domingo, 31 de março de 2013

PÁSCOA NA VISÃO ESPÍRITA

 



Páscoa é uma palavra hebraica que significa "libertação". Esta festa surgiu para comemorar a libertação do povo hebreu da escravidão do Egito, através de Moisés.

Assumida pelos cristãos (católicos), a Páscoa Cristã é para eles, a lembrança de que Deus liberta seu povo dos “pecados” (erros), através de Jesus Cristo, novo cordeiro pascal. A comemoração acontece na época em que se lembra a crucificação de Jesus. Começa, infelizmente, após o término do carnaval, onde muitos já transgrediram Seus ensinamentos e termina no domingo onde Ele ressurgiu dos "mortos" para mostrar que Ele continua vivo e aguardando que O sigamos.

“Cristo é a nossa Páscoa (libertação), pois Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” - (João, 1:29). João usou o termo Cordeiro, porque usava-se na época de Moisés, sacrificar um cordeiro para agradar á Deus. Portanto, dá-se a idéia de que, Deus sacrificou Jesus para nos libertar dos pecados. Mas para nos libertarmos dos “pecados”, ou seja, dos nossos erros, das nossas falhas morais, devemos estar dispostos a contribuir, utilizando os ensinamentos do Cristo como nosso guia. Porque Jesus não morreu para nos salvar; Jesus viveu para nos mostrar o caminho da salvação. Esta palavra “salvação”, segundo Emmanuel, vale por “reparação”, “restauração”, “refazimento”. Portanto, “salvação” não é ganhar o reino dos céus; não é o encontro com o paraíso após a morte; salvação é "libertação" de compromisso; é regularização de débitos. Como diz a bandeira do Espiritismo: "Fora da Caridade não há Salvação". Então, fora da prática do amor (caridade) de uns pelos outros, não estaremos salvos, livres das complicações criados por nós mesmos, através de brigas, violência, exploração, desequilíbrios, frustrações e muitos outros problemas que fazem a nossa infelicidade. Portanto, aproveitemos mais esta data, para revermos os pedidos do Cristo, para "renovarmos" nossas atitudes.
Como disse Celso Martins, no livro "Em busca do homem novo", baseando-se nas palavras de Paulo de Tarso, em 4 ef. vs. 22/23 : "Que surja o homem novo a partir do homem velho. Que do homem velho, coberto de egoísmo, de orgulho, de vaidade, de preconceito, ou seja, coberto de ignorância e inobservância com relação às leis morais, possa surgir, para ventura de todos nós, o homem novo, gerado sob o influxo revitalizante das palavras e dos exemplos de Jesus Cristo, o grande esquecido por muitos de nós, que se agitam na sociedade tecnológica, na atual civilização dita e havida como cristã. Que este homem novo seja um soldado da paz neste mundo em guerras. Um lavrador do bem neste planeta de indiferença e insensibilidade. Um paladino da justiça neste orbe de injustiças sociais e de tiranias econômicas, políticas e/ou militares. Um defensor da verdade num plano onde imperam a mentira e o preconceito tantas vezes em conluios sinistros com as superstições, as crendices e o fanatismo irracional. Que este homem novo, anseio de todos nós, seja um operário da caridade, como entendia Jesus: benevolência para com todos, perdão das ofensas, indulgência para com as imperfeições alheias."

Por isso, nós Espíritas, podemos dizer que, comemoramos a páscoa todos os dias. A busca desta “libertação” e/ou "renovação" é diário, e não somente no dia e mês pré determinado. Queremos nos livrar deste homem velho. Mas respeitamos a cultura e os costumes dos povos em geral, que ainda necessita de rituais. Que ainda dá maior importância para o coelhinho, o chocolate, o bacalhau, etc., do que renovar-se. Que acha desrespeito comer carne vermelha no dia em que o Cristo é lembrado na cruz. Sem se dar conta que o desrespeito está em esquecer-se Dele, nos outros 364 dias do ano, quando odiamos, não perdoamos, lesamos o corpo físico com bebidas alcoólicas, cigarro, comidas em excesso, drogas, sexo desregrado, enganamos o próximo, maltratamos os animais, a natureza, quando abortamos, etc. Aliás, fazemos na páscoa o que fazemos no Natal. Duas datas para reflexão e início de renovação nas atitudes. Mas que confundimos, infelizmente, com presentes, festas, comidas, etc.
Portanto, quando uma instituição espírita se propõe a distribuir ovos de páscoa aos carentes não significa que esteja comemorando esse dia, apenas está cumprindo o preceito de caridade, distribuindo um pouco de alegria aos necessitados. Aproveitando a ocasião para esclarecer o pensamento da Doutrina sobre a data.



Compilação feita por Rudymara do Grupo de Estudo Allan Kardec

 

 

 

sábado, 30 de março de 2013

DEVEMOS MALHAR O JUDAS OU A NOSSA ALMA?


