terça-feira, 30 de outubro de 2012

FINADOS NA VISÃO ESPÍRITA

 
O hábito de visitar os mortos, como se o cemitério fosse sala de visitas do Além, é cultivado desde as culturas mais remotas. Mostra a tendência em confundir o indivíduo com seu corpo. Há pessoas que, em desespero ante a morte de um ente querido, o "VISITAM" diariamente. Chegam a deitar-se no túmulo. Desejam estar perto do familiar. Católicos, budistas, protestantes, muçulmanos, espíritas - somos todos espiritualistas, acreditamos na existência e sobrevivência do Espírito. Obviamente, o ser etéreo não reside no cemitério. Muitos preferem dizer que perderam o familiar, algo que mostra falta de convicção na sobrevivência do Espírito. Quem admite que a vida continua jamais afirmará que perdeu alguém. Ele simplesmente partiu. Quando dizemos "perdi um ente querido", estamos registrando sérios prejuízos emocionais. Se afirmarmos que ele partiu, haverá apenas o imposto da saudade, abençoada saudade, a mostrar que há amor em nosso coração, o sentimento supremo que nos realiza como filhos de Deus. Em datas significativas, envolvendo aniversário de casamento, de morte, finados, Natal, Ano Novo, dia dos Pais, dia das Mães, sempre pensamos neles.
COMO PODEMOS AJUDAR OS QUE PARTIRAM ANTES DE NÓS? Envolvendo o ser querido em vibrações de carinho, evocando as lembranças felizes, nunca as infelizes; enviando clichês mentais otimistas; fazendo o bem em memória dele, porque nos vinculamos com os Espíritos através do pensamento. Além disso, orando por ele, realizando caridade em sua homenagem, tudo isso lhe chegará como sendo a nossa contribuição para a sua felicidade; a prece dá-lhe paz, diminui-lhe a dor e anima-o para o reencontro futuro que nos aguarda.
PODEMOS CHORAR? Podemos chorar, é claro. Mas saibamos chorar. Que seja um choro de saudade e não de inconformação e revolta. O choro, a lamentação exagerada dos que ficaram causam sofrimento para quem partiu, porque eles precisam da nossa prece, da nossa ajuda para terem fé no futuro e confiança em Deus. Tal comportamento pode atrapalhar o reencontro com os que foram antes de nós. Porque se eles nos visitar ou se nós os visitarmos (através do sono) nosso desequilíbrio os perturbará. Se soubermos sofrer, ao chegar a nossa vez, nos reuniremos a eles, não há dúvida nenhuma.
ENTÃO OS ESPÍRITAS NÃO VISITAM O CEMITÉRIO? Nós espíritas não visitamos os cemitérios, porque homenageamos os “vivos desencarnados” todos os dias. Mas a posição da Doutrina Espírita, quanto as homenagens (dos não espíritas), prestadas aos "MORTOS" neste Dia de Finados, ao contrário do que geralmente se pensa, é favorável, DESDE QUE SINCERAS E NÃO APENAS CONVENCIONAIS.
 
Os Espíritos, respondendo a perguntas de Kardec a respeito (em O Livro dos Espíritos), mostraram que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam esses atos. E declaram que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos. Há espíritos que só são lembrados nesta data, por isso, gostam da homenagem; há espíritos que gostariam de serem lembrados no recinto do lar. Porque, se ele desencarnou recentemente e ainda não está perfeitamente adaptado às novas realidades, irá sentir-se pouco à vontade na contemplação de seus despojos carnais; Espíritos com maior entendimento, pedem que usemos o dinheiro das flores em alimento aos pobres. Portanto, usemos o bom senso em nossas homenagens. Com a certeza que ELES VIVEM. E se eles vivem, nós também viveremos. E é nessa certeza que devemos aproveitar integralmente o tempo que estivermos encarnados, nos esforçando para oferecer o melhor de nós em favor da edificação humana. Só assim, teremos um feliz retorno à pátria espiritual.


