mas a posição da Doutrina Espírita, quanto as homenagens (dos não espíritas), prestadas aos "MORTOS" neste Dia de Finados, ao contrário do que geralmente se pensa, é favorável, DESDE QUE SINCERAS E NÃO APENAS CONVENCIONAIS.
 
 
 
Compilação de Rudymara retirada de respostas de Richard Simonetti / Divaldo Franco
 
 
 
 
 

ONDE OS ENTES QUERIDOS DESENCARNADOS GOSTAM DE SER LEMBRADOS?


Os Espíritos disseram a Kardec (em O Livro dos Espíritos) que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam o ato de achar que os "mortos" estão no cemitério. E declaram que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos. Há espíritos que só são lembrados nesta data, por isso, gostam da homenagem; há espíritos que gostariam de serem lembrados no recinto do lar. Porque, se ele desencarnou recentemente e ainda não está perfeitamente adaptado às novas realidades, irá sentir-se pouco à vontade na contemplação de seus despojos carnais; Espíritos com maior entendimento, pedem que usemos o dinheiro das flores em alimento aos pobres. Portanto, usemos o bom senso em nossas homenagens. Com a certeza que ELES VIVEM. E se eles vivem, nós também viveremos. E é nessa certeza que devemos aproveitar integralmente o tempo que estivermos encarnados, nos esforçando para oferecer o melhor de nós em favor da edificação humana. Só assim, teremos um feliz retorno à pátria espiritual.
Rudymara







A MORTE FÍSICA NÃO SEPARA OS AFETOS