segunda-feira, 31 de outubro de 2011

EMMANUEL E LÍVIA - Há dois mil anos



Como ser feliz se os problemas familiares nos impedem de amar os filhos, o cônjuge e outros membros da família?
Divaldo responde: Não há problema que nos impeça de amar. Exceto se nosso amor é muito frágil. Onde qualquer perturbação esfacela. Se nós vivemos numa família desestruturada, estamos numa prova. Aí é que nosso amor deve manter a sua legitimidade. Aí é que devemos experimentar o amor, exatamente onde ele é necessário. Quando eu li o livro “HÁ 2000 MIL ANOS” meditei no calvário de Lívia Lentulus, a mulher de Emmanuel, que na época chamava-se Públius Lentulus. Ela foi vítima de uma calúnia (traição) onde ele se afastou do leito conjugal por 25 anos. E ela, cristã, manteve a dignidade. Isso que é o cristianismo: ela nunca reclamou; nunca lhe perguntou “por que” e nunca o hostilizou. Mas ele, (apesar de não estar no livro), permitiu-se licenças com outras companhias (saía com outras mulheres). Mas ela manteve-se fiel até o dia que ela trocou de roupa com Ana, a escrava que estava presa no circo romano, e mandou que se fosse para morrer na arena no lugar da escrava para testemunhar Jesus. Públius estava sentado ao lado do imperador e quando as feras (leões) avançaram pela a arena ela olha para ele e ele a reconhece. Era tarde. Então, ele gastou alguns séculos para reconquistá-la renascendo após algumas provações. No livro “50 ANOS DEPOIS” ele narra uma; em “AVE-CRISTO” ele narra outra; depois em “RENÚNCIA”; até quando ele reencarna no Brasil como Manuel da Nóbrega. E na Bahia, ao lado de Anchieta ele dá a vida pelos povos silvícolas (os índios) e morre de beribéri para mais tarde assumir esta tarefa grandiosa do missionário do Evangelho. Ninguém desbravou o Evangelho com tanta beleza como Emmanuel pela psicografia do apóstolo Chico Xavier.
Um dia, Emmanuel contou a Chico Xavier que aos domingos ele reservava-se para visitar Lívia que estava num plano muito elevado e também para desintoxicar-se dos fluidos da Terra. Por que Lívia nunca mais reencarnou. Então, valeram os 25 anos. As nossas resistências são muito frágeis. Qualquer coisa nos desequilibra, mas a nossa fé deve ser robusta para nos tornar resistentes à todos os desafios e problemas.

Observação de Rudymara: Vemos muitos cristãos, mas poucas atitudes cristãs. No primeiro deslize do cônjuge ou de alguém de sua convivência “revida” ou “paga com a mesma moeda”. Isto não é uma atitude cristã. O Cristo pediu que perdoássemos sempre e o revide é sinal que ainda não aprendemos a perdoar. O Cristo também ensinou a dar a outra face quando alguém ferir uma delas, ou seja, quando alguém mostrar a face da violência, do orgulho ferido, da vaidade mesquinha, da promiscuidade, do vício, oferece-lhe a face da paz, da confiança no bem, da vitória do amor, do equilíbrio, da dignidade. O Cristo pediu que retribuíssemos o mal que nos fazem com o bem. Porque, um deslize perante as leis divinas pode acarretar séculos de reparação como aconteceu com Emmanuel.