Compilação de Rudymara
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

DIVALDO LÊ VÁRIAS VEZES "O LIVRO DOS ESPÍRITOS"

                        
Conta Divaldo: "Quando eu comecei o exercício da mediunidade - se hoje enfrento dificuldades, imaginem há 30 anos atrás o que é que eu era -, via os Espíritos, sentia-os, mas não compreendia o fenômeno. Certo dia apareceu-me um Espírito e disse-me:
-          Divaldo, você é médium, mas não é espírita, não é verdade?
Ao que confirmei:
-          Não senhor, não sou espírita.
-          Mas deve sê-lo! E a única forma de ser espírita é começar pelo começo: estudar O Livro dos Espíritos.
Eu nunca tinha ouvido falar em O Livro dos Espíritos, em 1948. Procurei-o muito até que o encontrei. Era um livro grosso, bem gordinho - porque os livros lidos engordam; aqueles bonitinhos, na estante, são para decorar, comprados a metro, ficam belos, lustrosos e magros. Quando o olhei, pensei, surpreso:
-          Meu Deus, será que eu vou aguentar ler este livro todo até o fim?
Porque eu estava acostumado a ler "Guri", "Gibi", o "Globo Juvenil", que eram as revistas da época. Como o Espírito me mandara lê-lo, tomei-o e o li. Quando deparei a letra miúda da "Introdução" comecei a saltar trechos que não me pareciam interessantes, tal a minha ignorância. Depois, tomava assim casualmente e virava diversas páginas. Acabei a "Introdução" em alguns minutos. No capítulo do "Prolegômenos", perturbei-me por ignorar o significado da palavra, que perguntei ao Espírito amigo e ele respondeu-me:
-          Compre um dicionário, porque o Espiritismo também é doutrina de cultura. À medida em que você conhecer o Espiritismo, melhorará o seu vocabulário, o seu conhecimento.
Comprei o dicionário, mas fui tão sem sorte que nele não havia a palavra "Prolegômenos".
Adquiri, então, um outro dicionário maior. Em dois dias, eu acabei de ler O Livro dos Espíritos. Quando o Espírito amigo me apareceu - ainda me lembro como hoje - indaguei:
-          E agora, qual o livro que devo ler?
Ele respondeu:
-     O Livro dos Espíritos.
-          Mas, meu irmão - esclareci - eu já o li.
Ele insistiu:
-          Leia-o de novo, Divaldo.
Pensei:
-          Vai ver que ele notou que eu saltei algumas páginas.
Voltei a ler a extraordinária obra. Fui descobrindo tesouros valiosos. Demorei dois meses ou mais e li-o até a última palavra. Quando o Espírito aparecer-me, disse-lhe:
-          Agora eu o li de ponta a ponta. Qual é o livro que deverei ler?
E ele:
-          Volte a ler com mais atenção O Livro dos Espíritos.
Obedeci. Durante a leitura eu tinha que parar para meditar, porque as respostas eram tão extraordinárias que me conduziam a demoradas reflexões.
Demorei-me quase um ano na leitura. Memorizei questões e detive-me a pensar.
Posteriormente, indaguei ao Benfeitor Espiritual:
-          E agora qual o livro que deverei ler?
Ele orientou-me:
-          Bem, agora você pode ler O Livro dos Médiuns, mas vai continuar estudando O Livro dos Espíritos até além da morte. Porque, à medida que você tenha tirocínio, melhor o entenderá. Se você aplicar cem anos da sua vida examinando o conhecimento geral à luz de O Livro dos Espíritos, os cem anos serão insuficientes para penetrá-lo na sua totalidade, já que ele é como a seiva e a síntese da cultura universal, que só daqui há muito tempo o homem entenderá em toda a sua profundidade."
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

