quinta-feira, 31 de outubro de 2013

JOANNA D'ARC FOI CONSIDERADA UMA BRUXA

 
Havia uma grande preocupação da Igreja Católica em manter os dogmas de fé e um ideal moral, sentindo haver na época uma forte tendência em se acreditar no sobrenatural.
Para patentear sua força, a Igreja precisava de um órgão mais eficaz que os tradicionais tribunais de conventos e acabou encontrando no Tribunal da Santa Inquisição, existente em todas as partes da Europa da Idade Média, um meio de punir os hereges, como eram chamados todos aqueles que, sob qualquer forma, faziam oposição a uma verdade de fé ou a um dogma já firmado. A morte na fogueira tornou-se a punição. Em diversas vezes, a severidade com que as normas foram aplicadas levou à fogueira pessoas inocentes declaradas hereges.
Joana D’arc, por exemplo, por interesses políticos, foi entregue ao Tribunal da Santa Inquisição. Sob a presidência de Pierre Cauchon, bispo de Beauvois e aliado dos ingleses, liderando um juri composto por 70 conselheiros religiosos, o tribunal reuniu-se em fevereiro de 1431. Sob a acusação de usar roupas masculinas e por afirmar que suas visões e profecias eram revelações divinas (ela era médium), o interrogatório da acusada foi uma verdadeira tortura mental, destinado a confundi-la e levá-la ao desespero. A jovem enfrentou com inteligência e coragem seus inquisidores, sustentando até o fim que as vozes não a haviam enganado.
Considerados os representantes de Deus na Terra, os membros do Tribunal da Santa Inquisição jamais aceitariam o fato de uma mulher obedecer diretamente a vozes celestiais sem o devido respeito à Igreja. Declarada bruxa e herética, foi condenada à morte na fogueira, sob a alegação de que só pelas chamas se destrói uma feiticeira.
 
 
OBSERVAÇÃO: Acredita-se, no meio espírita que, Judas reencarnou como Joana D’Arc (1412-1431) que, à semelhança de Jesus, foi traída, humilhada e morta. Só não foi crucificada. Morreu numa fogueira.
Quitando, assim, seus derradeiros débitos.
 
 
Compilação de Rudymara
 
 
 
 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

OS NOSSOS INTERESSES


 
ISTO ACONTECE MUITO NAS CASAS RELIGIOSAS....QUANDO A PESSOA TEM INTERESSE EM ALGUMA COISA....ELA PROCURA MEIOS PARA IR E FREQUENTAR.....MAS QUANDO A PESSOA NÃO TEM INTERESSE.....ELA DÁ DESCULPAS PARA NÃO IR AJUDAR E SE AJUDAR....
 
Rudymara
 
 

domingo, 27 de outubro de 2013

COMO PAIS IMPERFEITOS PODEM SER BONS EDUCADORES?



O Espiritismo é uma doutrina que nos coloca no dever de sempre caminhar. Não nos pede santidade para abraçar a tarefa educativa. Pede-nos apenas caminhar, e, a cada passo dado no rumo do progresso, surge o convite ao trabalho dentro do que já conquistamos, atribuindo oportunidades de adquirir as virtudes que ainda não trazemos na alma. O erro não está em ter imperfeições, mas em algemar-se à preguiça e não buscar melhorar-se.
A necessidade fundamental do educador passa a ser a própria iluminação.
Vejamos o alerta de Emmanuel: “na sagrada missão de ensinar, instruem o intelecto, mas, de um modo geral, ainda não sabem iluminar o coração dos discípulos, por necessitados da própria iluminação.”
Não é preciso ser catedrático ou um “espírito perfeito” para a tarefa educativa: pede-se, no entanto, o intensivo esforço da reforma íntima, com maior autodomínio, disciplina dos sentimentos egoísticos e inferiores, extermínio das paixões e a gradativa aquisição de conhecimentos elevados.
Conforme uma das mais belas asserções de Kardec: “reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações.”
Reconhecemos os verdadeiros pais/educadores não pela santidade, mas pelo ESFORÇO e pela DISCIPLINA que trouxerem como bagagem, os quais serão os alicerces firmes e sólidos da EDUCAÇÃO. São valores reconhecidos pelos que buscam acertar na tarefa. Até conhecida frase do domínio público prega que a educação é a disciplina do hábito.
Então, devemos ter sempre conosco a legenda “Educar-se para educar”, a fim de não esquecermos nossa necessidade de progresso. E, a cada avanço na jornada evolutiva, melhoramos nossa condição de educadores.
Através do próprio burilamento, estaremos melhorando nossa condição de pais/professores, para desempenhar mais decisivamente as obrigações. E honrar o galardão da educação é preparar a construção de um mundo melhor, pois somente com o amparo e socorro moral às gerações futuras é que estaremos efetivamente acendendo a lâmpada da renovação da humanidade, extinguindo as trevas da ignorância, da falta de fé e da pobreza de valores morais no mundo.
 