 

 
Malhação ou Queima de Judas é uma tradição vigente em diversas comunidades católicas e ortodoxas que foi introduzida na América Latina pelos espanhóis e portugueses. É também realizada em diversos outros países, sempre no Sábado de Aleluia, simbolizando a morte de Judas Iscariotes. Consiste em surrar um boneco do tamanho de um homem, forrado de serragem, trapos, doces e jornal, pelas ruas de um bairro e atear fogo, normalmente ao meio dia.


Mas, para nós espíritas, Judas errou como muitos outros apóstolos erraram. Sua fraqueza era a ganância, assim como cada um de nós tem a nossa ou as nossas. Como disse Bezerra de Menezes, “Jesus escolheu doze homens, não doze anjos”. Lembremos que Judas, ao ver o Cristo preso e condenado, arrependeu-se, tanto que foi desesperado procurar os sacerdotes e fariseus para devolver as 30 moedas e depois se enforcar. Mais tarde, se redimiu perante a lei de ação e reação reencarnando como Joanna D’arc que, segundo a semelhança de Jesus, foi traída, humilhada e morta. Só não foi crucificada. Morreu na fogueira. E o próprio Jesus perdoou a todos que O humilharam e pediram sua morte dizendo: “Pai, perdoa, eles não sabem o que fazem.” E, se Judas O entregou, a pena de morte foi decretada pelo povo que poderia absolvê-lo quando foi dado a eles escolher entre Jesus e Barrabás. Quem o matou realmente foi a sentença final dada pelo povo. Então, a história de violência deve acabar. Chega de enforcamento, guilhotina, cadeira elétrica, injeção letal, apedrejamento, duelo, campo de concentração, fogueira, paredão, bullying, linchamento que se assemelha a malhação, etc. Afinal, o ensinamento do Cristo é baseado no perdão. Jesus veio pedir para modificarmos nossas atitudes. Então, aprendamos a perdoar, a respeitar, a tolerar, a amar tudo o que é criação de Deus. Este é o maior respeito que podemos demonstrar a Ele. Deixar de comer carne na sexta-feira em respeito à Jesus e desrespeitar Seus ensinamentos de perdão e paz no sábado é incoerente. Malhar qualquer boneco que tenha a figura de Judas, de político ou qualquer outra figura é contrariar Seus ensinamentos. É incentivar a violência. É dar mau exemplo aos nossos jovens e crianças. Ato assim nos faz entender que Sua vinda, ainda hoje, foi pouco compreendida. Jesus deixou sua paz em ensinamento, somos nós que faremos esta paz acontecer através das nossas atitudes. A paz é conquista individual. Ao invés de malharmos o Judas, malhemos a alma, retirando dela os erros e falhas morais. Comecemos perdoando Judas. "Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados." (Mateus, VI - 14-15). Afinal, só deve atirar pedras no pecador aquele que não tem pecado algum (João 8:7)


Texto de Rudymara
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 29 de março de 2013

JESUS FOI CONDENADO À PENA DE MORTE

 
Jesus foi, injustamente, condenado a morte. Por contrariar sacerdotes e fariseus estes planejaram sua morte. Infelizmente, até hoje convivemos com esta intolerância. O que será que aconteceria se Jesus estivesse entre nós? Hoje não há crucificação, mas há linchamento, emboscada, sequestro, etc. Pensemos juntos: Sua vinda mudou totalmente o comportamento dos cristãos? Não. Por que? Porque só ficamos na admiração de sua vinda; só decorando seus ensinamentos; só tentando agradá-Lo indo à templo religioso, deixando de comer carne na data que lembramos sua morte ou fazendo ceia farta regada a bebida alcoólica para lembrar seu nascimento, enfim, só repetindo seus gestos ou fazendo a vontade imposta pela religião sem fazer o que realmente Ele espera de nós que é a vivencia de seus ensinamentos. Agimos de maneira superficial e com hipocrisia.
Jesus não viveu para nos salvar, mas para mostrar o caminho da salvação. Se Ele tivesse levado o pecado do mundo, o mundo não estaria tão desequilibrado. Ele está esperando que salvemos o mundo com nossa conduta em relação ao próximo, ao planeta e a nós mesmos usando os ensinamentos Dele.
Como estamos tratando o próximo da família consanguínea? Da escola? Do trabalho? Da via pública? E o planeta: os animais, as florestas, o ar? Jesus desceu da cruz e continuou a ensinar. Façamos valer o sacrifício Dele por nós.
Pensemos nisso.


Rudymara
 
 
 
 
 

quinta-feira, 28 de março de 2013

ÚLTIMA CEIA DE JESUS

 
Na última quinta-feira de Jesus na Terra, Ele:

1º) Chama Pedro e João para que eles fossem a Jerusalém para prepararem tudo para celebrarem a páscoa. Pedro e João preparam tudo e naquela noite Jesus vai com os outros. Depois que se assentaram, Jesus se ajoelha, como um servo e lava os pés dos discípulos. Depois que Ele lavou os pés de todos, senta-se à mesa de novo e diz: - Vós me chamais de Mestre e Senhor e dizeis bem, pois eu o sou. E se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, assim deveis fazer uns aos outros (...). O ensino é magistral, reafirmando a mensagem mais importante: Para Deus o maior será sempre aquele que mais disposto estiver a servir, o que mais se dedique ao Bem. Porque ninguém é mais ou melhor que ninguém.
 