CRIANÇAS ÍNDIGO OU PROGRAMADAS


Lee Carol e Jan Tober (que não são espíritas) lançaram em 1999 o livro "Crianças Índigo", nos Estados Unidos da América do Norte, narrando a epopéia de crianças especiais, denominadas Índigo, pela coloração azulada de suas auras, identificadas por vários médiuns e ainda não classificadas pela psicologia.
Em Salvador, na Bahia, na década de 1950, Divaldo Franco, psicofonicamente, recebeu do Espírito Ivon Costa, ex-tribuno espírita, mensagem denominada "Espíritas, reverenciai os berços". Ivon Costa afirmava que cinqüenta mil espíritos missionários e quinhentos vultos bíblicos e líderes do progresso humano estavam reencarnando para sustentar a fé e o bem na virada do milênio. Seriam os precursores do mundo de regeneração. E recomendou: "oferecei-lhes desde cedo a evangelização infanto juvenil para que recordem os compromissos assumidos com Jesus na imortalidade". Divaldo escolheu chamá-los de "Os Programados", identificando-os com o passar do tempo no Brasil e no Mundo. Mas, orienta: “(...) São crianças que devemos educar apelando para a lógica, o bom tom. A criança deve ser orientada, esclarecida, repetidas vezes. Voltarmos aos dias da educação doméstica, quando nossas mães nos colocavam no colo, falavam conosco, ensinavam-nos a orar, orientavam-nos nas boas maneiras, nas técnicas de uma vida saudável, nos falavam de ternura e nos tornavam o coração muito doce, são os métodos para tratar as modernas crianças, todas elas, índigo, cristal ou não.”
O perigo de classificarmos essas crianças é considerá-las seres privilegiados, onde os pais se orgulham e sobre as quais projetam seus desejos de grandeza. A identificação de possíveis crianças especiais é altamente problemática e mesmo prejudicial, porque suscita discriminações, classificações desvantajosas para outras, que não sejam assim consideradas, e para elas próprias, proporcionando um estímulo à vaidade.
Lembremos que Espírito com muita cultura não significa Espírito de grande evolução moral. Temos como exemplo Hither.   Então, tenhamos bom senso.
Por que algumas crianças compõem músicas, tocam instrumentos, etc., sem estudo e melhor que muitos adultos? É a lembrança de outras encarnações.
O escritor Victor Hugo revelou através da mediunidade de Yvonne do Amaral Pereira que ele e o compositor Chopin estariam reencarnando no Brasil após o ano 2000, afim de “moralizar e sublimar as artes.” Então, observemos nossas crianças, índigo ou não. E as ajudemos a lembrar os compromissos assumidos no plano espiritual ou as ajudemos a esquecer as más tendências. Esta menina da foto é Alma Deutcher que compôs uma ópera aos 7 anos. Pensemos nisso!

 Rudymara
 
 
 
 
 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O ENCONTRO DE UMA ALMA COM A OUTRA JÁ ESTAVA ESCRITO?



Nem sempre. Há casos em que um indivíduo vem no mundo com comprometimentos com um determinado indivíduo. Daí, ao se encontrarem no mundo irão formar um par ou não, de acordo com o livre arbítrio de cada um. No entanto, nas regras do mundo terrestre, onde ainda somos espíritos tão limitados, com tantas dificuldades e deficiências que é comum que nos unamos por afinidades. Nem sempre aquela criatura que se une conosco no casamento veio pré determinado. Mas a nossa vinculação afetiva, magnética estabelece que nós podemos ter uma vida a dois segura e realizar os projetos de Deus nessa relação. Então, podemos dizer que os casamentos são fundamentados, na maioria das vezes, na afinidade. Há casos muito interessante de que uma pessoa é apaixonada por outra em um determinado lugar e esta pessoa falece, o abandona, e o que ficou muda-se para outra cidade, país e encontra lá uma outra pessoa (afinidade) que amará tanto quanto amou a primeira ou até mais. Então, se houvesse essa determinação o indivíduo errou na primeira vez? Não errou. É que nós encontramos no mundo uma quantidade de pessoas de nossas afinidades. A grande responsabilidade é quando eu encontro a primeira (afinidade) e eu me dedicar a ela sem sair procurando as outras afinidades que sempre encontraremos, porque somos espíritos mais ou menos do mesmo nível. 
 


Resposta de José Raul Teixeira



Observação: leia o livro PLANO B de Richard Simonetti para entender melhor este assunto.