 
Joamar Zanolini Nazareth
Do livro: Um desafio chamado família
 
 
 
 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

EPILEPSIA NA VISÃO ESPÍRITA


A epilepsia é uma das enfermidades mais antigas da humanidade. Na antiga Babilônia, eram feitas restrições ao casamento de pessoas epilépticas, com o argumento de que eram possuídas pelo demônio. Já na Idade Média, a epilepsia era considerada uma doença mental e contagiosa, visão que persiste nos tempos atuais nas pessoas desinformadas.
Na Bíblia, encontramos a passagem do “menino epiléptico”, narrada por Mateus (17: 14 a 19), na qual Jesus, “tendo ameaçado o demônio, fez com que ele saísse da criança, que foi curada no mesmo instante”. No livro A Gênese, Allan Kardec explica que a “imensa superioridade do Cristo lhe dava tal autoridade sobre os espíritos imperfeitos, chamados então de demônios, que lhe bastava ordenar que se retirassem para que não pudessem resistir a essa injunção”.
Para nós, espíritos em aprendizado, fazer uma desobsessão é mais complexo. Precisamos ter uma ajuda espiritual e muito carinho com nossos semelhantes, pois o verdugo de hoje foi vítima ontem. Para sabermos se o problema é um processo obsessivo ou carma, devemos analisar os tipos de reencarnação: expiação, provação e missão. A expiação é o resgate, por meio da dor, de erros cometidos em outras existências. Pela provação, temos provas voluntariamente solicitadas pelo espírito, as quais, se bem suportadas, resultarão em seu progresso espiritual. A missão é a realização de qualquer tarefa, de pequena ou grande relevância. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas.
A medicina descreve uma crise epiléptica como uma desordem cerebral, causada por descarga elétrica anormal, excessiva e transitória das células nervosas, decorrente de correntes elétricas que são fruto da movimentação iônica através da membrana celular. Existem diversos tipos de crises, como parciais, parciais e completas, generalizadas e tônico-clônicas.
Causas da epilepsia
As causas da epilepsia podem ser desde uma lesão na cabeça como um parto à fórceps. O uso abusivo de álcool e drogas, além de outras doenças neurológicas, também podem gerar a doença. Na maioria dos casos, entretanto, desconhece-se as causas que lhe dão origem. Muitas vezes, o paciente tem as convulsões e os exames realizados dão resultados normais. Divaldo Pereira Franco, no livro Grilhões Partidos, afirma que “mesmo nesses casos, temos que levar em conta os fatores cármicos incidentes para imporem ao devedor o precioso reajuste com as leis divinas, utilizando-se do recurso da enfermidade-resgate, expiação purgadora de elevado benefício para todos nós”.
Vale ressaltar que a medicina terrestre evoluiu, não só porque conta com a cirurgia, que é usada quando o resultado da medicação não foi satisfatório e o médico avalia as possibilidades de sucesso cirúrgico, mas por que os médicos têm se preocupado em adaptar o paciente à vida social e familiar, além da reabilitação aos estudos. Muitas vezes, envolvem vários profissionais de diversas áreas, como psicólogos, terapeutas etc., elucidando o paciente e sua família sobre a importância do uso dos remédios e o apoio dos pais nesta caminhada. Estes, inclusive, com receio das crises epilépticas, acabam dando uma superproteção ao filho, temendo que ele se machuque. Essa proteção é normal, mas deixa o epiléptico dependente dos genitores, tornando-o uma criança isolada e fechada.
Algumas pessoas, sem o devido estudo, alegam que a epilepsia é uma mediunidade que deve se desenvolver. Porém, conforme afirma Divaldo Pereira Franco em Grilhões Partidos, vale ressaltar que “não desconhecemos que toda enfermidade procede do espírito endividado, sendo a terapêutica espiritista de relevante valia. Porém, convém considerar que, antes de qualquer esforço externo, há que se predispor o paciente à renovação íntima intransferível, ao esclarecimento, à educação espiritual, a fim de que se conscientize das responsabilidades que lhe dizem respeito, dando início ao tratamento que melhor lhe convém, partindo de dentro para fora. Posteriormente e só então, far-se-á lícito que participe dos labores significativos do ministério mediúnico, na qualidade de observador, cooperador e instrumento, se for o caso”.
Existem processos perniciosos de obsessão que fazem lembrar um ataque epiléptico devido à igualdade da manifestação. Também com uma gravidade séria, ainda conforme as palavras de Divaldo, “ocorrência mais comum se dá quando o epiléptico sofre a carga obsessiva simultaneamente, graças aos gravames do passado, em que sua antiga vítima se investe da posição de cobrador, complicando-lhe a enfermidade, então com caráter misto”.
Independentemente do fato do epiléptico estar sob um processo obsessivo ou não, é importante a freqüência ao centro espírita para a reforma íntima e para receber aplicação de passes, que é uma transfusão de energias físio-psíquicas. Porém, mesmo com o tratamento espiritual, o epiléptico deve manter controle com a medicina terrestre, com a aplicação de anticonvulsivos, pois cada caso é um caso.
Reforma íntima
Pode-se fazer um tratamento de desobsessão e o inimigo do passado ser doutrinado, mas a dívida persistirá enquanto não for regularizada, como explica Divaldo no livro. “Considerando-se que o devedor se dispõe à renovação, com real propósito de reajustamento íntimo, modificando as paisagens mentais a esforço de leitura salutar, oração e reflexão com trabalho edificante em favor do próximo e de si mesmo, mudam-se-lhe os quadros provacionais e providências relevantes são tomadas pelos mensageiros encarregados de sua reencarnação, alterando-lhe a ficha cármica. Como vê, o homem é o que lhe compraz, o que cultiva”, descreve.
Gostaria de terminar dizendo para as pessoas que têm epilepsia e seus familiares que jamais desanimem, em momento algum, sobretudo nos momentos mais difíceis, onde a doença parece incontrolável. Os pais são o alicerce para o filho epiléptico e este só poderá obter a cura total ou parcial com o apoio dos familiares e muita fé em Deus.
Ao terminar de ler esta matéria, não se preocupe em ficar remoendo na mente sobre os atos que poderia ter feito no pretérito que lhe fizessem voltar com essa enfermidade. Cuide de sua reforma íntima e espiritual, para que, posteriormente, venha a trabalhar em prol dos mais necessitados. Dessa forma, além de se ajudar a evoluir espiritualmente, ajudará também muitas pessoas que virão ao seu socorro.
 