2º) Revela que um dos discípulos iria O trair, deixando Judas muito nervoso.

3º) Depois repartiu o pão deu graças e distribuiu entre eles, dizendo ser (simbolicamente) o "seu corpo", oferecido por eles. Da mesma maneira Jesus fez com o cálice de vinho, dizendo ser (simbolicamente) seu sangue, que também seria derramado para beneficiá-los. E pediu: "façam isto em memória de mim." Para nós espíritas, Jesus pediu para que os apóstolos (do cristianismo) compartilhassem uns com os outros o pão de cada dia, seja o pão de trigo, seja o pão do espírito, o pão da dor ou da alegria. Enfim, que doassem e se doassem, derramando sangue, se preciso fosse, assim como ele fez por nós. Ele fez este pedido porque sabia que sua doutrina não seria de fácil aceitação, por isso concluiu: "se me perseguiram, também perseguirão a vós outros." Foi o que aconteceu com seus discípulos. Exemplo: Pedro foi crucificado de cabeça para baixo. Ele pediu que fizessem isto em memória Dele para que seus ensinamentos não ficassem esquecidos.


4º) Adverte Pedro dizendo que este O negaria por 3 vezes antes do galo cantar.

5º) Recomenda: - Se me amais, observareis meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que permaneça convosco para sempre, o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece . . . Tenho ainda muito que vos dizer, mas não podeis suportar agora. Quando vier aquele Espírito de Verdade, ele vos conduzirá à verdade completa, pois falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que está por vir. Ele me glorificará porque receberá do que é meu e vos anunciará. A ortodoxia religiosa situa o Consolador, o Espírito de Verdade, na festa de Pentecostes, quarenta dias após as materializações de Jesus, quando os discípulos, sob influência do Espírito Santo, falaram e profetizaram em línguas estrangeiras. Esta é uma idéia equivocada. Não vemos o Consolador naquelas manifestações. A morte de Jesus era recente. Nada havia para recordar, porque nada havia esquecido. E, se Jesus tinha muito que dizer, mas não disse porque o povo não estava preparado naquele momento, como estaria preparado 40 dias depois? Então, a Doutrina Espírita é apresentada pelos mentores espirituais que orientavam Kardec como o Consolador. O Espiritismo ajuda-nos a compreender bem o significado de suas palavras, mesmo aquelas que nos parecem difíceis e enigmáticas.

6º) Depois foi ao horto orar. Na volta Jesus prevê a chegada do “traidor” e um grupo de homens. Este o identifica com um beijo. Enquanto Jesus sofre insultos no interrogatório, Pedro negou conhecer Jesus por 3 vezes, cumprindo assim a previsão de Jesus. Na terceira negação o galo cantou e Pedro ficou espantado e quando ergue a cabeça seus olhos se encontram com os de Jesus que está sendo levado para a corte. Envergonhado, ele corre para fora chorando e pedindo perdão a Deus por ter negado conhecer Jesus.





quarta-feira, 27 de março de 2013

JUDAS REENCARNOU? - Richard Simonetti

                               

Na última quarta-feira de Jesus na Terra, Judas passa o dia com Ele e os outros sem imaginar que Jesus já sabia o que ele fez.
Judas, que fracassou no apostolado, traindo Jesus e acabando por suicidar-se, já reencarnou ?
R: Segundo o espírito Humberto de Campos, que descreveu um encontro com Judas, no livro Crônicas de Além Túmulo, psicografado por Francisco Cândido Xavier, o apóstolo reencarnou várias vezes após a desastrada experiência, em resgates dolorosos. Culminou no século XV, quando quitou seus derradeiros débitos.
Disse Judas no livro citado: "(...) já fui absolvido pela minha consciência, no tribunal dos suplícios redentores. Quanto ao Divino Mestre, infinita é a sua misericórdia e não só para comigo, porque, se recebi trinta moedas vendendo-O aos algozes, há muitos séculos Ele está sendo criminosamente vendido no mundo, a grosso e a retalho, por todos os preços, em todos os padrões do ouro amoedado . . .”
E quem teria sido Judas, nessa existência?
R: Admite-se que foi Joana D’Arc (1412-1431) que, à semelhança de Jesus, foi traída, humilhada e morta. Só não foi crucificada. Morreu numa fogueira.

Observação: Chega de "malhar" ou de "linchar" o Judas. Ele se arrependeu antes de se enforcar jogando as moedas aos pés dos sacerdotes. Jesus sabia as fraquezas de cada um de seus discípulos e a de Judas era a ganância. Qual de nós não tem uma fraqueza? Afinal, Jesus pediu que perdoássemos sempre e que só deve atirar pedras no pecador aquele que não tem pecado algum. Deixar de comer carne como "respeito" à Jesus e não respeitamos seus ensinamentos é contraditório. Seria bom repensarmos nossas atitudes.
 