 

CASAMENTO É PARA PAGAR DÉBITO DO PASSADO? - J. Raul Teixeira


 

Como nós estamos morando num mundo de provas e expiações todos nossos relacionamentos tem as marcas das provas e das expiações. Isso não significa que um tem que agredir o outro, justificando que estão pagando alguma coisa. As provas e expiações vêm no circuito de nossa própria vida, nas vicissitudes de nossa vida corporal. O casal se ama, se respeita, mas tem um problema econômico, de saúde, um filho problema ou um problema qualquer na família que os dois se unirão para superar. De forma que casamento na Terra, de um modo ou de outro, vai nos impelindo a eliminar a força do egoísmo que ainda é vigorante em nós. O casamento na Terra representa esse compromisso que assumimos com Deus, de nos unir afetivamente para colaborar na sua obra em pleno espaço sideral.


 
 
 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

DÚVIDAS SOBRE O ESPIRITISMO E A BÍBLIA

 



A BÍBLIA CONDENA O ESPIRITISMO?
Não.  Porque, quando a Bíblia foi elaborada, não havia o Espiritismo, havia fenômenos espirituais. A palavra Espiritismo é um vocábulo criado em 1857 por Allan Kardec, e que define uma nova ordem de idéias, afim de diferenciá-lo do que era conhecido por espiritualismo. O que "Moisés" condenou e proibiu foi a evocação dos mortos. Porque era possível evocá-los e por ser possível abusavam. O que não é o caso do Espiritismo. 

ENTÃO, A BÍBLIA PROÍBE A EVOCAÇÃO DOS MORTOS?
Sim, a Bíblia proíbe a evocação dos mortos, conforme se lê em Moisés. Como dissemos, este proibiu porque tal prática era possível, e além de ser possível dela se abusava. Ainda hoje há abusos, como procurar um(a) médium para pedir aos espíritos favores materiais como: destruir casamento, pessoas, etc.; buscar solução para problemas familiares, financeiro, sentimental, etc.; e para alcançar o desejado, muitos usam rituais que sacrificam animais, e até crianças. Praticas não encontradas nas casas espíritas.

OS ESPÍRITAS EVOCAM MORTOS?
Nós espíritas, evocamos os "mortos" quando há uma intenção útil, como fez Allan Kardec e, também através da prece aos desencarnados. Pois a prece nos liga, pelo pensamento, a eles. E quando eles querem (e podem) se comunicar, são eles que nos evocam. Aliás, não só nós espíritas, mas todos aqueles com sensibilidade mediúnica. Já que a mediunidade não foi inventada pelos espíritas, e nem é de nossa propriedade. A prece ao Espírito Santo ou para santos(as) também não é uma evocação? Estes não são Espíritos? Estes não são desencarnados?

ENTÃO, NÃO É ERRADO TRANSGREDIR A LEI DE MOISÉS?
Em Números, Moisés recebeu queixas de Josué que dizia haver dois homens profetizando (usando a mediunidade) nos arredores de Israel. Era Eldade e Medade. Moisés quis saber o que ambos faziam e ele foi informado que estavam curando, orientando, ajudando, etc.. Então, Moisés disse:
- Quem dera todo o povo do Senhor fosse profeta (médium) e que o Senhor pusesse o Seu Espírito sobre ele.
Então, o problema com Moisés não era com o profetismo (mediunidade) e sim com o mau profetismo. A exploração do profetismo. E mais tarde, na transfiguração (Mateus, 17:2), Jesus evocou os Espíritos do próprio Moisés e de Elias no monte Tabor. Será que Moisés deu um puxão de orelha em Jesus dizendo: “Você transgrediu a minha lei?” Claro que não. Jesus apenas mostrou aos apóstolos que a vida é eterna, que ninguém morre. Sua evocação foi para algo útil.