Marco Tulio Michalick
 

ALGUNS CASOS DE EPÍLEPSIA

Caso 1: Livro Grilhões Partidos, de Manoel P de Miranda
Caso Ester: moça, de 15 anos, previamente “normal”. Quadro súbito de contratura generalizada, palidez cutânea, sudorese abundante. Segue-se atitude agressiva do pai, a quem sempre tratou com carinho, seguida de palavras duras, gritos e agitação. Após a medicação injetável, ocorre sonolência intercalada por convulsões.
Diagnóstico espiritual: “Disritmia cerebral secundária a ligação obsessiva, com manifestação do obsessor através de psicofonia atormentada, após a convulsão. O Eletroencefalograma [ECG] era normal antes e após a convulsão. Se não forem evitados os ataques de subjugação, aparecerá lesão cerebral, que já existe no perispírito”.
Ester era espírito com grave débito no passado, com lesão perispiritual na região cerebral. Utilizou sua inteligência para causar prejuízo grave à vida de vários semelhantes.
Observar que após a convulsão seguia-se a fala do obsessor (fala lógica e inteligente), dirigida contra o pai de Ester.
O diagnóstico médico seria crise convulsiva generalizada tônico-clônica seguida de estado crepuscular como a ocorrência de confusão mental, inquietação motora, automatismos, distúrbios da fala, do conhecimento e da ação, após a crise convulsiva.
Esse caso mostra a ocorrência da convulsão são e ressalta a importância da terapia desobsessiva na prevenção de lesão do corpo físico.
Bezerra de Menezes indica o tratamento: “A terapia há de ser múltipla, acadêmica e espírita”, mostrando a importância de usar medicação apesar de ser processo de origem espiritual.

Caso 2: Livro: Nos Domínios da Mediunidade, cap 9.
Caso Pedro: Paciente com doença mental.
Visão espiritual: Observa-se o obsessor ligando-se a Pedro, seguindo-se convulsão generalizada tônico-clônica, com relaxamento de esfíncteres. O mentor Aulus afirma ser possessão completa ou epilepsia essencial e analisa que, no setor físico, Pedro está inconsciente, não terá lembrança do ocorrido, mas está atento em espírito, arquivando a ocorrência e enriquecendo-se. Passado espiritual semelhante aos demais pacientes analisados, com obsessão na espiritualidade antes da atual reencarnação.
Após a prece e o passe dos demais encarnados, ocorre o desligamento do desencarnado, termina a convulsão e Pedro entra em sono profundo.
O mentor Aulus o classifica como médium, mas desaconselha a procura de desenvolvimento mediúnico, até que Pedro desenvolva recursos pessoais no próprio reajuste, com o estudo e reforma íntima, e explica: “Com a terapia desobsessiva exitosa, será possível terminar com os ataques de “possessão”, mas Pedro sofrerá os reflexos do desequilíbrio em que se envolveu, a se expressarem nos fenômenos mais leves da epilepsia secundária que emergirão por algum tempo, ante recordações mais fortes da luta atual até o reajuste integral do perispírito (reflexo condicionado)”.
Esse caso mostra que, apesar de tratar-se de obsessão, não ocorreu a manifestação do obsessor (estado crepuscular) após a convulsão, provavelmente devido ao passe aplicado durante a convulsão, que produziu o desligamento do espírito desencarnado. Fato semelhante ocorreu no caso retirado do Evangelho, onde no texto de Marcos (9: 14-30) observa-se que o jovem apresenta a convulsão e após a interferência de Jesus ele fica “como morto”. Outro ensinamento desse caso é quanto ao prognóstico de cura após o tratamento desobsessivo, analisado pelo mentor Aulus, surgindo a epilepsia secundária a reflexo condicionado.

CONCLUSÃO
Os quadros de epilepsia podem ser provocados por obsessão, mas existem casos sem ação de desencarnados e casos mistos.
Independentemente do caso, com ou sem envolvimento obsessivo, há necessidade de uso de medicação da medicina acadêmica.
Segundo Bezerra de Menezes, a presença do estado crepuscular é diagnóstico de ação obsessiva.
A terapia desobsessiva é altamente eficaz, devendo ser usada como preconiza a obra kardequiana.
O estudo dos casos clínicos sugere que a maioria dos quadros de epilepsia representa processo obsessivo atual ou passado, e que todo paciente epiléptico deve ser abordado com processo terapêutico nesse sentido. As exceções seriam os casos de lesão cerebral no passado ou na vida atual, como nos casos de suicídio.
O quadro secundário a processo obsessivo, se não socorrido em tempo hábil, pode levar à lesão física.
Existe uma seqüência evolutiva do processo de cura: obsessão com lesão física -> obsessão sem lesão física -> epilepsia por reflexo condicionado -> estado convalesceste (com crises dependendo do comportamento do paciente) -> cura.
“Estai de sobreaviso, vigiai e orai, porquanto, não sabeis quando será o tempo.” Jesus - Mc. 13 - 33.


(Extraído da revista Cristã de Espiritismo 23, páginas 12-14)
 
 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O PASTOR E SUAS OVELHAS


 
Dizemos que Jesus é nosso pastor, mas será que estamos nos deixando conduzir por Ele? Será que nossas ações, pensamentos e palavras condizem com Seus ensinamentos? Ele não falta conosco. Mas, e nós, não estamos faltosos, falhando com Ele? Até quando seremos ovelhas rebeldes, desgarradas de Seu rebanho? Vamos pensar nisso? E o mais importante, vamos modificar, nem que seja aos poucos, nossas atitudes?
 
 
Rudymara
 
 
 
 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

DEVEMOS SENTIR PENA DE NÓS MESMOS?