domingo, 30 de outubro de 2011

PEDRO NÃO FOI O PRIMEIRO PAPA DA IGREJA CATÓLICA


 
Para a igreja católica o primeiro Papa foi o apóstolo Pedro, um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo. Nascido em 10 a.C, e que exerceu seu pontificado entre os anos 30 e 67 d.C. Ele tem uma grande importância para os católicos, pois é considerado o fundador, junto com o apóstolo Paulo, da Igreja. Eles se baseiam no trecho evangélico onde o Cristo disse: “És Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”. Mas a história diz que o catolicismo romano nasceu somente em 325 d.C. com o concílio de Nicéia, promovido por Constantino, imperador de Roma. Ela recebeu esse nome em 381 com o imperador Teodósio. A história revela que o papado foi instituído com fins políticos e o teve início, segundo Emmanuel revela no livro "A Caminho da Luz", em 607. Antes disso não havia o chefe supremo de todas as igrejas, pois as igrejas eram independentes. Foi somente em 607 que o Imperador Focas deu ao Papa Bonifácio III o título de BISPO UNIVERSAL DE TODAS AS IGREJAS CRISTÃS, caracterizando, portanto o início da instituição do papado.
Segundo Emmanuel, a instituição do papado foi uma vitória das trevas, ou seja, da entidades espirituais que querem impedir a evolução da Terra.

Observação: "Igreja" no contexto bíblico pode designar reunião de pessoas, sem estar necessariamente associado a uma edificação ou a uma doutrina específica.
ONDE SURGIU O TERMO "PEDRA"?

Therezinha Oliveira: Quando Simão Pedro foi apresentado a Jesus este disse: “Tu és Simão, o filho de Jonas: tu serás chamado Cefas.” E a palavra “CEFAS”, em aramaico, significa “PEDRA” e é um substantivo masculino. Ao traduzirem para o grego, como não tinham o masculino de pedra, criaram um neologismo “PETROS”. Daí veio para o latim: Petrus; e para o português: Pedro.

MAS, POR QUE JESUS DIZ QUE SIMÃO PASSARIA A SER CHAMADO "PEDRA"?

Therezinha Oliveira: Os israelitas costumavam assinalar com pedras os locais onde se haviam dado manifestações espirituais. Elas eram marco de presença espiritual. Pedro iria se revelar excelente médium, servindo muitas vezes como marco de grandes manifestações espirituais. A partir de então, no agrupamento cristão, Simão bar Jonas (filho de Jonas) passou a ser chamado Simão Pedro (a pedra) ou, simplesmente, Cefas (a Pedra), Pedro.

O QUE SIGNIFICAM, NA REALIDADE, AS CHAVES DO REINO DOS CÉUS?
Paulo A Godoy: (...) As chaves do Reino dos Céus, prometidas por Jesus Cristo, são simbolizadas na sabedoria, nas obras meritórias, na evolução espiritual, na reforma íntima, pois, sem esses atributos ninguém terá possibilidades de ascender aos páramos de luz que os homens denominam Céus. Quem tiver obedecido às ordenações de Jesus Cristo no sentido de acumular um tesouro nos Céus, onde os ladrões não roubam nem a ferrugem consome, certamente terá garantida a posse dessas chaves. Todo aquele que pautar seus atos nos moldes dos ensinamentos legados por Jesus, todo aquele que viver os ensinamentos evangélicos, estará apto a conquistar esse decantado reino. A vivência dos preceitos ensinados pelo Cristo propiciará a todos aqueles que os assimilarem a oportunidade de viverem as qualidades intrínsecas que lhes possibilitarão o acesso a essas regiões elevadas. Eles entrarão realmente na posse das chaves para a conquista desse tão almejado Reino (...)

Compilação de Rudymara

 
 
 
Observação: Pedro era um pescador, simples, sem trono, cálice de ouro e roupas finas.  E Jesus pregava nas ruas e praças, não tinha templo de pedra. Não tinha religião. Pregava os ensinamentos divinos sem dar denominação. Apenas designou aos seus seguidores que propagassem seus ensinamentos. Mais tarde, os homens, por interesses vários, criaram denominações religiosas. Deram suas interpretações, criando separações, vaidade, orgulho, posse, ostentação, guerras, enfim, deturparam o cerne dos ensinamentos.   
 




 



sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ARREBATAMENTO DE ELIAS

ELIAS FOI ARREBATADO DE CORPO E ALMA PARA O CÉU?