CHICO XAVIER PECOU PORQUE FALAVA COM OS MORTOS?
Não. O apóstolo Pedro, vendo os apóstolos recebendo o “Espírito Santo”, no dia de Pentecostes (50 dias depois da ressurreição de Jesus) lembrou-se da profecia de Joel e disse: “Estes homens não estão embriagados, mas o que acontece aqui é o que foi dito (profetizado) por Joel (profeta ou médium do antigo testamento) : Que o Senhor, nos últimos tempos, derramaria do Seu Espírito sobre toda a carne; que seus filhos e suas filhas profetizariam, os jovens teriam visões (foi o caso de Maria), e os velhos sonhos (foi o caso de José). E naqueles dias, ele derramaria de Seu Espírito sobre Seus servos e sobre Suas servas, e eles profetizariam.” (Atos, 2: 17 e 18). Então, concluímos que neste dia Deus distribuiu mediunidade. Se é errado, por que Ele faria isso? Os apóstolos pecaram porque falaram com Jesus após sua morte? Jesus pecou quando falou com Moisés e Elias no Monte Tabor? Usemos a razão.

NA BÍBLIA DIZ QUE “SÓ PODEMOS MORRER UMA SÓ VEZ”. E A REENCARNAÇÃO? 
Primeiro que esta frase está no livro Hebreus, cuja autoria ninguém sabe ao certo. Segundo que Jesus ressuscitou Lázaro. Este então teve duas mortes? Achamos que o verdadeiro sentido da frase, baseado nos conhecimentos da Doutrina Espírita, é que só podemos morrer uma só vez a cada encarnação, ou seja, o que não existe é a "RESSURREIÇÃO" e não a "REENCARNAÇÃO". Porque "ressurreição" significa o Espírito ressurgindo ou retornando ao mesmo corpo físico. O que é impossível, cientificamente falando. O "ressurgimento" do Espírito é em um novo corpo carnal, por isso Allan Kardec usou a palavra "reencarnação".

A REENCARNAÇÃO NÃO ESTÁ NA BÍBLIA?
Vejamos em Mateus 17:10: "Os discípulos de Jesus lhe perguntaram: “o que querem dizer os doutores da Lei, quando falam que Elias (que já estava morto) deve vir? Jesus lhes explicou: "Certamente Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas. Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram.”Comenta Mateus em 17:13 "Então os discípulos compreenderam que Jesus falara a respeito de João Batista.” Nesta passagem, Jesus deixa claro que Elias, que muitos esperavam a volta (voltar de onde e como se ele estava morto?), já veio, ou seja, já REENCARNOU, e já haviam feito com ele o que quiseram (cortaram sua cabeça). Então, os discípulos entenderam que João Batista era a reencarnação de Elias. Portanto, concluímos que Elias morreu 2 vezes, quando era Elias e quando retornou à carne como João Batista. 

KARDEC ESCREVEU UM EVANGELHO?
Não. O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO nada mais é que o Novo Testamento com explicações segundo a visão espírita ou dos Espíritos e organizado por Allan Kardec.

PALAVRAS FINAIS AOS QUE DIZEM QUE ESPIRITISMO É CONTRA A BÍBLIA.
“Que atire a primeira pedra aquele que não tem pecado algum”, ou seja, se os espíritas transgridem a lei de Moisés que está em Deuteronômio 18:11, as religiões que nos condenam, seguem todas as outras leis dele? Por exemplo: A lei de Moisés que está em Deuteronômio 21-18 à 21 e diz: "Os filhos desobedientes e rebeldes, que não ouçam seus pais e se comprometam no vício, serão apedrejados até a morte." Quem segue esta lei? Graças a Deus, não vemos pais apedrejando filhos por aí. Mas, se esta lei fosse aplicada muitas igrejas, templos, casas religiosas estariam vazios, pois a maior parte dos "convertidos" foram, ou são, filhos desobedientes e rebeldes. Em seus depoimentos, muitos dizem "eu sou ex-viciado", "sou ex-detento", "dei muito desgosto para minha família", etc. Portanto, se a lei de Moisés fosse aplicada, não daria tempo de “aceitar Jesus” ou se "converter" a qualquer religião, porque estaríamos mortos. Pensemos nisso!