Diz Emmanuel no livro O Consolador: "dentre os mundos inferiores, a Terra pertence à categoria dos de expiações e provas, porque ainda existe predominância do mal sobre o bem. Aqui, o homem leva uma vida cheia de vicissitudes por ser ainda imperfeito, havendo, para seus habitantes, mais momentos de infelicidades do que de alegrias. A provação é a luta que ensina ao discípulo rebelde e preguiçoso a estrada do trabalho e da edificação espiritual. A expiação é a pena imposta ao malfeitor que comete um crime.”

Diante de tal explicação, concluímos que não nascemos para ser completamente felizes. Aqui, neste planeta, alegria e tristeza se revezam. Moramos num vale de lágrimas, ou seja, ora choramos de alegria, ora de tristeza. Ora somos testados na riqueza, ora na pobreza. Família e familiares difíceis são reencontros, muitas vezes, com inimigos do passado. Família é uma escola onde somos testados para desenvolvermos a paciência, a tolerância, o perdão, a reconciliação, etc. Se o exemplo dos membros da família for bom, copiemos, se for ruim mudemos o rumo e façamos melhor. Se são pessoas difíceis em nossa vida, somos também, muitas vezes, pessoas difíceis na vida deles. Doenças podem ser: desgaste físico natural com o avanço da idade, resgates do passado, abuso do presente, um pedido de prova para acelerar a evolução ou um pedido nosso para que nos sirva de freio para que não nos precipitemos nos erros de outra encarnação ou que atrapalhe a realização de um trabalho social que nos comprometemos realizar. Desencarnação é algo natural onde cada um de nós, hora ou outra terá que enfrentar. Cada um nasce com uma estimativa de vida. Uns mais, outros menos, depende das necessidades do Espírito reencarnante. Dependendo da vida que levarmos podemos antecipar ou adiar esta desencarnação. Estes são ensinamentos básicos na Doutrina Espírita, mas muitos de nós espíritas, mesmo sabendo de tudo isso, quando passamos por um momento difícil, sentimos pena de nós mesmos. Basta encontrarmos com um conhecido para desabafarmos nossas amarguras nos colocando na condição de “coitadinho” ou “vítima” de uma situação. Temos também o hábito de responsabilizar os outros pela nossa dor. Há quem responsabilize: um amigo(a), um espírito, a macumba, os pais, a inveja, o olho gordo, a herança genética, etc. Quando na verdade somos vítimas de nós mesmos. O plantio é livre, mas a colheita obrigatória. Portanto, estamos colhendo o que plantamos, nesta vida ou na anterior. Se queremos uma vida melhor, devemos nos esforçar para sermos melhores. Não adianta buscar amuletos, rezas milagrosas, escapulários, sal grosso, arruda, etc. Esta é a saída fácil que muitos buscam. Pendurar um amuleto no pescoço é mais fácil que modificar nossas atitudes, pensamentos e palavras. A solução está em nós e não nas coisas externas. Chega de nos enganarmos. Chega de auto-piedade, tomemos uma atitude. Portanto, não somos coitadinhos.

Rudymara




domingo, 13 de outubro de 2013

VIÚVO(A) É QUEM MORRE?

 
Quando uma pessoa desencarna e a viúva(o) casa-se novamente, este fica infeliz? Ele(a) vê o que acontece?
Depende. Se for alguém compreensivo e amigo(a), preocupado com o bem-estar da família, certamente há de desejar que a esposa(o) refaça sua vida afetiva com um companheiro(a) que a(o) ajude a enfrentar os desafios da existência. Se for do tipo egoísta e possessivo(o), vai aborrecer-se e até interferir, causando-lhe embaraços.
Pouco tempo após a morte do marido, a viúva arranjou um namorado. Familiares do falecido revoltaram-se, considerando falta de respeito. Como agir nessa situação?
Aurélian Scholl, famoso escritor francês, dizia: "o casamento tem sua lua-de-mel; a viuvez também". A duração da lua-de-mel depende da extensão da paixão. A viuvez, como estado de espírito, só é duradoura quando o relacionamento transcendeu da paixão para o amor, sustentado por legítima afinidade. Se isso não ocorre, é inútil impor prazo para alguém tirar o luto.
Richard Simonetti



 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

TEMOS DATA E HORA CERTA PARA DESENCARNAR?



 