 
 
 
 

terça-feira, 26 de março de 2013

"DAI A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR ...." - disse Jesus


 
Após ter expulso os vendilhões do templo na segunda-feira e causar indignação e revolta dos sacerdotes e fariseus, o plano contra Jesus estava pronto.
Na terça-feira Jesus foi testado por um fariseu que Lhe perguntou se era correto pagar tributo a César. Jesus pediu uma moeda e perguntou quem estava cunhado naquela moeda. O fariseu respondeu que era a face de César. Então Jesus disse:

- Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

O que é de César? Os bens materiais. O que é de Deus? Os bens espirituais.

Se Jesus dissesse “sim” (que era correto pagar tributo a César) o povo que odiava pagar impostos ficaria contra Jesus. E se Jesus dissesse “não” seria preso por trair Roma.



Depois Jesus é testado novamente pelo fariseu que lhe perguntou qual dos 613 mandamentos era o mais importante? Jesus respondeu:

- Amarás teu Deus de todo coração, de toda tua alma, de todo teu ensinamento, e todas as tuas forças, e depois, amarás o próximo como a ti mesmo.

O fariseu surpreende-se com a resposta e concorda. Mais tarde Jesus adverte o povo a ter cuidado com pessoas que fazem o bem para serem visto. E observa um homem rico colocando sua oferta e uma viúva pobre pondo duas moedas. Disse Ele:

- A viúva deu mais que todos, pois deu tudo que possuía.

Depois disso Jesus vai para o Monte das Oliveiras. Na mesma noite Judas negociou com os principais sacerdotes para entregar Jesus.
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 25 de março de 2013

JESUS EXPULSA VENDILHÕES DO TEMPLO

 

 
Na última segunda-feira que Jesus esteve encarnado na Terra, Ele expulsou os vendilhões do templo. Este relato está em Lucas XIX, 45-46; Marcos XI, 15-18; Mateus, XXI, 12-17 e João II, 14-19. O de Lucas diz: "Tendo entrado no templo, começou a expulsar os que ali vendiam, dizendo-lhes: Está escrito: a minha casa será de oração, mas vós a fizestes um covil de ladrões."

E Cairbar Schutel comenta:

"(...)A ação do mestre foi natural; embora não tivesse espancado a quem quer que fosse, nem mesmo as ovelhas e os bois, exerceu uma ação física semelhante à nossa, quando expulsamos do nosso quintal um boi, um carneiro ou um cabrito. Para tal munimo-nos de uma vara ou de um relho e, mesmo sem espancar os pobres animais, fazemo-los sair donde não devem estar. O Evangelho não acusa, absolutamente, a Jesus, por haver Ele afugentado os animais. A ação resoluta de Jesus com os cambistas e traficantes, derribando-lhes as mesas com o dinheiro que sobre as mesmas se achava, é que pode ser classificada como um ato de violência, mas violência sancionada pela Lei que Moisés citou: “A minha casa será casa de oração; mas vós a fizestes um covil de salteadores”, palavras estas proferidas por Isaías(...).
Esse ato de coragem do Senhor, que causou admiração a todos foi, a seu turno, o cumprimento de uma predição do Salmista (...)
O fato é que ninguém se achou com autoridade para expulsar do templo, e Jesus, fê-lo em alguns minutos, dando logo começo à sua tarefa pela cura dos enfermos, coxos e cegos que lá se achavam, atos esses que lhe valeram aplausos dos meninos, que exclamaram: “Hosanas ao Filho de Davi(...)”
Após esta atitude de Jesus, sacerdotes e fariseus, contrariados com sua posição e reação, começaram a fazer planos contra Ele.

Observação: Humberto de Campos, conta-nos através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier, no livro Cartas e Crônicas que, certa feita, na época em que se comemora a Páscoa aqui na Terra, encontrou-se no mundo espiritual com Judas Iscariotes nas cercanias de Jerusalém, e este disse muitas coisas, dentre elas esta frase final que marcou muito:
"(...) já fui absolvido pela minha consciência, no tribunal dos suplícios redentores. Quanto ao Divino Mestre, infinita é a sua misericórdia e não só para comigo, porque, se recebi trinta moedas vendendo-O aos algozes, há muitos séculos Ele está sendo criminosamente vendido no mundo, a grosso e a retalho, por todos os preços, em todos os padrões do ouro amoedado . . .”
Infelizmente, até hoje encontramos os vendilhões dos templos. Que vendem Jesus por muito mais que 30 moedas, como disse Judas. Este dinheiro sustenta o luxo dos templos e dos intermediários assalariados que Jesus condenava. Afinal, Ele próprio pregava nas ruas, não pedia nada pelas curas e andava a pé. O barco e o burro que usava eram todos emprestados. Ao expulsar os vendilhões do templo, Jesus condenou a venda das coisas santas, sob qualquer forma que seja. Deus não vende a sua bênção, nem o seu perdão, nem a entrada no Reino dos Céus. O homem não tem, portanto, o direito de cobrar nada disso.