Rudymara









terça-feira, 16 de outubro de 2012

MUNDOS DE PROVAS E EXPIAÇÕES

 
Nos mundos de provas e expiações o mal predomina; mas o mal é uma necessidade para seus habitantes darem valor ao bem, da noite para admirar a luz, da doença para apreciar a saúde. Esses mundos (é o caso da Terra) servem de exílio para os Espíritos rebeldes à lei de Deus. Neles os Espíritos lutam penosamente, ao mesmo tempo, contra a perversidade dos homens que convivem com eles e a crueldade da natureza (tsunami, terremoto, maremoto, etc), para que desenvolvam de uma só vez as qualidades do coração e as da inteligência. Mas, não são todos os Espíritos encarnados nestes mundos que se encontram em expiação. As raças que chamamos de selvagens são Espíritos recém saidos da infância evolutiva, portanto, estão ainda educando-se e desenvolvendo-se ao conviver com Espíritos mais avançados. Quando evoluem um pouco, tornam-se raças semicivilizadas, são os que chamamos de raças indígenas, que se desenvolveram pouco a pouco através de longos períodos seculares, conseguindo algumas a atingir a perfeição intelectual dos povos mais esclarecidos. 
 
 
 
 
 
 

sábado, 13 de outubro de 2012

DIFERENÇA DE AMOR E PAIXÃO - Richard Simonettii

A jovem pergunta à Chico Xavier:

– Chico, amor é sinônimo de paixão?
– Ah! minha filha, amor é comidinha fresca, roupa lavada e passada, mamadeira prontinha....paixão é como o Joelma, pega fogo e acaba tudo.

 
Observação: Joelma era um Edifício que pegou fogo em 1974.
Com a simplicidade e a jovialidade dos sábios, o médium estabelece diferenças fundamentais entre amor e paixão.
A paixão situa-se nos domínios do instinto, busca apenas a auto-afirmação, o prazer a qualquer preço, sem preocupações além da hora presente.
Apoiando-se no desejo de comunhão sexual, a paixão é fogo arrebatador, que obscurece a razão e leva ao desatino, deixando, depois, apenas cinzas, como aconteceu com o Edifício Joelma.
O apaixonado ama como quem aprecia um doce.
Deleita-se! É saboroso! Satisfaz o paladar!
Por isso logo deixa de amar, atendendo a várias razões:
Saciou-se.
Enjoou.
Deseja novos sabores.
A partir daí, há campo aberto para o adultério e a separação, sem que a pessoa tome consciência do mal que causa ao parceiro e, principalmente, à prole, quando há filhos.
Enquanto perdura a paixão, podem ocorrer problemas mais graves e comprometedores:
Crimes.

Bárbaros assassinatos são cometidos por amantes que se sentem traídos e negligenciados ou que foram abandonados. Perdendo o domínio sobre o parceiro, tratam de eliminá-lo, como quem joga fora um doce que azedou.
Maus tratos.
É característica masculina, própria de machistas incorrigíveis, sempre dispostos a agredir para impor sua vontade, com o que apenas conturbam a relação, matando a afetividade na parceira.
Suicídio.
Uma das causas mais comuns dessa ação nefasta, que precipita o indivíduo em sofrimentos inenarráveis no Mundo Espiritual, é a paixão contrariada. O sentir-se traído, negligenciado, ou não correspondido.

O amor situa-se nos domínios do sentimento verdadeiro.
Sustenta-se numa regra básica: pensar no bem-estar do ser amado, com a consciência de que nossa felicidade está diretamente subordinada a ver a felicidade do outro (mesmo que seja com outra pessoa).
As uniões felizes, os casamentos que se estendem além da morte, ensejando reencontros felizes na Espiritualidade, são aqueles em que os cônjuges revelam maturidade suficiente para mudar de pessoa na conjugação do verbo de suas ações.
Da primeira do singular –EU, para a terceira – ELE, trocando cuidados recíprocos, a se exprimirem em carinho e solicitude.
 
 
 
 
 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A MISSÃO DE MARIA





Certa vez, um Espírito divino chegou até Maria e disse:
-    Salve, ó cheia de graça, o Senhor é contigo.
E ali, anunciou, que ela havia sido escolhida por Deus para trazer ao mundo um rei que se chamaria Jesus. E que o reinado deste rei não teria fim. E ela, após ouvir humildemente o mensageiro divino, respondeu:
-    Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a Tua vontade.