Quando encarnamos, recebemos uma carga de fluido vital (fluido da vida).
Quando este fluido acaba, morremos. Somos como a pilha que com o tempo vai descarregando.
Chegamos ao ponto que os remédios já não fazem mais efeito. Daí não resta outra alternativa senão trocar de “roupa” e voltar para a escola planetária.
Mas a quantidade de fluido vital não é igual em todos seres orgânicos. Isso dependerá da necessidade reencarnatória de cada um de nós.
Quando chegamos á Terra cada um tem uma "estimativa de vida". Vai depender do que viemos fazer aqui. A pessoa que está estimado viver em torno de 60 anos receberá mais fluido que a pessoa que está estimado viver 20 anos.
André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier, explica que poucos são completistas, ou seja, nascemos com uma estimativa de vida e, com os abusos, desencarnamos antes do previsto, não completamos o tempo estimado, isso chama-se suicídio indireto.
Se viemos acertar as pendências biológicas por mau uso do corpo, como o suicídio direto ou indireto, nós vamos ficar aqui pouco tempo. É só para cobrir aquele buraco que nós deixamos. Exemplo: Se nossa estimativa de vida é 60 anos e nós, por abusos, desencarnamos aos 40 anos, ficamos devendo 20 anos. Então, na próxima encarnação viveremos somente 20 anos.
Mas há outros indivíduos que vem para uma tarefa prisional. E daí vai ficar, 70, 80, 90, 100 anos. Imaginamos que quem vira os 100 anos está resgatando débitos. Porque vê as diversas gerações que já não são as suas. E o indivíduo vai se sentindo cada vez mais um estranho no ninho. Os jovens o olham como se ele fosse um dinossauro. Os da sua idade já não se entendem mais porque já faltam certos estímulos (visuais, auditivos, etc.). Já não podem visitar reciprocamente, com raras exceções. Tornam-se pessoas dependentes dos parentes, dos descendentes para levar aqui e acolá. Até para cuidar-se e tratar-se. Então, só pode ser resgate para dobrar o orgulho, para ficar nas mãos de pessoas que nem sempre gostam dela. Alguns velhos apanham, outros são explorados na sua aposentadoria, outros são colocados em asilos onde nunca recebem visitas.
Em compensação, outros vêm, cuidam da família, educam os filhos em condição de caminhar, fecham os olhos e voltam para a casa com a missão cumprida com aqueles que se comprometeu em orientar, impulsionar, a ajudar.
Por isso, precisamos conversar com os jovens. Dizer a eles que é na juventude que a gente estabelece o que quer na velhice, se chegar lá. E que vamos colher na velhice do corpo o que tivermos plantado na juventude. Se ele quiser ter um ídolo, que escolha alguém que esteja envolvido com a paz, com a saúde, a ética, ao invés de achar ídolos da droga, do crime, das sombras.
E aqueles que não tem jovens para orientar e que estão curtindo a própria maturidade, avaliar o que fizeram da vida até agora. Se a morte chegasse hoje, o que teriam para levar? Se chegarem a conclusão que não tem nada para levar lembrem que: HÁ TEMPO.
Enquanto Deus nos permitir ficar na Terra, HÁ TEMPO, para fazermos algum serviço no Bem seja ao próximo ou a nós mesmos: estudar, aprender uma língua, uma arte, praticar um esporte. Enquanto respirarmos no corpo perguntemos: “O QUE DEUS QUER QUE EU FAÇA?” Usemos bem o fluido que nos foi disponibilizado.

ATENÇÃO: a vida bem vivida pela causa do Bem pode nos dar “MORATÓRIA”, ou seja, uma sobrevida, uma dilatação do tempo de permanência do Espírito no corpo de carne. Por isso vemos muitos trabalhadores do BEM desencarnando com idade bem avançada. Estes receberão uma carga extra de fluido vital para estender seu tempo no corpo físico.
Então, há idosos em caráter expiatório e em caráter de moratória.




Rudymara compilou este texto da palestra de José Raul Teixeira e de Richard Simonetti






 


terça-feira, 8 de outubro de 2013

PRECISAMOS FALAR DE DEUS E JESUS PARA AS CRIANÇAS

Foto: <3 Você costuma falar de Deus e de Jesus aos seus filhos? Explica a eles o que Eles esperam deles e de nós? Nossos filhos são crianças hoje, mas serão os adultos de amanhã. Prepare-os para serem bons cristãos. Este é o melhor presente que podemos dar a eles. Brinquedos quebram, enjoam e são substituídos, mas os ensinamentos são para a vida eterna. <3
 
Você costuma falar de Deus e de Jesus aos seus filhos? Explica a eles o que Eles esperam deles e de nós? Nossos filhos são crianças hoje, mas serão os adultos de amanhã. Prepare-os para serem bons cristãos. Este é o melhor presente que podemos dar a eles. Brinquedos quebram, enjoam e são substituídos, mas os ensinamentos são para a vida eterna.
 
Rudymara
 
 
 