“Ora, enquanto seguiam pela estrada conversando, de repente apareceu um carro de fogo com cavalos também de fogo, separando-os um do outro, e Elias subiu para o céu no turbilhão”
(2 Reis 2,11). Depois disso procuraram Elias por todos os lugares e não o encontraram.
Acreditar no arrebatamento de Elias de corpo e alma para o céu só para negar que João Batista foi Elias reencarnado é desconsiderar o que Jesus disse: “...digo-vos que Elias já veio (reencarnou), e não o reconheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram...” e o que Paulo afirmou: “...a carne e o sangue não podem possuir o Reino de Deus...”. Afinal, como disse João (6:63): "O Espírito que vivifica; a carne para nada aproveita."
Numa outra passagem diz que: “O espírito de Elias repousou sobre Eliseu” (2 Reis, v.15). Aqui fica comprovado que Elias morreu (desencarnou) e que se comunicou mediunicamente através de Eliseu. Assim como muitos Espíritos "repousaram" sobre Chico Xavier.

Quanto ao carro de fogo com cavalos também de fogo, fica difícil interpretar a imaginação de uma pessoa daquela época que viu, talvez, um transporte do mundo espiritual. O povo da época só conhecia carroças e carruagens como meio de transporte. Como descreveriam um aeróbus, por exemplo? Certamente com muita euforia e exagero. No livro "Transição Planetária", o Espírito Manoel Philomeno de Miranda conta no cap. 8 "Socorros Inesperados" que interrompeu um diálogo porque "naquele instante, havia parado a regular distância um veículo do qual saltaram alguns lidadores do Bem que se aproximaram(...) Diversos desses operários da caridade adentraram-se em nosso campo de socorro e passaram a assistir os sofredores, conduzindo-os, um a um, ao transporte que pairava no ar, a um metro, mais ou menos, acima do solo(...) O responsável pela condução agradeceu ao nosso mentor e, de imediato, a nave decolou com velocidade, seguindo o roteiro estabelecido." Chico Xavier durante o sono foi levado no Nosso Lar e lá andou no aeróbus e disse que “tal veículo era necessário por causa das várias camadas psíquicas e magnéticas da Terra, nas quais o Espírito, que não tem habilidade para volitar (flutuar), não conseguiria atravessá-las, semelhante a uma barreira atmosférica para nós outros, os encarnados.” Talvez tenha sido um desses veículos que transportou Elias em Espirito e corpo perispiritual para o plano espiritual.

Muitos dizem também que Moisés não morreu, mas foi levado por Deus como aconteceu com Enoque e Elias e que Deus escondeu seu corpo para que ninguém o achasse. Afinal, o que aconteceu de verdade?
Basta ler o relato da morte de Moisés: “Assim, morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, segundo a palavra do Senhor. Este o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor; e ninguém sabe, até hoje, o lugar da sua sepultura. Tinha Moisés a idade de cento e vinte anos quando morreu; não se lhe escureceram os olhos, nem se lhe abateu o vigor.” (Dt. 34:5-7). Por que a dúvida? Está mais do que claro que ele morreu (desencarnou). Se Moisés e Elias foram de corpo e alma para o céu, como aparecem em Espírito no Monte Tabor (transfiguração) para conversar com Jesus? Da mesma forma que Jesus apareceu após sua morte (desencarnação), materializados.

"Pela fé Enoque foi trasladado (transportado) para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus" (Heb. 11:5). Aqui não diz que ele foi transportado de corpo e alma. O ser humano sempre precisou de imagens e figuras que impressionam sua imaginação.