Que Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora de Fátima, ou seja lá o nome que derem a Maria, seja lembrada como a serva escolhida por Deus para trazer ao mundo o Espírito de maior evolução, que veio nos trazer ensinamentos que nos faria melhores, caso os seguíssemos.
Que neste dia 12 de outubro, muitos possam lembrar a missão de Maria. Missão essa que ela aceitou e cumpriu com muito louvor. Ela foi um exemplo de mãe, esposa, e serva de Deus. Com tantas tribulações, com tanto preconceito, ela não pensou em abortar. Que as mulheres mirem-se em seu exemplo, pois todas também são missionárias de Deus, porque seus ventres também abrigam filhos Dele. Que ela não seja lembrada apenas para fazer pedidos. Que façamos um silêncio interior para escutar os pedidos de seu filho: JESUS. Que pensemos no que realmente os agrada.

 

Rudymara
 
 
 
 
 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

JESUS NA ESTRADA


 
 
Jesus disse:
- Em verdade vos afirmo que, tudo que fizerdes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizerdes.
Com estas palavras entendemos que tudo que fizermos ao nosso próximo ou aos que convivem conosco neste planeta, seja de bom ou de ruim, é a Jesus que estaremos fazendo e isso acarretará uma colheita que corresponderá ao nosso ato. Isto não significa que Jesus irá se vingar. O sentido é que tudo que fizermos, em relação aos Seus ensinamentos, estaremos decretando nossa própria sentença perante a lei divina. 
Encontramos na estrada da vida muitos necessitados de coisas do corpo e da alma. Estes nada mais são que oportunidades que Jesus nos dá para colocarmos em prática o que sabemos na teoria.  
Deus nos envia missionários para que nos transmitam ensinamentos e exemplos que deveríamos seguir. Muitos dizem ter fé neste ou naquele missionário, mas muitas vezes confundem fé com interesse. Buscam estes missionários (alguns receberam o título de santo e santa) para pedir favores. Por isso, muitas vezes, na primeira tribulação trocam de religião, blasfemam contra Deus ou contra o santo de devoção. Mas, como disse Jesus: “A fé sem obras é morta”, ou seja, acreditar e não colocar em prática o que Deus pede através desses missionários, é inútil, de nada vale. O próprio nazareno elucida: “E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?“ Com estas palavras, dirigidas aos hipócritas e adoradores comodistas, ele evidenciou a necessidade de vivenciar o evangelho sem as amarras da idolatria pueril (infantil).
Disse Meimei pela psicografia de Chico Xavier: “Um dia, que será noite em teus olhos, deixarás pratos cheios e móveis abarrotados, cofres e enfeites, para a travessia de grande sombra; entretanto, não viajarás de todo nas trevas, porque as migalhas do amor que tiveres distribuído estarão multiplicadas em tuas mãos como bênção de luz.”
Portanto, não percamos a oportunidade de fazer aos pequeninos de nossa estrada o que Jesus pediu que fizéssemos. Porque um dia, desencarnaremos e deixaremos para trás tudo que ajuntamos de material, só levaremos as migalhas de amor que tivermos estendido ao próximo. E estas migalhas contarão como luzes nessa travessia.  
 
 
Texto de Rudymara
 
 
 
 
 

domingo, 7 de outubro de 2012

UMBRAL EXISTE OU É FRUTO DA IMAGINAÇÃO?


UMBRAL É UM LUGAR DEFINIDO OU É UM ESTADO MENTAL?