Compilação e observação feita por Rudymara
 
 
 
 
 

domingo, 24 de março de 2013

DOMINGO DE RAMOS



Jesus e seus discípulos seguiram para Jerusalém. No caminho, Jesus pede para que seus discípulos Lhe arranjassem um animal de carga. E assim o fizeram. Jesus montou nele e prosseguiu a viagem. A estrada estava cheia de pessoas que também iam para Jerusalém para comemorar a páscoa judaica. Eles abriram alas para Jesus passar. Acenaram com ramos de árvores e forraram o chão com suas roupas. E ao segui-Lo iam gritando parte de um salmo, 118: 25-26:
-Hosana! Bendito o rei que vem em nome do Senhor!
 
O simbolismo do jumento pode ser uma referência à tradição oriental de que este é um animal da paz, ao contrário do cavalo, que seria um animal de guerra. Segundo esta tradição, um rei chegava montado num cavalo quando queria a guerra e num jumento quando procurava a paz. Portanto, a entrada de Jesus em Jerusalém simbolizaria sua entrada como um "príncipe da paz" e não um rei guerreiro.
Em muitos lugares no Oriente Próximo antigo, era costumeiro cobrir de alguma forma o caminho à frente de alguém que merecesse grandes honras. A Bíblia hebraica (II Reis 9:13) relatam que Jeú, filho de Josafá, recebeu este tratamento. Este era símbolo de triunfo e vitória na tradição judaica e aparecem em outros lugares da Bíblia (Levítico 23:40 e Apocalipse 7:9, por ex.). Por causa disto, a cena do povo recebendo Jesus com as palmas e cobrindo seu caminho com elas e com suas vestes se torna simbólica e importante.


 
OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: O último domingo de Jesus na Terra ficou conhecida como "domingo de ramos."O último domingo de Jesus na Terra ficou conhecida como "domingo de ramos." Neste dia ele entrou exaltado e saudado com repeito e alegria. Mas, quatro dias depois, os mesmos que o saudaram o condenaram a morte.
Ainda hoje fazemos isso a Ele. Nós o saudamos, dizemos que o amamos, compartilhamos seus ensinamentos pelas redes sociais, mas em seguida, muitos de nós, o traímos quando nossas atitudes e palavras contrariam seus pedidos. Com isso, condenamos à morte seus ensinamentos. Mas, ele acredita em nós, porque nos compreende, sabe que ainda damos mais valor ás coisas materiais do que as espirituais, e assim, continua aguardando há mais de dois mil anos que o sigamos. Pensemos nisso!


 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 22 de março de 2013

DEVEMOS TEMER A DEUS?


Esse termo “temor a Deus” tem sido muito utilizado nos meios cristãos, sem muita preocupação com seu significado.
Entretanto, ele colide com a doutrina de Jesus, porque o Mestre ensinou que devemos amar Deus e não temê-lo. Por que temer Deus, se Ele não é mau, nem injusto; se é sábio, perfeito e bom?
Essas idéias de temor a Deus provêm do Antigo Testamento, escrito numa época e para pessoas bastante primitivas. Era necessário acenar com o medo para que obedecessem aos ditames das religiões.
Mas a história mostra que tudo está em permanente evolução.
Antigamente faziam-se sacrifícios humanos aos deuses. O povo israelita oferecia animais em holocausto a Jeová. Era a mentalidade da época.
Jesus trouxe novas luzes ensinando amor, perdão e mansidão e, aos poucos, tudo vai mudando com o lento progresso da humanidade, cedendo lugar a idéias mais civilizadas (...)
 
 
Saara Nousiainem
 
 
 
Observação de Rudymara: Deus não julga cada ato das pessoas. Deus faz leis que regem a vida universal e, para cada ato há uma conseqüência que vem naturalmente e automático. Por exemplo: As leis dos homens são elaboradas pelos deputados. Quando alguém transgride alguma dessas leis e é condenado à prisão, ninguém diz: “Os deputados me castigaram!” Assim acontece com a lei divina. Deus fez leis que devem ser seguidas, mas quando transgredimos uma delas e sofremos as consequências não devemos dizer: “Deus me castigou!” Na verdade estamos sendo julgados pela lei Dele, ou melhor, colhendo o que plantamos. Então, o que devemos "temer" são somos sentimentos negativos, nossas atitudes maldosas, pois são eles que trarão uma reação ou colheita. Cada um receberá segundo suas obras. Deus não castiga, aplica suas leis. Deus não é para ser temido, mas respeitado.