 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

FRANCISCO DE ASSIS

 
Francisco de Assis nasceu em família abastada. O pai, Pietro di Bernardone, era comerciante de tecidos. A mãe, Maria Picalini, talvez fosse de origem francesa.
Francisco tentou seguir a carreira do pai, mas foi em vão: acostumado às farras e à boa vida, queria as conquistas da guerra e do amor.
Aos 22 anos, alistou-se no exército de Gaultier de Brienne, que passava pela região recrutando cavaleiros para as Cruzadas. Mas, na localidade de Spoleto, Francisco teve uma revelação, em que Jesus lhe perguntava: "O que é melhor servir o rei ou servir o servo?"
Francisco retornou para Assis e começou a mudar o rumo de sua vida. Afastou-se dos amigos, buscou a oração e procurou ajudar os pobres e leprosos.
Em outubro de 1205, ouviu outra mensagem enquanto rezava na igrejinha de San Damiano: era um chamado para que restaurasse a "casa" em ruínas. Ele interpretou a mensagem como ordem para reformar a pequena construção e não viu que o sentido maior de "casa" era a própria instituição da Igreja. Joanna de Ângelis, no livro Liberta-te do Mal, escreve para Francisco de Assis: "Quando, na igrejinha de São Damião, atendestes ao convite que Jesus vos fez, sequer tínheis ideia do que vos iria acontecer, mas assim mesmo seguistes adiante. (...) " 
O jovem vendeu as mercadorias do pai para comprar material de construção (isso quando simplesmente não as deu aos pobres). Furioso, Pietro o deserdou, acreditando, como toda a população de Assis, na loucura do filho. Francisco tirou suas vestes, entregou-as ao seu pai e disse-lhe: "Até agora o chamei de pai, mas agora direi com razão: meu pai está no céu, porque Nele depositei minhas esperanças". Em seguida, vestiu uma túnica de algodão e maltrapilho saiu pelo mundo. Dois anos depois, Francisco, com mais onze companheiros, se tornou um grande pregador, viajando por vários países como Marrocos, Egito e Israel. Assim, nasceu a "Ordem dos Franciscanos".
Aos 25 anos, com a renúncia definitiva aos bens paternos, Francisco iniciou de fato a vida religiosa, primeiro como eremita, depois como pregador. Joanna de ângelis conta: Francisco "Buscou o papa Inocêncio III, o homem mais poderoso da época, mergulhado em luxo e diplomacia, pompa exorbitante e indiferença pela fé(...)Dele conseguiu somente uma bênção, perfeitamente dispensável, e algumas palavras de encorajamento. Vistes ali, no palácio de Latrão, em Roma o anticristianismo, o burlesco, o jogo dos interesses vis, nos quais Jesus estava ausente (...) " 
Fundou a Ordem dos Frades Menores, que em poucos anos se transformaria numa das maiores da cristandade. Com Clara, estabeleceu o ramo feminino da mesma ordem, onde Joanna de Ângelis, foi uma das discípulas de Clara de Assis. E para os leigos que desejavam ser fiéis ao espírito de pobreza e participar das graças e privilégios da espiritualidade franciscana, criou a Ordem Terceira.
Pregando a obediência, a pobreza e a castidade, o amor deste missionário de Deus tem sentido universalista. Foi irmão do sol, da água, das estrelas, dos animais. O "Cântico ao Sol", em que proclama seu amor a tudo o que existe, é uma das mais lindas páginas da poesia cristos.
Joanna de Ângelis narra os momentos finais de Francisco de Assis na Terra: "As vossas dores físicas, naqueles dias, despedaçavam o vosso corpo frágil e afligiam a alma veneranda: malária em surtos contínuos com febres e dores estomacais, com o baço e o fígado comprometidos não conseguira desanimar-vos... Ao lado dessas aflições vosso corpo foi lentamente transformando em um jardim, no qual passaram a desabrochar as primeiras rosas arroxeadas da hanseníase...Suportáveis tudo com paz, cantando louvores a Deus e aos irmãos da Natureza (...) sentíeis as dores quase insuportáveis da conjuntivite tracomatosa (...) aceitastes em vos submeterdes ao tratamento especial contra o tracoma em Rieti, nas mãos do médico que aqueceu dois ferros até os tornar brasas vivas e vos cegou, na ignorância presunçosa (...) abrindo na vossa face duas imensas feridas que chagavam às orelhas. E sequer reclamastes, exclamando, confiante: "Oh irmão fogo!...Sê bondoso comigo nesta hora..." (...) posteriormente, a fim de estancar a purulência dos vossos ouvidos, novamente experimentastes barras de ferro em brasa que os penetraram, sem que exteriorizásseis um gemido único... (...) conforme ocorrera diante do crucifixo de São Damião, vos assinalou com o stigmata, que alguns negariam depois...(...)"Pai Francisco: Evocando aquela tarde de 04 de outubro de 1226, com céu transparente e azulado, há setecentos e oitenta e quatro anos, três meses e um dia, quando vos preparáveis para o retorno ao Grande Lar, murmurantes para poucos irmãos que vos cuidavam: "FIZ O QUE ME CABIA. QUE CRISTO VOS ENSINE O QUE VOS CABE."
Foi canonizado pela igreja católica e sua festa se celebra a 4 de outubro pelos católicos.
 
"Santo" na visão espírita é um atributo dirigido a determinadas pessoas que aparentemente atenderam, na Terra, à execução do próprio dever - disse André Luiz.

Para os espíritas, Francisco de Assis foi João Evangelista, aquele discípulo querido, responsável pela vida de Maria, após a volta de Jesus ao seu verdadeiro mundo.

 



 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

ALLAN KARDEC É A TERCEIRA REVELAÇÃO DIVINA?


 
Não. A 3ª revelação divina são os ensinamentos trazidos pelos "Espíritos Superiores", chamados de "Espírito Santo" por várias religiões. Através de várias "médiuns", chamadas de "profetas" por várias religiões. Portanto, Kardec apenas coletou e organizou tais ensinamentos para que pudesse nascer um código de normas morais que se encontram nas obras básicas da doutrina espírita. Mas, lembremos que, o Espiritismo, não foi trazido como uma doutrina já completa, sem nada mais a acrescentar, os ensinamentos continuam e continuarão sendo trazidos do mais Alto, conforme a nossa necessidade de progresso espiritual e, também, a serem adquiridos pelo progresso científico.
 
Rudymara
 
 
 
 
 
 

O ESPIRITISMO DEVE SER MELHOR COMPREENDIDO


 
POR QUE VOCÊ PROCURA O ESPIRITISMO? Quem procurar o Espiritismo somente para obter cura imediata de seus males físicos e espirituais, ou para resolver de pronto seus problemas materiais, poderá ficar decepcionado. Porque somente se realiza o que estiver dentro das leis divinas.
QUAL A FINALIDADE DO ESPIRITISMO?  O Espiritismo não tem por finalidade principal a realização de fenômenos, mas, sim, o progresso moral da humanidade.
O ESPIRITISMO RETIRA PROBLEMAS E DORES DAS PESSOAS?O Espiritismo esclarece que não retira problemas e dores do nosso caminho. Explica-nos o porquê das coisas e ensina-nos: como podemos melhorar a nós mesmo para gerarmos efeitos felizes; como prevenir e resolver problemas espirituais, desde que empreguemos vontade e esforço no sentido do Bem; ou ainda, como superar aquilo que, por ora, não pode ser mudado porque nos serve de expiação ou de prova.
 