O que observo nos quatro relatos é que a Espiritualidade se preocupou em ocultar o corpo físico deles. Por que isso foi feito? Talvez para evitar que os homens dessem demasiada importância aos restos mortais de todos eles e os arrastamentos de cá para lá, gerando disputas, vãs exibições e comercialização, como fizeram com as relíquias de alguns dos chamados santos. Não é a carne deles que precisamos reverenciar e amar. São seus ensinamentos preciosos que devemos observar e seguir. A eles fica nossa admiração e agradecimento.
Maria T Compri no livro Evangelho no Lar, no capítulo IV, diz: “A uma pergunta feita a Chico Xavier, sobre o que os Espíritos dizem a respeito da natureza do corpo de Jesus, ele respondeu:
- Jesus é como o Sol num dia de céu azul, e nós somos apenas palitos de fósforo acesos, à hora do meio-dia. O que é importante saber, e discutir, é sobre os seus ensinamentos e sua Vivência Gloriosa.
De fato, a Humanidade tem deixado de lado os Ensinamentos Morais do Cristo, para discutir coisas que em nada nos modifica as disposições interiores, como seja a natureza do corpo de Jesus, como Ele conseguiu ficar quarenta dias com os apóstolos, o que foi feito de seu corpo, após a ressurreição etc. Somos ainda pequeninos “palitos de fósforo acesos, à hora do meio-dia”, e distantes nos encontramos de absorvermos todas as verdades contidas no Universo, para nos determos nestas questões que a muitos ainda confundem.
Certamente, vivenciando seus ensinamentos e crescendo em Espírito e Verdade, futuramente teremos condições de apreender todo este conhecimento por processos naturais(...)”

Esta resposta serve aos outros profetas.



Compilação de Rudymara







segunda-feira, 24 de outubro de 2011

ÓDIO DOS PAIS - Divaldo franco


COMO PROCEDER NO CASO DE CRIANÇA DE 12 ANOS QUE MANIFESTA ÓDIO EXTREMADO PELOS PAIS?

Divaldo: Quando estiver dormindo, que os pais tentem conversar com ela, que falem com ternura, procurem dizer-lhe que a amam. Porque embora o corpo esteja repousando, o Espírito está vigilante. Pode tal situação ter origem no passado espiritual ou na atualidade carnal. Muitas vezes, quando nasce o nosso filho, utilizamos de palavras impróprias, temos uma reação negativa dizendo que o menino é feio ou que aguardávamos um ser mais bonito; queríamos uma filha, ou vice-versa. O Espírito ouve, magoa-se e pode criar ressentimento. Então, a melhor terapêutica, no caso, é envolver essa criança em vibrações de ternura, de amor, e quando esteja dormindo falar-lhe de que a ama e amá-la realmente.



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

CADA QUAL COM SUA CRUZ - reflexão


Jesus carregava sua cruz pesada, e por ser pesada não conseguia olhar para o semblante daquelas pessoas que estavam ao seu lado, gritando, dizendo desaforos, cuspindo. Então, mais adiante, cansado, tropeçou e caiu. Foi quando Simão correu para ajudá-lo. A partir dali, Jesus passou a olhar os rostos que gritavam ao seu redor. Ele, então percebeu que todos ali, tinham cruzes para carregar. Um carregaria a cruz do roubo, outro a cruz do assassinato, a outra carregava a cruz do casamento infeliz, do filho doente, etc. Então, uma das mulheres que choravam seu martírio gritou:
- Senhor, que faremos depois que for embora?
Jesus olhou para elas e disse:
- Filhas de Jerusalém, não chores por mim! Chorai antes por vós mesmas e por vossos filhos. Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará com o lenho seco . . .

Jesus quis dizer que Ele era madeiro farto, que espalhava perfumes de consolação, frutos substanciosos que alimentavam o espírito. Se Ele, um Espírito sem débitos, estava passando por aquilo. Imaginemos nós, criaturas endividadas que somos, galhos ainda secos na árvore da vida.
Cada um de nós temos cruzes para carregar. Uns tem cruzes mais pesadas, outros mais leves, mas todos temos nossas cruzes, confeccionadas por nós mesmos ao transgredirmos as leis divinas, nesta ou em outras encarnações. Aqueles que tem uma cruz mais leve, deve ajudar aquele que tem uma cruz mais pesada. Sejamos um Simão na vida do próximo. Mas, lembremos que Simão ajudou Jesus carregar a cruz, mas quem carregou até o fim foi o próprio Jesus, mesmo sem dever nada à lei divina.
Por isso, não queiramos retirar a cruz daquele que caminha conosco na vida, apenas o ajudemos, aliviando e amenizando um pouco a dor e o peso.