Trata-se de um lugar definido, uma região física ou espiritual onde se reúnem Espíritos infelizes. Uma pessoa que pense mal, pessimista, cria uma psicosfera ou atmosfera mental em sua volta, densa, que contamina outra que conviva ao seu lado.
Se dois indivíduos maus se reúnem, criam um campo vibratório negativo. Se vários indivíduos sensuais, pervertidos, ébrios, toxicômanos, fumantes, agregam em determinado sítio, eliminam uma energia que lhes cria um campo de umbral pessoal. É o umbral mental, por eles constituído. Quando desencarnam, essa vibração deletéria que conduzem tem um peso específico e sofre a força de atração semelhante à que a gravidade exerce sobre a matéria, conduzindo os infelizes para aquele local onde estão outros portadores do mesmo teor vibratório, tornando-se uma região umbralina. Note-se que os Espíritos, via de regra, desde as tradições mais remotas, já se referiam a esses locais, dando-lhes a denominação de inferno, que são justamente  essas  regiões  de sofrimentos transitórios . . .
O umbral é definido como uma "região destinada a esgotamento de resíduos mentais.”


 Resposta de Divaldo Franco







terça-feira, 2 de outubro de 2012

JOHN HUSS REENCARNA COMO ALLAN KARDEC

 
Kardec nasceu dia 03 de outubro de 1804 em Lion na França.
Seu nome verdadeiro era Hyppolite Lèon Denizard Rivail. Ele era professor e escreveu vários livros didáticos.
A fim de não confundirem com suas obras (livros) como pedagogo, publicou as obras espíritas sob o pseudônimo de Allan Kardec, nome que tivera em uma encarnação como chefe druida no tempo da invasão da Gália pelo Imperador Júlio César. Mais tarde reencarnou como John Huss em Husinec, Boêmia (agora parte da república Tcheca), por volta de 1371 (ou 1369). Recebeu o grau de Mestrado da Universidade de Praga em 1396, tornou-se professor de Teologia em 1398 e em 1400 foi ordenado Padre. Foi Reitor da Universidade em 1402 e em 1404 recebeu Bacharelado em Teologia. No ano seguinte, após ser ordenado, começou pregando na Capela de Belém, onde os sermões eram feitos em língua tcheca em vez do latim.

Rapidamente se envolveu no movimento reformista nacionalista tcheco, iniciado no século XV, e que persistia dentro da Universidade. Condenava vigorosamente os abusos da igreja e tentava, nos sermões, trazer a igreja até o povo.
Denunciava seus abusos e as suas disputas não diziam respeito a assuntos teológicos básicos, mas à prática e disciplina da Igreja. Dentre elas, Huss afirmava que oficiantes da igreja deveriam exercer somente poderes espirituais e deixarem de ser governadores terrenos. A nível doutrinário, acreditava na predestinação, considerava a Bíblia como a única autoridade religiosa, e afirmava que o Cristo, e não qualquer outro representante eclesiástico inevitavelmente corrupto, era o verdadeiro chefe da igreja.
Em 1412 foi excomungado pelo seu arcebispo, não por heresia, mas por insubordinação. Mas o problema real era que Huss apoiava um preponente a Papa e o arcebispo um outro e o candidato de Huss foi finalmente declarado como o verdadeiro Papa.
Em 1414 foi convocado pelo Concílio de Constance, que tinha sido criado para resolver o cisma na igreja e suprimir a heresia. Tendo recebido um salvo conduto do imperador alemão Segismundo, garantindo sua segurança pessoal, Huss pensou que pudesse defender, com sucesso, as suas crenças. À sua chegada, contudo, os seus inimigos o aprisionaram e o julgaram por heresia, sendo ordenado a abjurar certos princípios heréticos. As acusações contra ele falsamente declaravam crenças que ele nunca aceitara e quando lhe foi proposto retratar-se e prometer não ensinar as suas doutrinas/princípios, recusou-se categoricamente. Foi então condenado pelo Concílio por heresia e queimado em um poste, morrendo heroicamente em 06 de julho de 1415.
Para concluir, lembramos duma passagem contada pelo médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco, sobre a morte de John Huss, extraída da sua conferência «Deus tem pressa», dizendo que, enquanto seu corpo queimava na fogueira, John Huss teria proferido a seguinte frase, antes de morrer cantando: «Hoje vós assais um pato, mas dia virá em que o cisne de luz voará tão alto, que as vossas labaredas não mais alcançarão. Séculos depois John Huss volta como Allan Kardec...»
 
 
 
Compilação de Rudymara em homenagem à Allan Kardec que nasceu dia 03 de outubro de 1804