 
 
 
 

ALLAN KARDEC



O nome verdadeiro de Allan Kardec é Hippolyte Léon Denizard Rivail. Ele foi um professor que escreveu livros didádicos. Mas, para publicar as obras espíritas, e não ser confundida com os livros que escreveu, como pedagogo, adotou o pseudônimo de Allan Kardec, nome que, conforme revelação feita (pelo espírito Zéfiro), usara em encarnação anterior, ainda em solo francês (Gálias, hoje, França), ao tempo dos druidas.
ALLAN KARDEC CRIOU O ESPIRITISMO?
Não. Allan Kardec apenas formulou e organizou as perguntas, mas as respostas foram dadas pelos Espíritos através da mediunidade de várias jovens médiuns. O primeiro livro da doutrina espírita é “O livro dos Espíritos”, e ele tem este nome porque o conteúdo pertence aos “Espíritos” e não à Kardec.
POR QUE ALLAN KARDEC É CHAMADO DE "O CODIFICADOR"?
Porque ele coletou e organizou os ensinos "dos Espíritos", as leis e os princípios revelados. E para distingui-la das demais doutrinas espiritualistas, Rivail a denominou Espiritismo e, aos adeptos, chamou de espíritas ou espiritistas.
POR QUE ALGUNS DIZEM SER "KARDECISTA"?
Para dizer que ela segue o Espiritismo, pois muitos confundem o Espiritismo com outras religiões espiritualistas.
ENTÃO, É ERRADO DIZER "SOU KARDECISTA"?
Não, mas o certo é dizer "sou espírita". Quando dizemos "sou kardecista", estamos dizendo que seguimos os ensinamentos de Kardec, quando na verdade seguimos os ensinamentos dos espíritos. Kardec apenas organizou os ensinamentos dos espíritos.
O ESPIRITISMO TEM DIVISÃO?
Não. Espiritismo é um só. Centro Espírita só os que seguem a Doutrina dos Espíritos. Algumas religiões que usam o nome de "Centro Espírita" e divergem dos ensinamentos dos Espíritos que estão nas obras básicas codificadas por Kardec, não são Centros Espíritas, são Casas Espiritualistas.
QUAL A DIFERENÇA DE ESPIRITISMO E ESPIRITUALISMO?
Espiritismo é uma doutrina filosófica, científica e religiosa.
Espiritualismo é a crença em algo além da matéria. Muitas crenças crêem na comunicação com os espíritos (espírito santo, caboclos, etc. ), mas não são espíritas.
Podemos concluir que todo espírita é espiritualista (porque crê em algo além da matéria), mas nem todo espiritualista é espírita (porque não segue os ensinamentos trazidos pelos espíritos através de Allan Kardec) .
ALLAN KARDEC CRIOU UM EVANGELHO?
Não. O Evangelho segundo o Espiritismo é o Evangelho de Jesus com explicações sob a ótica espírita ou dos espíritos superiores.
A curiosidade de Kardec trouxe ensinos que consolam, fortalecem e explicam o que era inexplicável além de mostrar a bondade, justiça e amor de Deus.
Obrigada, Kardec!
Rudymara

ANIVERSÁRIO DE KARDEC



O nome verdadeiro de Allan Kardec é Hippolyte Léon Denizard Rivail. Ele foi um professor que escreveu livros didádicos. Mas, para publicar as obras espíritas, e não ser confundida com os livros que escreveu, como pedagogo, adotou o pseudônimo de Allan Kardec, nome que, conforme revelação feita (pelo espírito Zéfiro), usara em encarnação anterior, ainda em solo francês (Gálias, hoje, França), ao tempo dos druidas. 
ALLAN KARDEC CRIOU O ESPIRITISMO?
Não. Allan Kardec apenas formulou e organizou as perguntas, mas as respostas foram dadas pelos Espíritos através da mediunidade de várias jovens médiuns. O primeiro livro da doutrina espírita é “O livro dos Espíritos”, e ele tem este nome porque o conteúdo pertence aos “Espíritos” e não à Kardec.
POR QUE ALLAN KARDEC É CHAMADO DE "O CODIFICADOR"?
Porque ele coletou e organizou os ensinos "dos Espíritos", as leis e os princípios revelados. E para distingui-la das demais doutrinas espiritualistas, Rivail a denominou Espiritismo e, aos adeptos, chamou de espíritas ou espiritistas.
POR QUE ALGUNS DIZEM SER "KARDECISTA"?
Para dizer que ela segue o Espiritismo, pois muitos confundem o Espiritismo com outras religiões espiritualistas. 
ENTÃO, É ERRADO DIZER "SOU KARDECISTA"?
Não, mas o certo é dizer "sou espírita". Quando dizemos "sou kardecista", estamos dizendo que seguimos os ensinamentos de Kardec, quando na verdade seguimos os ensinamentos dos espíritos. Kardec apenas organizou os ensinamentos dos espíritos.
O ESPIRITISMO TEM DIVISÃO?
Não. Espiritismo é um só. Centro Espírita só os que seguem a Doutrina dos Espíritos. Algumas religiões que usam o nome de "Centro Espírita" e divergem dos ensinamentos dos Espíritos que estão nas obras básicas codificadas por Kardec, não são Centros Espíritas, são Casas Espiritualistas. 
QUAL A DIFERENÇA DE ESPIRITISMO E ESPIRITUALISMO?
Espiritismo é uma doutrina filosófica, científica e religiosa.
Espiritualismo é a crença em algo além da matéria. Muitas crenças crêem na comunicação com os espíritos (espírito santo, caboclos, etc. ), mas não são espíritas.
Podemos concluir que todo espírita é espiritualista (porque crê em algo além da matéria), mas nem todo espiritualista é espírita (porque não segue os ensinamentos trazidos pelos espíritos através de Allan Kardec) .
ALLAN KARDEC CRIOU UM EVANGELHO?
Não. O Evangelho segundo o Espiritismo é o Evangelho de Jesus com explicações sob a ótica espírita ou dos espíritos superiores. 
A curiosidade de Kardec trouxe ensinos que consolam, fortalecem e explicam o que era inexplicável além de mostrar a bondade, justiça e amor de Deus. 
Obrigada, Kardec!

Rudymara




HOJE É ANIVERSÁRIO DE ALLAN KARDEC


VAMOS CONHECER UM POUCO A HISTÓRIA DE ALLAN KARDEC?