Compilação de Rudymara
 
 
 
 
 

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

SALVAÇÃO SEGUNDO O ESPIRITISMO


FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO?
Se a máxima fosse “Fora da igreja não há salvação”, cada religião “puxaria sardinha para sua brasa”, haveria muito mais orgulho e briga do que já tem. Se a salvação fosse através de uma determinada religião, Deus seria injusto com aqueles que fazem ou fizeram Sua vontade, mas são de religiões diferentes como Madre Teresa, Chico Xavier, Buda, Gandhi, etc. Afinal, muitos dizem “Senhor, Senhor...", mas não fazem a sua vontade.
A SALVAÇÃO É INDIVIDUAL?
Sim. “Deus retribuirá a cada um segundo suas obras” (Rom. 2:6), “cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus” (Rom. 14:12). Portanto, não será por religião, será pelas nossas obras, baseadas no amor ao próximo, como fez o samaritano da parábola que socorreu um homem que estava todo machucado (porque havia sido assaltado), sem perguntar se ele era um judeu que eles (samaritanos) tanto odiavam. Sendo que, havia passado pelo homem ferido um sacerdote e logo após um levita (ambos trabalhadores do templo e conhecedores da Lei), que apenas olharam e passaram reto. Aqui confirmamos que não é por igreja a salvação, não basta conhecer as leis divinas ou freqüentar uma casa religiosa, tem que colocar em prática.
PARA SER SALVO BASTA ACEITAR JESUS?
Não. Lembremos de Zaqueu. Ele aceitou Jesus, mas somente quando declarou que iria modificar sua atitude Jesus disse que ele estava salvo. Muitos chegam à religião, submetem-se aos rituais, cultos, dogmas, etc, mas não se transformam, não buscam saber o que Deus ou Jesus esperam delas. Fora do templo religioso tornam-se tiranos, corruptos, desonestos, infiéis, exploradores, etc. Esquecem ou não buscam aprender que, “a fé sem obras (úteis) é morta”, ou seja, acreditar ou aceitar e não praticar o que Eles pedem não terá valor.
O SANGUE DE JESUS NOS REDIME (SALVA)?
Não. Jesus Cristo é o nosso Redentor, no sentido de que Ele foi o Enviado do Pai para nos trazer a mensagem do Evangelho. Mas, se fosse o sangue de Jesus que nos remisse (salvasse), não precisaríamos fazer nada. Poderíamos nos esbaldar! E o próprio Jesus disse: “Ninguém deixará de pagar até o último centavo”. Se fosse, pois, o sangue Dele que nos redimisse, não teríamos que pagar nem o primeiro nem o último centavo do preço de nossas faltas! E esse ensino do Mestre nos deixa claro, também, que pago o último centavo, estaremos quites com a Justiça Divina, não tendo nós que pagar mais nada, porquanto, a justiça divina é perfeita. E isso derruba por completo as chamadas penas eternas.
FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO?
Não. Mas, primeiro precisamos aprender o significado da palavra caridade. Caridade não é somente dar esmolas. Caridade é “fazer ao próximo o que gostaríamos que o próximo nos fizesse”, ou seja, não enganar, não roubar, não adulterar, não desrespeitar, não ser violento, é matar a fome de alguém, é vestir alguém, é calçar alguém, é evangelizar alguém, é retirar alguém do vício, é não julgar, é levar uma palavra de consolo, é um sorriso sincero, é um abraço afetuoso, é cuidar do idoso, dos animais, da Natureza, do planeta, enfim, é respeitar e cuidar de tudo o que Deus criou, inclusive nós mesmos que também somos criação Dele. Leiam o texto neste blog "A CARIDADE ESPÍRITA É A ESMOLA?
ENTÃO, O QUE É SALVAÇÃO PARA OS ESPÍRITAS?
Como disse Emmanuel “salvação” não é ganhar o reino dos céus; não é o encontro com o paraíso após a morte; salvação é libertação de compromisso; é regularização de débitos. E, fora da prática do amor (caridade) de uns pelos outros, não seremos salvos do resgate das complicações criados por nós mesmos, através de brigas, violência, exploração, desequilíbrios, frustrações e muitos outros problemas que fazem a nossa infelicidade.
Quando fizermos da caridade a nossa lei, e da solidariedade nossa norma de conduta, nos converteremos em agentes do Bem na Terra, a mesma luz que acendermos para os outros purificará a nossa alma. Em I Pedro, 4:8 diz: “O amor cobre a multidão dos pecados”, quer dizer que todo o Bem que estendermos ao próximo diminuiremos a multidão de erros que cometemos no passado e no presente. Só assim estaremos salvos, livres de resgates, muitas vezes dolorosos, aflitivos através das reencarnações. Reencarnaremos quantas vezes for preciso até que paguemos o último centavo de nossos débitos com a lei divina.
Por isso a bandeira do Espiritismo é FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.