PORTADORAS DA SÍNDROME DE DOWN APRESENTAM PROGRAMA LÍRIOS

quinta-feira, 21 de março de 2013

NÃO APONTE AS FALHAS ALHEIAS


Ninguém é suficientemente puro para habilitar-se a julgar as impurezas alheias.
Essa ideia é marcante no ensinamento cristão.
Jesus situa como hipócritas os que não enxergam lascas de madeira em seus olhos e se preocupam com meros ciscos em olhos alheios.
Observam falhas mínimas no comportamento dos outros.
Não encaram gritantes defeitos em si mesmos.

Geralmente, vemos nos outros algo do que somos.
Assim, o mal está em nós mesmos.



Richard Simonetti


segunda-feira, 18 de março de 2013

SER CRISTÃO E TER ATITUDE CRISTÃ



Quem estuda as obras de André Luiz percebe claramente que os Espíritos orientadores jamais usam adjetivos depreciativos.
Não dizem:


- Fulano é um cafajeste, um vagabundo, um pervertido, um mau caráter, um criminoso, um monstro . . .

Vêem o irmão em desvio, o companheiro necessitado de ajuda, o enfermo que precisa de tratamento . . .
Consideram que todo julgamento é assunto para a Justiça Divina.
Só Deus conhece todos os detalhes.
Mesmo quando lidam com obsessores, tratam de socorrê-los sem críticas, situando-os como irmãos em desajustes.
Por isso, Chico Xavier, que viveu esse ideal evangélico de fraternidade autêntica, não pronunciava comentários desairosos.
Se alguém comete maldades, não diz tratar-se de um homem mau.
É apenas alguém menos bom.
Faz sentido!
Somos todos filhos de Deus.
Fomos criados para o Bem.
O mal em nós é apenas um desvio de rota, um equívoco, uma doença que deve ser tratada.

 

(Richard Simonetti)
 
 
 
Observação: É fácil ser cristão, difícil é ter atitude cristã, não é? Quem tem a grandeza de dizer isso, por exemplo, do goleiro Bruno ou do Mizael?.....É para pensarmos e repensarmos.






quinta-feira, 14 de março de 2013

O VENTO - Chico Xavier

 

Certa vez, uma senhora foi até Uberaba e lá, diante do Chico, começou a se queixar de que não conseguia nada do que precisava, mesmo trabalhando na Doutrina e orando dia e noite.
 Ao ouvir suas queixas, Chico lhe disse:
 - Quando a gente tem fé, quando confia, eles ajudam, minha filha!
 Uma vez, em Pedro Leopoldo , eu ensinava catecismo às crianças, mas, um dia, me proibiram.
 Eu ensinava catecismo para quarenta crianças... e fui proibido porque me tornara espírita. Fiquei em casa.
 Mas as crianças queriam o tio Chico...
 Então as famílias levaram as crianças lá em casa.
 E eu fiquei com muita pena, porque na igreja elas tinham lanche. Já eram duas horas e eu só tinha água e uns pedacinhos de pão em casa.
 Eram quarenta crianças... Como eu iria alimentar aquelas crianças?
 Eu fiz uma prece e pedi a Deus que me ajudasse, porque elas não podiam ficar sem comer.
 Como é que eu iria fazer?
 Estávamos embaixo de uma árvore.
 E, então, um vento muito estranho começou a balançar as folhas da árvore.
 O vento uivava entre os galhos daquela árvore.
 Uma vizinha saiu e perguntou:
 — Chico, que é isso? Que barulho é esse?
 — O vento...
 — O vento?!... E essas crianças aí?
 — Catecismo!...
 — Você não deu nada para elas comerem?
 — Não tenho!...
 — Oh, Chico! Eu tenho, aqui, bolo e pão.
 E a outra vizinha do lado também apareceu e perguntou:
 — O que foi isso, Chico? Que vento foi esse?
 — O vento...
 — E essas crianças aí?
 — O catecismo...

E assim, doze famílias se reuniram e passaram a oferecer o alimento, o lanche daquelas crianças, por causa do vento.
 

 
Do livro: Minuto com Chico Xavier


Observação de Rudymara: Chico pediu ajuda à Deus, e Ele não veio trazer lanche para as crianças, mas achou um meio de chamar a atenção das pessoas para que elas ajudassem o Chico. Assim acontece conosco. Em todos os momentos estamos sendo chamados para ajudar alguém ou algum lugar. Mas não nos importamos. Geralmente só lembramos de nossos pedidos a Ele. Esquecemos que Ele também está pedindo algo para nós, todos os dias.








segunda-feira, 11 de março de 2013

APOSTILA GRATUITA

Amigos e amigas do blog do Grupo de Estudo "Allan Kardec", está pronta a apostila nº 11. Ela é direcionada ao assunto: SUICÍDIO. Quem quiser receber escreva para grupoallankardec@gmail.com mandaremos via e-mail por anexo gratuitamente. Os temas são:


01 As causas das aflições
02 Causas atuais das aflições
03 Causas anteriores das aflições
04 Expiações e Provas
05 Mundo de expiação e Provas
06 Saber sofrer
07 Morte violenta
08 Autismo
09 Para onde vai o suicida?
10 Suicídio – desgosto da vida
11 Resumo do livro “MEMÓRIAS DE UM SUICIDA”
12 Suicídio por amor
13 Judas foi um suicida
14 O suicida do trem
15 Querer morrer mata
16 Por que André Luiz foi considerado um suicida?
17 Todos desencarnam na hora certa?
18 Divaldo e sua irmã suicida
19 História de um Espírito
20 Divaldo tenta suicídio
21 Anencefalia na visão espírita
22 Não somos coitadinhos
23 A verdadeira desgraça
24 Versos de Cornélio Pires/ Chico Xavier
25 Aquele que conduz uma pessoa ao suicídio
26 Suicídio indireto ou inconsciente
27 O alcoólatra e o alcoólico são suicidas
28 As drogas devem ser liberadas?
29 Síndrome de Down na visão espírita
30 Santos Dumont foi um suicida


 
 CLIQUE AQUI E LEIA

http://bvespirita.com/Apostila%2011%20-%20Suic%C3%ADdio%20(Grupo%20de%20Estudo%20Allan%20Kardec).pdf






domingo, 10 de março de 2013

RECONCILIAÇÃO COM O INIMIGO

 
Disse Jesus: “Reconcilia-te o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais a caminho com ele (...)” (Mateus, cap. V, vv. 25 e 26)
 
A lição de Jesus pede que nos reconciliemos com nossos adversários enquanto estamos encarnados, pois engana-se aqueles que julgam que a morte do corpo vai redimir as ofensas e não será mais necessário perdoar e reconciliar-se.
As ofensas permanecem com o espírito desencarnado, e enquanto o perdão não for proferido do fundo do coração, traz empecilhos para a o desenvolvimento e evolução espiritual.
O ofendido poderá tornar-se um obsessor caso tenha desencarnado com ódio, raiva ou sentimento de vingança.




Clique no link e saiba O QUE É OBSESSÃO? QUEM SÃO OS OBSESSORES? COMO AGEM? O QUE OS ATRAI? COMO AFASTÁ-LOS?
 http://grupoallankardec.blogspot.com.br/2013/02/obsessores-obsessao-desobsessao.html
 
 
 
 

sábado, 9 de março de 2013

O QUE É SALVAÇÃO PARA OS ESPÍRITAS?

Como disse Emmanuel “salvação” não é ganhar o reino dos céus; não é o encontro com o paraíso após a morte; salvação é libertação de compromisso; é regularização de débitos. E, fora da prática do amor (caridade) de uns pelos outros, não seremos salvos do resgate das complicações criados por nós mesmos, através de brigas, violência, exploração, desequilíbrios, frustrações e muitos outros problemas que fazem a nossa infelicidade.
Quando fizermos da caridade a nossa lei, e da solidariedade nossa norma de conduta, nos converteremos em agentes do Bem na Terra, a mesma luz que acendermos para os outros purificará a nossa alma. Em I Pedro, 4:8 diz: “O amor cobre a multidão dos pecados”, quer dizer que todo o Bem que estendermos ao próximo diminuiremos a multidão de erros que cometemos no passado e no presente. Só assim estaremos salvos, livres de resgates, muitas vezes dolorosos, aflitivos através das reencarnações. Reencarnaremos quantas vezes for preciso até que paguemos o último centavo de nossos débitos com a lei divina.
Por isso a bandeira do Espiritismo é FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.
 
 
 
 

sexta-feira, 8 de março de 2013

FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO?

 
Não. Mas, primeiro precisamos aprender o significado da palavra caridade. Caridade não é somente dar esmolas. Caridade é “fazer ao próximo o que gostaríamos que o próximo nos fizesse”, ou seja, não enganar, não roubar, não adulterar, não desrespeitar, não ser violento, é matar a fome de alguém, é vestir alguém, é calçar alguém, é evangelizar alguém, é retirar alguém do vício, é não julgar, é levar uma palavra de consolo, é um sorriso sincero, é um abraço afetuoso, é cuidar do idoso, dos animais, da Natureza, do planeta, enfim, é respeitar e cuidar de tudo o que Deus criou, inclusive nós mesmos que também somos criação Dele.
 
 
 
 
 

quinta-feira, 7 de março de 2013

O SANGUE DE JESUS NOS REDIME (SALVA)?

 
Não. Jesus Cristo é o nosso Redentor, no sentido de que Ele veio para nos trazer a mensagem do Evangelho. E sofreu para divulgá-los. Mas, se fosse o sangue de Jesus que nos remisse (salvasse), não precisaríamos fazer nada. Poderíamos nos esbaldar! E o próprio Jesus disse: “Ninguém deixará de pagar até o último centavo”. Se fosse, pois, o sangue Dele que nos redimisse, não teríamos que pagar nem o primeiro nem o último centavo do preço de nossas faltas! E esse ensino do Mestre nos deixa claro, também, que pago o último centavo, estaremos quites com a Justiça Divina, não tendo nós que pagar mais nada, porquanto, a justiça divina é perfeita. E isso derruba por completo as chamadas penas eternas.
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 6 de março de 2013

PARA SER SALVO BASTA ACEITAR JESUS?