Allan Kardec foi convidado por um amigo para participar de uma reunião onde as pessoas sentavam-se em torno de uma mesa e faziam perguntas e esta respondia por meio de pancadas. No início ele não acreditou que uma “mesa” pudesse pensar para responder. Apesar de duvidar, resolveu participar da reunião. Foi então que, viu uma mesa girar, saltar e responder perguntas. Com o tempo e, muita pesquisa, observou que não era a mesa que respondia, mas sim espíritos de homens que já viveram entre nós na Terra.

No livro “O que é o Espiritismo”, escreveu: “Essa crença apóia-se em raciocínios e fatos. Eu próprio não a adotei antes de tê-la examinado demoradamente. Tendo adquirido, no estudo das ciências exatas, hábitos positivistas, sondei, esquadrinhei essa nova ciência em seus mais íntimos refolhos; quis dar-me conta de tudo, porque nunca aceito uma idéia sem conhecer o porque e o como.”

No início ele recebeu ajuda de médiuns que utilizavam material precário. Depois ele foi aperfeiçoando e notando que não precisava de objetos, que os espíritos podiam se comunicar de maneira direta pela mão do médium.  

E, por organizar os ensinos revelados pelos espíritos formando uma coleção de leis (um código) é que Allan Kardec foi chamado “O Codificador”.

O nome verdadeiro de Allan Kardec é Hippolyte Léon Denizard Rivail. Ele foi um professor que escreveu livros didádicos. Mas, para publicar das obras espíritas, e não ser confundida com os livros que escreveu, como pedagogo, adotou o pseudônimo de Allan Kardec, nome que, conforme revelação feita (pelo espírito Zéfiro), usara em encarnação anterior, ainda em solo francês (Gálias, hoje, França), ao tempo dos druidas.


Rudymara


terça-feira, 1 de outubro de 2013

O IDOSO E O TRABALHO



O trabalho é lei da vida, fomentando o progresso dos seres e dos mundos.
Tudo trabalha em a natureza, desde o verme que se arrasta nas entranhas da terra até o Sol gigantesco e fecundo.
O homem, igualmente, encontra no trabalho o mecanismo de aperfeiçoamento e realização.
Alcançando o envelhecimento físico, chega também à aposentadoria; entretanto, se esta libera o homem do trabalho profissional, não o impossibilita, porém, de continuar em atividade, buscando ser útil às pessoas que o cercam.
Muitos idosos aposentados crêem-se inúteis à sociedade e entregam-se à inércia destruidora.
Essa, muitas vezes, são a causa do desgosto e tristeza que se abatem sobre o idoso, aniquilando-lhe a auto-estima.
Entretanto tal situação pode ser superada mantendo o idoso uma visão mais ampla sobre o fenômeno da vida.
O envelhecimento físico poderá obrigá-lo a modificar as suas atividades, porém jamais conduzi-lo à inanição.
Assim, o idoso deve aceitar a aposentadoria como um prêmio da vida pelos anos de serviços realizados, que lhe permitirá mudar as atividades, sendo útil às pessoas com as quais convive e aos semelhantes necessitados.
Sem o compromisso profissional, o idoso pode administrar as suas horas, não permitindo jamais a hora vazia.
Que ele esteja, pois, sempre em atividade.
Busque a literatura nobre e edificante.
Visite um amigo.
Ouça as queixas de alguém.
Preste algum serviço em uma casa de amparo à pessoas carentes.
Seja útil dentro de casa.
Colabore com todos.
É verdade que a senectude traz algumas limitações, porém não o impede de ser útil.
Compete ao idoso descobrir esta ou aquela tarefa e realizá-la com carinho e dedicação.
Em atividade, ele jamais encontrará tempo para tristezas desnecessárias.
 
 
Do livro: NO ENTARDECER DA EXISTÊNCIA
Pelo espírito: ANTONIO CARLOS TONINI
Psicografia de: LUIS ANTONIO FERRAZ
 

OBSERVAÇÃO: Chico Xavier, Irmã Dulce, e outros que dedicaram sua vida ao próximo, apesar das doenças, trabalharam até a morte do seu corpo físico.
 
 


SABER ENVELHECER

 Foto
 
No contexto da arte de viver, é necessário saber envelhecer.
O receio e a angustia com que as pessoas observam o tempo passar conduzindo-as à senectude, demonstram completa falta de entendimento acerca do fenômeno da vida.
A causa do medo de envelhecer está no conceito equivocado que se faz da fase anterior da existência física.
Muitas vezes, a falta de aceitação do envelhecimento do corpo físico gera um estado psicológico enfermo, levando as pessoas à perda do bom senso. Passam a mentir a idade que possuem e, em verdadeiro processo de auto-afirmação e fuga da própria realidade, costumam fazer uso de roupas e acessórios inadequados, expondo-se ao ridículo.
Não nos referimos, aqui, aos recursos naturais de higiene, beleza e cuidados com o corpo físico que visam a saúde e a boa aparência, que devem e precisam fazer parte das ações diárias, no indispensável dever de “cuidar do corpo e do espírito”.
Reportamo-nos aos excessos e abusos sempre inoportunos em quaisquer situações, e às técnicas cirúrgicas que põem em risco a vida das criaturas e que existem na Terra para a sublime tarefa de corrigir os processos naturais da existência.
Saber envelhecer não significa entregar-se passivamente à inatividade, sempre prejudicial, mas sim continuar em ação, apenas compreendendo que se iniciará uma fase de novas atividades na vida.
 
 
Do livro: NO ENTARDECER DA EXISTÊNCIA
Pelo espírito: ANTONIO CARLOS TONINI
PsIcografia de: LUIS ANTONIO FERRAZ