OBSERVAÇÃO: Numa entrevista feita pela TV gaúcha, uma pessoa, perguntou para o médium espírita Divaldo P. Franco: “Porque, sendo espírita, sofro tanto a muito tempo?” E Divaldo respondeu que o Espiritismo não nos torna salvos da dor. A função do Espiritismo é a de nos fortalecer para a dor e não a de nos libertar dela sem o necessário mérito do sofrimento; a função do Espiritismo é nos dar uma visão ampla da vida, nos oferecendo recursos para superarmos as limitações. E acrescentou, que graças a Deus, ela sendo espírita, estava sofrendo, porque é sempre bem-aventurado aquele que resgata perante os Bancos da Misericórdia Divina. Porque a dor, ao invés de ser punição, é benção, é crédito perante a vida.
Portanto, como vemos, até entre nós espíritas, que temos o esclarecimento espiritual da lei de causa e efeito, há pessoas que querem ter o privilégio de se “salvar”, ou seja, de escapar do sofrimento, causado por nós mesmos quando transgredimos as leis divinas, só porque somos dessa ou daquela religião. Isso só acontece, porque nosso orgulho nos faz achar que somos melhores do que os outros, e principalmente por não buscarmos o conhecimento, ou esclarecimento da Doutrina dos Espíritos.



terça-feira, 18 de outubro de 2011

JESUS EVOCOU MORTOS?


Muitos, que não conhecem a Doutrina Espírita, dizem que os espíritas transgridem a lei divina porque evocam os mortos. Na verdade, a evocação dos mortos, está no Antigo Testamento, conforme se lê em Moisés. Se este proibiu é porque tal prática era possível, e além de ser possível dela se abusava. Ainda hoje há abusos, porque muitos procuram um(a) médium (não espírita e sim espiritualista) para pedir aos espíritos favores materiais como: destruir casamento, pessoas, etc.; buscar solução para problemas familiares, financeiro, sentimental, etc. E para alcançar o desejado, muitos usam rituais que sacrificam animais, e até crianças . . .

Como poderíamos falar de Jesus, que pregou o "amor" pedindo para que "fizéssemos aos outros o que queremos que os outros nos façam", e semear a discórdia, a desunião, a morte, a vingança, enfim, a infelicidade do próximo? Seria incoerente.