 
Não. Lembremos de Zaqueu. Ele aceitou Jesus, mas somente quando declarou que iria modificar sua atitude Jesus disse que ele estava salvo. Muitos chegam à religião, submetem-se aos rituais, cultos, dogmas, etc, mas não se transformam, não buscam saber o que Deus ou Jesus esperam delas. Fora do templo religioso tornam-se tiranos, corruptos, desonestos, infiéis, exploradores, etc. Esquecem ou não buscam aprender que, “a fé sem obras (úteis) é morta”, ou seja, acreditar ou aceitar e não praticar o que Eles pedem não terá valor.
 
 
 
 
 

terça-feira, 5 de março de 2013

A SALVAÇÃO É INDIVIDUAL

 
Sim. “Deus retribuirá a cada um segundo suas obras” (Rom. 2:6), “cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus” (Rom. 14:12). Portanto, não será por religião, será pelas nossas obras, baseadas no amor ao próximo, como fez o samaritano da parábola que socorreu um homem que estava todo machucado (porque havia sido assaltado), sem perguntar se ele era um judeu que eles (samaritanos) tanto odiavam. Sendo que, havia passado pelo homem ferido um sacerdote e logo após um levita (ambos trabalhadores do templo e conhecedores da Lei), que apenas olharam e passaram reto. Aqui confirmamos que não é por igreja a salvação, não basta conhecer as leis divinas ou freqüentar uma casa religiosa, tem que colocar em prática.
 
 
 
 

segunda-feira, 4 de março de 2013

FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO?

 
Se a máxima fosse “Fora da igreja não há salvação”, cada religião “puxaria sardinha para sua brasa”, haveria muito mais orgulho e briga do que já tem. Se a salvação fosse através de uma determinada religião, Deus seria injusto com aqueles que fazem ou fizeram Sua vontade, mas são de religiões diferentes como Madre Teresa, Chico Xavier, Buda, Gandhi, etc. Afinal, muitos dizem “Senhor, Senhor...", mas não fazem a Sua vontade.
 
 



 
 

sábado, 2 de março de 2013

A PRECE DO ATEU



Conta-se que um farmacêutico era muito bom, cumpridor de seus deveres, de princípios retos, mas que simplesmente não acreditava em Deus.
Certa feita, fechava a farmácia quando entrou uma menina que suplicava para que ele manipulasse um remédio para sua mãe que estava muito enferma.
O farmacêutico, apesar de contrariado, pois tinha um compromisso, decidiu atende-la.
Apanhou a receita, foi ao laboratório e rapidamente preparou o remédio com a mistura recomendada.
A menina pagou, agradeceu e partiu apressada.
O bom homem voltou ao laboratório para guardar o material usado.
Estarrecido, verificou que na pressa havia trocado vidros, usando uma substância extremamente tóxica que, se enjerida pela mulher, provocaria sua morte.
Apavorado, correu à entrada da farmácia, olhou a rua em todas as direções, foi até a esquina . . . Não mais viu a menina.
E agora?
Não conhecia a paciente. Não reparara no nome do médico. Não havia a mínima chance de desfazer o engano.
Atordoado, sentindo-se na iminência de converter-se num criminoso, matando a pobre mãe com seu descuido, caiu de joelhos e, erguendo o olhar, falou, suplicante:
- Deus! Se você existe, ajude-me! Não quero transformar-me num assassino!E chorava copiosamente, repetindo:
- Ajude-me! Ajude-me! Por misericórdia, Senhor!Alguém tocou de leve em seus ombros.
Voltou o olhar assustado.
Então, num sorriso de espanto e alívio, viu que era a menina.
- Ah! Meu senhor, uma coisa terrível aconteceu. Tão afobada eu estava a correr, na ânsia de levar o remédio para minha mãe, que caí, não sei como. O vidro escapou-me das mãos e se espatifou. Não tenho dinheiro para outra receita. Por favor, atenda-me, em nome de Deus!O farmacêutico suspirou emocionado:
- Sim, sim, minha filha! Fique tranqüila! Eu lhe darei o remédio, em nome de Deus!Preparou o remédio com muito cuidado, sem pressa. Entregou à menina e recomendou-lhe prudência. Depois fechou a farmácia e, ajoelhou-se novamente, murmurou em meio a lágrimas ardentes:
- Obrigado, meu Deus! 


 
No livro "Os Mensageiros", no capítulo "Efeitos da Oração", André Luiz ouve a seguinte frase do Espírito Aniceto:
"Não há prece sem resposta".
 

“Deus sempre responde nossas preces, nem sempre da forma que queremos, mas sempre da forma que necessitamos.”



"Lembremos que 'não' também é resposta".