Os espíritas, evocam os "MORTOS" quando há uma intenção útil, como fez Allan Kardec para trazer ensinamentos úteis ao nosso crescimento espiritual ou quando fazem preces à eles. Pois a prece nos liga, pelo pensamento, com os desencarnados. E quando eles querem (e podem) se comunicar, são eles que nos evocam. Como disse Chico Xavier “o telefone toca de lá para cá e não daqui para lá”. Aliás, este telefone não chama só pelos espíritas, mas por todos aqueles com sensibilidade mediunica. Já que a mediunidade não foi inventada pelos espíritas, e nem é de nossa propriedade. Na Bíblia, por exemplo, há várias comunicações mediunicas, e o Espiritismo nem existia. Um exemplo é o rei Saul buscando uma médium para aconselhar-se com Samuel que já estava “MORTO”. Essa passagem está em I Samuel, cap. 28: vv 8 á 15. O rei Saul proibiu a evocação de mortos, mas ele mesmo a transgrediu.

Agora perguntemos: Na transfiguração (Mateus, 17:2) Jesus transgrediu a lei de Moisés, quando evocou os Espíritos do próprio Moisés e de Elias no monte Tabor? Será que Moisés deu um puxão de orelha em Jesus dizendo: “Você transgrediu a minha lei?” Claro que não. Jesus apenas mostrou aos apóstolos que a vida é eterna, que ninguém morre. Sua evocação foi para algo útil. Ali Ele liberou a comunicação com os "MORTOS". Afinal, se os espíritas transgridem a lei de Moisés que está em Deuteronômio 18:11, as religiões que nos condenam, seguem todas as outras leis? Por exemplo: A lei de Moisés que está em Deuteronômio 21-18 à 21 e diz: "Os filhos desobedientes e rebeldes, que não ouçam seus pais e se comprometam no vício, serão apedrejados até a morte." Quem segue esta lei? Graças a Deus, não vemos pais apedrejando filhos por aí. mas, se esta lei fosse aplicada muitas igrejas, templos, casas religiosas estariam vazios, pois a maior parte dos "convertidos" foram, ou são, filhos desobedientes e rebeldes. Em seus depoimentos, muitos dizem "eu sou ex-viciado", "sou ex-detento", "dei muito desgosto para minha família", etc. Portanto, se a lei de Moisés fosse aplicada, não daria tempo de “aceitar Jesus” ou se "converter" a qualquer religião, porque estaríamos mortos.

Kardec nos adverte no cap. XVIII, item 51 dizendo: “Lançar reprovação contra os que não pensam como nós, é reclamar essa liberdade para nós e recusá-la aos outros . . ."



domingo, 16 de outubro de 2011

POR QUE MOISÉS PROIBIU A NECROMANCIA? - Raul Teixeira


Quando abrimos o 5º livro da Bíblia (Deuteronômio), livro atribuído à Moisés, lá no capítulo 12 ele está proibindo que as pessoas busquem o conhecimento da verdade através da pratica da necromancia (prática de buscar conhecimento através dos mortos). Por que? Porque as pessoas não faziam outra coisa. As criaturas não pensavam mais. E isso estava acarretando um prejuízo social. Porque meia dúzia manipulava o povo como se manipulava marionetes. Isso é confirmado quando lemos o livro de Números onde Moisés recebe queixas de Josué que dizia haver dois homens profetizando (usando a mediunidade) nos arredores de Israel. Era Eldade e Medade. Moisés quis saber o que ambos faziam e ele foi informado que estavam curando, orientando, ajudando, etc.. Então, Moisés disse:

- Quem dera todo o povo do Senhor fosse profeta (médium) e que o Senhor pusesse o Seu Espírito sobre ele.

Então, o problema com Moisés não era com o profetismo e sim com o mau profetismo. A exploração do profetismo. Isso vai gerando a ignorância cada vez maior nas pessoas.


OBSERVAÇÃO: Ainda hoje vemos muitas pessoas buscando a Casa Espírita para “consultas espirituais”. E as perguntas são em torno de interesses materialistas sem nenhum fundo espiritual.